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junho 06, 2009

David Carradine 1936-2009


Suspeita-se de ataque cardíaco durante o orgasmo.

Não consigo decidir se esta foi uma morte abençoada ou simplesmente estúpida. Inclino-me mais para a última hipótese.

março 07, 2009

Farinha do mesmo saco

Anda uma pessoa toda contente a tratar do jardim e depois vem à net e dá com esta notícia. Junto-os no mesmo saco, padrasto violador e arcebispo, que tem o desplante de dizer uma enormidade destas. O Clube do Vaticano no seu melhor!
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PS - Depois de ler o Shark, ainda descubro que a miúda (de 9 anos!) também foi excomungada e que o Vaticano defende a decisão do troglodita brasileiro.
PS2 - Depois de ler os comentários do Shark, descubro que afinal a miúda (de 9 anos!) afinal não foi excomungada, mas foi porque não calhou.
A sério, já nem consigo escrever mais sobre isto.
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fevereiro 11, 2009

Ahhh! Je ris...

Povo que me lê, tenho a dizer o seguinte:

Moi, que sou seguida no twitter pela Luna, no Facebook pela Rititi, que já fui convidada para jantar pela Carlota, linkada aqui pela Sofia Vieira e fui amiga*, apesar de não íntima (e quem o foi?...) de Messy (notem que não sabeis a Sua verdadeira história...), vou também deixar de falar de mim na primeira pessoa (já era tempo) e passar a fazê-lo na terceira. E, para vossa sorte, no singular da dita. Por enquanto. Ou até - maybe, just maybe - me chegar a notícia que a Catarina me linkou no Facebook - sim, que temos amigos em comum. E aí, meus amigos, it's the end of the world as you know it.
* apenas admiradora, depois de profundo debate com o meu ego.

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janeiro 17, 2009

Carteira recheada

Começo por dizer que raramente a uso (a carteira, não obrigatoriamente recheada - era bom, era!). Tenho várias, de cabedal, lindas, às cores, boas, caras, baratas, há de tudo (não de marca, credo, que não há tempo nem vagar para isso, já para não dizer que mais depressa compraria uma saco de viagem caro que uma carteira).
Mas uso-a de vez em quando, quando a ocasião o exige, quando as minhas irmãs vão estar presentes (e me chateiam até ao tutano porque "tu isto e mais aquilo e mais não sei o quê" e aaaaargh!), etc.
Acabei de comentar num blog sobre isto. Duas vezes. Na primeira disse a verdade de agora. Na segunda disse a verdade de quando vivia no Brasil. E porque é que isto é motivo para um post? Pelo recheio que usava no Brasil (e aposto o que quiserem que, se fizesse um concurso outra vez, eu ganhava de caras):
- uma lanterna
- pilhas
- uns 4 canivetes
- uma data de dinheiro em notas pequenas
- uma garrafa de água
- umas cuecas lavadas
- um desodorizante
- uma arma carregada

Também mencionei um cão grande e preto, que, apesar de obviamente não caber na carteira, fez mais do que uma vez com que a arma carregada nunca fosse precisa.

novembro 10, 2008

Meo? Ou Merdo?

Tenho o Meo há menos de um mês e já faltou sinal um dia inteiro. Começa bem, começa...

novembro 03, 2008

Portugal dos Pequeninos


Eu até poderia escrever um testamento sobre o que acho da atitude dos nossos políticos em relação ao casamento entre gays, mas para quê? A Cris escreveu isto (ver post de 8/Out). E muitíssimo bem, como sempre, aliás.

agosto 20, 2008

O país do Carnaval #2488

Além do Ronaldinho, há mais fenómenos no Brasil.

Em menos de um ano, o Lulinha (Fábio Luís de sua graça), filho do presidente Lula, deixou de ser Monitor no Zoológico de S. Paulo, onde ganhava cerca de 600 reais, para se transformar um fenómeno no mundo da alta finança brasileira.

Ao tentar explicar o tremendo sucesso do seu filho, cujo enriquecimento é um caso raro (eu diria único!) no mundo dos negócios, o presidente Lula disse: "Deve haver um milhão de pais reclamando: 'porque meu filho não é o Ronaldinho?' Porque nem todo mundo pode ser o Ronaldinho!"

E há mais. Um ano depois, Lulinha comprou uma fazenda de gado por R$ 47 milhões de reais - pagos em cash - a qual, por coincidência, claro, foi a primeira a receber o Certificado de Exportação de Carne para a UE... O ex-proprietário da fazenda é um dos "maiores produtores de gado nelore do Brasil e vendeu, de porteira fechada, a referida fazenda pela bagatela de 47 milhões de reais".


Eu se fosse brasileira estava tããããão orgulhosa!!!!

abril 09, 2008

«Nunca me considerei racista»

... diz Mário Machado. O líder nacionalista, um dos 36 arguidos a serem julgados por discriminação racial, assegurou hoje em tribunal que "nunca se considerou racista" e que "não tem qualquer ódio primário à raça negra" ou a outras (...).

Quando cometer um crime, quero ter o mesmo advogado que ele.

PS - E não é que o estupor tem um blog???

março 13, 2008

Sou eu que


... estou armada em beata puritana, ou esta história de uma pessoa se poder divorciar em 20 minutos passa um bocadinho das marcas? Bom, se alguém estiver interessado, a promoção é aqui.

fevereiro 22, 2008

Dar o exemplo

Para a próxima, lembrem-se deste vídeo.

outubro 23, 2007

Sábias palavras


“A educação brasileira, hoje em dia, só se distingue do crime organizado porque o crime é, efectivamente, organizado.”

- Olavo de Carvalho, filósofo brasileiro.

Caldeirada de lulas


“É preciso parar de achar que contratar gente para trabalhar para o Estado é inchaço de máquina.”

– Lula, o George W. Bush brasileiro, que nos últimos 5 anos aumentou em quase 20% o número de funcionários públicos no país e já disse que não vai parar por aqui. Não admira que lhe chamem papai Lula.

setembro 17, 2007

O quadro desaparecido

Como toda a gente já sabe desde sábado (dia em que eu estou a escrever isto), apareceu, encafuado numa arrecadação do CCB, o quadro “Camões”, de Júlio Pomar, desaparecido há 4 anos. Por acaso, um quadro que eu adoro de um pintor que eu também adoro. Se bem me lembro, na altura houve uma investigação da PJ, apesar de não ter havido queixa por roubo, que supostamente escarafunchou todos os buraquinhos possíveis e imaginários de Portugal e arredores – incluindo os do CCB, o que já é estranhíssimo.

Primeira questão: porquê procurar no CCB? Os funcionários responsáveis pelo inventário ainda não tinham feito isso? Segunda questão: o quadro tem quase 2 metros por 1 e tal, nas palavras do próprio autor, e apareceu montado na sua armação na tal arrecadação. Era assim uma coisa tão pequenina para escapar às diligências da PJ e dos funcionários do CCB? Apareceram também outros quadros desaparecidos de Almada Negreiros, assim tipo “É pá!, os gajos afinal tavam aqui! Fónix!”.
Como é que isto acontece? “Perde-se” um quadro que vale uma pipa de massa como se fosse um par de chinelos velhos? E “acha-se” 4 anos depois? O nosso património artístico está entregue a quem? Às mulheres a dias? A directores de centros culturais que se calhar mais valia serem as ditas? Cruzes credo!

setembro 06, 2007

Ecologia à moda do Lula


O Lula enlouqueceu de vez: imaginem que escolheu a floresta amazónica como área prioritