Mas arranja-se sempre um tempinho para pensar na vida. Nem que seja para fugir dela a sete pés.
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junho 25, 2011
Retrato da blogosfera
O mundo dos blogues não é, como se diz por aí, um retrato fiel do mundo fora do computador. É pior, muito pior. É um mundo onde há nicknames, avatares, identidades inventadas, máscaras, perigo, impunidade, anonimato. Onde pessoas habitualmente controladas pelos travões sociais podem esquecê-los e agir como se fossem donas do mundo. Com uma sensação enorme de poder. E muita covardia, claro, mas isso já se sabe.
É uma amostra não da vida real, com os seus filtros sociais, mas do que se passa na parte mais profunda da consciência individual. A pessoa por detrás do blogger, quer queiramos quer não, é muito pior do que o blogger. A coberto do anonimato, é capaz de actos e afirmações que nunca faria pessoalmente, seja por covardia, seja por medo de represálias, seja por que tem consciência de que a sua vingança é muito mais errada do que aquilo que a provocou.
Um sítio onde se ultrapassam todas as fronteiras da decência, todas as regras de conduta, onde se projectam rancores e ressabiamentos, fúrias e invejas disfarçadas, amores frustrados, onde, sem censura, se exerce a vingança suprema de atacar aquilo que é mais sagrado ao indivíduo: a sua vida privada.
A blogosfera é mais real que a própria realidade, por que um blogger se pode comportar como se fosse um líder maléfico de um império inventado onde reina em absoluto, onde tem poder total sobre a vida dos seus súbditos e dispõe dela como lhe apetece, para seu divertimento ou vingança. Tem liberdade, por ter impunidade (ou achar que a tem), para ofender, humilhar, enxovalhar, espezinhar, inventar, photoshopar fotografias, transformar meias verdades em mentiras rotundas, atacar, do alto da sua torre, a jugular do seu inimigo.
Não, não tenho saudades.
maio 27, 2009
You'd better be nice to me, because my Father rules the world.
Assistam, mas a responsabilidade pelo que sentirem a seguir é toda vossa.
A parte II está aqui.
Via Risco Contínuo
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abril 29, 2009
A Marta ou o puxão de orelhas do ano
A Marta é uma miúda amorosa de 4 anos que tem leucemia mioloblástica aguda e precisa urgentemente de um dador compatível. Portugal é um país solidário, a avaliar pela gigantesca onda de simpatizantes que pulularam pelo Facebook e pelo Twitter e que - e isto é que é importante - apareceram efectivamente nos centros de recolha. A história saiu da internet e chegou à televisão, ao telejornal e a alguns programas diurnos de grande audiência. Particulares juntaram-se e organizaram centros de recolha móveis nas sedes das suas empresas. No colégio onde a Marta estuda apareceram num só dia 1200 pessoas.
Mas hoje, no DN Online, saiu a notícia de que a quantidade de voluntários começou a diminuir. É por isso que é preciso fazer recircular a notícia e não a deixar esmorecer.
Como podemos ajudar:
1. Tornar-se dador já. Para resumir, só é preciso ter entre 18 e 45 anos.
2. Espalhar este pedido o mais possível, fazer chegar a notícia a toda a gente que se conhece. Por facebook, pelo twitter, através do blog, por telefone ou carta, no emprego, no ginásio, na mercearia da esquina. O que interessa é espalhar. Em Portugal, no estrangeiro (o banco de medula óssea é mundial), na Lua.
Links úteis:
- O blog da Marta (com informação sobre postos de recolha no país inteiro)
- A página da Marta no facebook (a mesma coisa)
- O site do Centro de Histocompatibilidade do Sul (com informação que é preciso saber para ser dador e onde se pode fazer o download do formulário e poupar tempo)
Bora ajudar?...
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abril 27, 2009
Quem anda a matar árvores?

Agora em Alcochete, há dois meses no Montijo. Alguém anda a injectar ácido em furos cuidadosamente feitos em plátanos centenários. Custa-me a crer que ninguém saiba de nada, ninguém tenha visto, ninguém saiba quem foi. Fazer furos, injectar qualquer coisa e depois tapar esses furos cuidadosamente em dezenas de árvores é coisa para levar o seu tempo. E ninguém viu nada?
Quem terão sido os vândalos, para não lhes chamar coisa pior (tal como burros, anormais, selvagens, fdp, #$%&%$#$, etc)?
?
março 20, 2009
Quarto dos Mortos*
Eu até já tinha assinado a petição. Mas a Angelblue chamou-me a atenção outra vez para esta barbaridade. Parece que há coisas às quais só um grandecíssimo murro no estômago nos faz reagir. Esta é uma delas. E já se sabe: mexem com bichos, mexem comigo.
Todos vocês já ouviram de certeza falar disto: um anormal qualquer não teve ideia melhor para se autopromover mundialmente do que atar um cão abandonado na rua (outra ironia: o canito chamava-se Natividad) e deixá-lo morrer lentamente à fome e à sede às vistas de quem visitava aquela "exposição". Para cúmulo, o artista, de seu nome Guillermo Vargas Habacuc, foi convidado a fazê-lo outra vez este ano.
Se eu vivesse perto da dita "exposição", das duas uma: ou matava o filho da puta do Habacuc à chapada ou, se não quisesse problemas, pagava bilhete todos os dias só para dar água e comida ao cão. Palavra que era gaija para sequestrar o dito cabrão e enfiá-lo no meu Quarto dos Mortos*, qual Fritzl, e matá-lo à fome, à sede, e, já agora, ao pontapé nos tomates.
Mas há aqui coisas que eu, juro, não percebo. Uma coisa é o filho-da-puta do Habacuc que se quer autopromover e não olha a meios - e o facto é que conseguiu ser conhecido a nível mundial; outra é o museu (não sei qual é, nem me interessa) que conseguiu o mesmo. Até aqui ainda vou. Não aceito, mas percebo. Mas o que eu não percebo mesmo, por mais que tente, é a quantidade de gente anónima que por ali passou todos os dias, que viu a agonia do Natividad, que lhe percebeu o desespero nos olhos e não fez NADA. Rien. Nothing. Zero. A ponta dum corno, falando em bom português.
Se acham que eu tenho razão, assinem, por amor de Deus, a petição aqui: e não, não há desculpas.
* Tenho uma divisão na minha casa que é chamada assim há décadas. Um dia conto, juro.
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Todos vocês já ouviram de certeza falar disto: um anormal qualquer não teve ideia melhor para se autopromover mundialmente do que atar um cão abandonado na rua (outra ironia: o canito chamava-se Natividad) e deixá-lo morrer lentamente à fome e à sede às vistas de quem visitava aquela "exposição". Para cúmulo, o artista, de seu nome Guillermo Vargas Habacuc, foi convidado a fazê-lo outra vez este ano.
Se eu vivesse perto da dita "exposição", das duas uma: ou matava o filho da puta do Habacuc à chapada ou, se não quisesse problemas, pagava bilhete todos os dias só para dar água e comida ao cão. Palavra que era gaija para sequestrar o dito cabrão e enfiá-lo no meu Quarto dos Mortos*, qual Fritzl, e matá-lo à fome, à sede, e, já agora, ao pontapé nos tomates.
Mas há aqui coisas que eu, juro, não percebo. Uma coisa é o filho-da-puta do Habacuc que se quer autopromover e não olha a meios - e o facto é que conseguiu ser conhecido a nível mundial; outra é o museu (não sei qual é, nem me interessa) que conseguiu o mesmo. Até aqui ainda vou. Não aceito, mas percebo. Mas o que eu não percebo mesmo, por mais que tente, é a quantidade de gente anónima que por ali passou todos os dias, que viu a agonia do Natividad, que lhe percebeu o desespero nos olhos e não fez NADA. Rien. Nothing. Zero. A ponta dum corno, falando em bom português.
Se acham que eu tenho razão, assinem, por amor de Deus, a petição aqui: e não, não há desculpas.
* Tenho uma divisão na minha casa que é chamada assim há décadas. Um dia conto, juro.
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março 07, 2009
Farinha do mesmo saco
Anda uma pessoa toda contente a tratar do jardim e depois vem à net e dá com esta notícia. Junto-os no mesmo saco, padrasto violador e arcebispo, que tem o desplante de dizer uma enormidade destas. O Clube do Vaticano no seu melhor!
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PS - Depois de ler o Shark, ainda descubro que a miúda (de 9 anos!) também foi excomungada e que o Vaticano defende a decisão do troglodita brasileiro.
PS2 - Depois de ler os comentários do Shark, descubro que afinal a miúda (de 9 anos!) afinal não foi excomungada, mas foi porque não calhou.
A sério, já nem consigo escrever mais sobre isto.
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março 04, 2009
Alzheimer
Acabei de dar conta de que me esqueci das chaves de casa e do carro do lado de fora da porta a noite toda. Ainda bem que vivo na Parvónia.
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janeiro 18, 2009
Quaaaaanto?
Um amigo cumprimentou-me eufórico.
- É pá, o que é que te aconteceu? Vens da Lua ou vais?!
- É pá, sabes lá... que alegria... fui avô pela primeira vez!
- Fantástico! Parabéns! E correu tudo bem?
- Uma maravilha!... Uma boneca com três quilos e duzentos e oitenta!
- Parabéns, à tua filha!... E foi aonde?
- No hospital da Cruz Vermelha... um bocado carote... ai, os jovens hoje estão tramados!
- Então?
- Um dinheirão para se ter um filho... para a médica no parto foram mil euros... a estadia de dois dias fica por uns três mil euros... e mais uns apêndices das roupitas, carrinho de bebé, fraldas e aquilo tudo que a gente sabe, mais uns mil euros... e assim se vão uns cinco mil...
Tão parvos, ó quê? Mas o que é que aconteceu ao "vou só ali parir e já venho"???...
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- É pá, o que é que te aconteceu? Vens da Lua ou vais?!
- É pá, sabes lá... que alegria... fui avô pela primeira vez!
- Fantástico! Parabéns! E correu tudo bem?
- Uma maravilha!... Uma boneca com três quilos e duzentos e oitenta!
- Parabéns, à tua filha!... E foi aonde?
- No hospital da Cruz Vermelha... um bocado carote... ai, os jovens hoje estão tramados!
- Então?
- Um dinheirão para se ter um filho... para a médica no parto foram mil euros... a estadia de dois dias fica por uns três mil euros... e mais uns apêndices das roupitas, carrinho de bebé, fraldas e aquilo tudo que a gente sabe, mais uns mil euros... e assim se vão uns cinco mil...
Tão parvos, ó quê? Mas o que é que aconteceu ao "vou só ali parir e já venho"???...
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setembro 15, 2008
abril 09, 2008
«Nunca me considerei racista»
... diz Mário Machado. O líder nacionalista, um dos 36 arguidos a serem julgados por discriminação racial, assegurou hoje em tribunal que "nunca se considerou racista" e que "não tem qualquer ódio primário à raça negra" ou a outras (...).Quando cometer um crime, quero ter o mesmo advogado que ele.
PS - E não é que o estupor tem um blog???
PS - E não é que o estupor tem um blog???
março 04, 2008
A propósito de multiculturalismo


Hoje vi, num centro comercial em plena Lisboa, duas mulheres de burkha, tapadas da cabeça aos pés. E, de repente, percebi que naquelas tendas andantes vivem de facto pessoas.
Uma coisa é ver na televisão, lá nos confins do mundo, outra é ver ao vivo e a cores e na minha cidade, num país civilizado desta Europa tão liberal, acérrima defensora dos direitos humanos. E a diferença é enorme.
Acho que pela primeira vez tive a noção do significado lato do que é viver uma vida inteira debaixo de uma burkha e cheguei à conclusão que não há multiculturalismo que justifique tamanha atrocidade, tamanha falta de respeito pela liberdade individual, tamanho atentado aos direitos humanos, tamanha anulação de identidade.
janeiro 23, 2008
janeiro 13, 2008
dezembro 14, 2007
From China with love








Tirado do Alf: "Na China, animais domésticos, como também vacas, galinhas e coelhos, são jogados vivos nos recintos dos leões e tigres em jardins zoológicos e servidos como alimento. Funcionários do jardim zoológico incentivam os convidados a comprar animais para oferecer aos predadores. Este espectáculo macabro é visto por turistas que se deliciam com as cenas de horror, devidamente acomodados em autocarro próprio para este 'entretenimento'.
Recentemente, uma epidemia de raiva espalhou-se em algumas províncias da China.
O governo autorizou a matança em massa da população canina. Animais foram mortos a pauladas ou enforcados na frente de seus donos. Mais de 500 mil cães foram assassinados. Nem mesmo aqueles animais que possuíam donos e estavam vacinados foram poupados. Junte-se ao BOICOTE MUNDIAL contra os jogos olímpicos de Pequim, turismo e produtos chineses.
O governo autorizou a matança em massa da população canina. Animais foram mortos a pauladas ou enforcados na frente de seus donos. Mais de 500 mil cães foram assassinados. Nem mesmo aqueles animais que possuíam donos e estavam vacinados foram poupados. Junte-se ao BOICOTE MUNDIAL contra os jogos olímpicos de Pequim, turismo e produtos chineses.
Assine a petição: http://www.thepetitionsite.com/takeaction/395884823
dezembro 04, 2007
O país do Carnaval (2)
Renan Calheiros, que foi absolvido por votação secreta de 40 votos contra 35, já se pavoneia pelos corredores do Senado.Brasil: o país onde, por um crime de furto de que ninguém apresentou queixa, se vai preso e se é violado por 20 homens durante 1 mês, a mando de um delegado e com a conivência de uma juiza, ao mesmo tempo que, por chantagear os próprios colegas, receber subornos dignos de Midas e pagar pensão alimentícia com o erário público, só para mencionar os crimes de que me lembro, se é, muito provavelmente, um excelente candidato à presidência da República.
novembro 29, 2007
O país do Carnaval (1)
Ela devia ser débil mental: nem se queixou. - comentário feito aos jornalistas da Globo por Celso Viana, chefe de uma delegacia de Belém, Pará, onde uma menina de 15 anos foi presa por alegadamente roubar um telemóvel (roubo de que não houve queixa) numa cela com 20 (vinte!) homens.Passados uns dias de lá estar e de ser violada, em média, 6 vezes por dia, os presos tiraram-lhe a comida. Dois dias depois, previsivelmente, deixou de resistir às investidas sexuais. Passados mais uns dias, foi apresentada a uma juiza (eu disse uma juiza) do tribunal normal (de adultos), que a recambiou para a
mesma cela.
mesma cela. Só ao fim de 24 dias de tortura, e por causa de uma denúncia anónima feita para a Delegacia da Mulher, um juiz foi alertado para a situação. Quando se deslocou à dita delegacia, a menina tinha desaparecido, presumivelmente fugida, segundo as palavras do tal delegado. Foi descoberta nesse mesmo dia às margens do rio, apavorada, onde tinha sido deixada pelo delegado e seus capangas, com ordens para desaparecer da cidade no primeiro barco que passasse e não voltar, ou morreria.
A menina e os seus pais, entretanto ameaçados de morte e obrigados a mentir sobre a sua idade e a jurar que ela tinha 20 anos, estão neste momento a salvo através do Programa de Protecção a Testemunhas (federal). O delegado e os seus capangas estão soltos, provavelmente a beber uma cachaça num bar qualquer nos confins do Pará.
Comentário a um jornalista de Ana Júlia Carepa, governadora do Pará e PT (partido do Lula), no dia da denúncia: Não interessa se ela tem 15, 30 ou 100 anos. É um crime bárbaro., após o que se apressou a emitir um novo decreto contra a prisão de mulheres em celas de homens. Não era preciso, bastava que ela fizesse cumprir a lei federal que já existe. E interessa, minha senhora: tanto é crime prender mulheres em celas com homens como menores. Portanto, são dois crimes bárbaros e não um.
Na mesma noite, a governadora foi fotografada a dançar animadamente numa festa privada.
Fonte: Globo News e Veja
Fotos: Google (não está relacionada)
novembro 17, 2007
O coração fora do corpo

Flávia, Vivendo em coma - este blog, criado em Janeiro de 2007, é dedicado à minha filha Flavia, em coma vigil há mais de nove anos, e sua luta pela vida, desde que teve seus cabelos sugados pelo sistema de sucção da piscina do prédio onde morávamos em Moema - São Paulo. O que aqui escrevo é o relato verídico dos fatos desde o acidente, ocorrido em 06.01.1998, até os dias de hoje. É um alerta sobre o perigo existente em ralos de piscinas. É um protesto contra a lentidão da justiça brasileira.
Ao voltar para casa à noite para fazer companhia a Fernando e descansar, me peguei pensando quão forte é o amor que as mulheres têm por seus filhos. Este amor é mesmo o laço de afeto mais forte que temos com a vida. Me veio então à mente uma frase de uma mulher de nome Elizabeth Stone, que diz: "A decisão de ter um filho é muito séria. É decidir ter, para sempre, o coração fora do corpo."
Publicado por Odele Souza, mãe da Flávia, hoje com 18 anos, em 10 de Fevereiro deste ano. Proponho que quem me ler faça a sua parte e divulgue esta história. Foi na Fatyly, sempre sensível a estas coisas, que eu a descobri.
novembro 16, 2007
O nascimento de um ditador

Para quem cresceu tendo a democracia como dado adquirido, que é o meu caso, ler o que se está a passar na Venezuela é uma experiência educativa. O regime que Hugo Chavéz está a criar não é só autoritário, como se propõe criar uma nação à sua imagem e semelhança.
Ele é o típico déspota sul-americano em potencial. Foi eleito por democraticamente* em 1998, mas acaba de alterar a constituição de modo a que esta se adeque perfeitamente à sua vontade: a centralização total do poder (já controla a quase totalidade dos meios de comunicação, entre eles 8 canais da televisão), a militarização do país e o desrespeito pela propriedade privada, além de ter aumentado o mandato presidencial e de o ter tornado renovável por tempo indeterminado.
Chávez é intolerante a opiniões divergentes e chegou a quebrar o sigilo do voto do último referendo, usando essas informações para punir opositores, cortando-lhes créditos pessoais ou negando aos seus familiares o ingresso em faculdades públicas, por exemplo. Controla a renda do petróleo pessoalmente (a reserva venezuelana é a sexta maior do planeta), assegurando o apoio popular através de projectos assistencialistas gratuitos, na área da saúde e da educação. Transforma as instituições públicas em ferramentas de uso pessoal, proibindo-as de contratar oposicionistas, e obriga as empresas privadas para fazerem o mesmo. Quer destronar a classe média-alta, importando por exemplo médicos cubanos, cujo diploma não é sequer reconhecido no país, mas que ganham 30% a mais que os venezuelanos. Criou as chamadas “universidades bolivarianas”, com o objectivo de formar a futura elite do seu “socialismo do séc. XXI” a partir da juventude mestiça com a qual faz questão de se identificar, para criar uma “grande nação mestiça”.
Com a nova reforma constitucional, que será aprovada ainda este mês (o único partido de oposição, o “Podemos”, que tem apenas 8 assentos no Parlamento, também é chavista), Hugo Chávez cimenta a criação das bases legais para um estado todo-poderoso que lhe assegura o poder absoluto a todos os níveis: administrativo (poderá subordinar militarmente os representantes regionais eleitos pelo povo), judicial (os tribunais já são controlados a 80%) e executivo (já domina as forças militares e de ordem pública e vai conquistar com esta reforma o direito de promover pessoalmente os militares que escolher), e económico, através do controle do Banco Central (que perde a sua autonomia, ficando sob a alçada directa do presidente), já para não falar do Artº 337, que decreta que “o presidente (...) poderá decretar o estado de excepção(...)”, o que lhe dá o direito legal de suspender, por tempo indeterminado, os direitos individuais e de imprensa sem outra justificativa que não seja o vago “interesse da nação”...
Chávez já age como déspota. Desrespeita tudo e todos os que, de algum modo, se atravessam no seu caminho. Já chamou burro e bêbado a George W. Bush e declarou em alto e bom som a sua intenção de invadir a Bolívia, se o seu amigo Evo Morales for afastado do poder. E há uns dias atrás, intitulou José María Aznár de fascista, na cimeira ..., e quando Zapatero defendeu Aznár, enquanto democraticamente eleito pelo povo espanhol, interrompeu-o repetidas vezes, fazendo com que o Rei Juan Carlos o mandasse calar – o que ele não ouviu, felizmente, o que teria provocado mais um incidente internacional. Mais tarde, dirigiu-se a ele nestes termos: "Señor Rey...", assim como quem diz: "ó Dona Condensa..."
Mas, para mal dos pecados de quem não o apoia, Chávez tem a adoração do povo venezuelano, se bem que não o apoio às suas acções políticas, que violam a propriedade privada e provocam calafrios ao militarizar o país. Além do carisma pessoal, como mestiço ele tem a “cara do povo” (um pouco como acontece entre Lula e os brasileiros, mas falando de história pessoal e não de raça), que, ignorante das suas políticas, pensa que ele dá voz aos pobres e vêem nele os valores morais, familiares e religiosos que mais prezam.
Ele é o típico déspota sul-americano em potencial. Foi eleito por democraticamente* em 1998, mas acaba de alterar a constituição de modo a que esta se adeque perfeitamente à sua vontade: a centralização total do poder (já controla a quase totalidade dos meios de comunicação, entre eles 8 canais da televisão), a militarização do país e o desrespeito pela propriedade privada, além de ter aumentado o mandato presidencial e de o ter tornado renovável por tempo indeterminado.
Chávez é intolerante a opiniões divergentes e chegou a quebrar o sigilo do voto do último referendo, usando essas informações para punir opositores, cortando-lhes créditos pessoais ou negando aos seus familiares o ingresso em faculdades públicas, por exemplo. Controla a renda do petróleo pessoalmente (a reserva venezuelana é a sexta maior do planeta), assegurando o apoio popular através de projectos assistencialistas gratuitos, na área da saúde e da educação. Transforma as instituições públicas em ferramentas de uso pessoal, proibindo-as de contratar oposicionistas, e obriga as empresas privadas para fazerem o mesmo. Quer destronar a classe média-alta, importando por exemplo médicos cubanos, cujo diploma não é sequer reconhecido no país, mas que ganham 30% a mais que os venezuelanos. Criou as chamadas “universidades bolivarianas”, com o objectivo de formar a futura elite do seu “socialismo do séc. XXI” a partir da juventude mestiça com a qual faz questão de se identificar, para criar uma “grande nação mestiça”.
Com a nova reforma constitucional, que será aprovada ainda este mês (o único partido de oposição, o “Podemos”, que tem apenas 8 assentos no Parlamento, também é chavista), Hugo Chávez cimenta a criação das bases legais para um estado todo-poderoso que lhe assegura o poder absoluto a todos os níveis: administrativo (poderá subordinar militarmente os representantes regionais eleitos pelo povo), judicial (os tribunais já são controlados a 80%) e executivo (já domina as forças militares e de ordem pública e vai conquistar com esta reforma o direito de promover pessoalmente os militares que escolher), e económico, através do controle do Banco Central (que perde a sua autonomia, ficando sob a alçada directa do presidente), já para não falar do Artº 337, que decreta que “o presidente (...) poderá decretar o estado de excepção(...)”, o que lhe dá o direito legal de suspender, por tempo indeterminado, os direitos individuais e de imprensa sem outra justificativa que não seja o vago “interesse da nação”...
Chávez já age como déspota. Desrespeita tudo e todos os que, de algum modo, se atravessam no seu caminho. Já chamou burro e bêbado a George W. Bush e declarou em alto e bom som a sua intenção de invadir a Bolívia, se o seu amigo Evo Morales for afastado do poder. E há uns dias atrás, intitulou José María Aznár de fascista, na cimeira ..., e quando Zapatero defendeu Aznár, enquanto democraticamente eleito pelo povo espanhol, interrompeu-o repetidas vezes, fazendo com que o Rei Juan Carlos o mandasse calar – o que ele não ouviu, felizmente, o que teria provocado mais um incidente internacional. Mais tarde, dirigiu-se a ele nestes termos: "Señor Rey...", assim como quem diz: "ó Dona Condensa..."
Mas, para mal dos pecados de quem não o apoia, Chávez tem a adoração do povo venezuelano, se bem que não o apoio às suas acções políticas, que violam a propriedade privada e provocam calafrios ao militarizar o país. Além do carisma pessoal, como mestiço ele tem a “cara do povo” (um pouco como acontece entre Lula e os brasileiros, mas falando de história pessoal e não de raça), que, ignorante das suas políticas, pensa que ele dá voz aos pobres e vêem nele os valores morais, familiares e religiosos que mais prezam.
* Ou por aquilo a que a Venezuela chama "processo democrático"
novembro 10, 2007
Isto, meus senhores, não se vê em todo o lado
Eu chorei. A sério. É fantástico ver o que estes bravos fazem para defender um amigo ferido. A valentia e a indiferença pela própria vida, quando um irmão corre perigo iminente. Porque eles são mais que irmãos.
ATENÇÃO, o vídeo é impressionante e não é para toda a gente.
Onde fica o Brasil?

Segundo a recentíssima sondagem promovida pelo Instituto Ipsos, que entrevistou 1000 pessoas de várias regiões do país, os brasileiros não conhecem o Brasil nem no mapa: metade da população não o sabe localizar.
50% não sabem
Para 2%, fica no Congo
Para 2% fica na Argentina
Para 1% fica no Chade
Dos 50% que não sabem
10% frequentaram/completaram um curso superior
30% frequentaram/completaram o ensino médio (que pressupõe 6 anos de Geografia)
50% frequentaram/completaram o ensino fundamental
Fonte: Veja
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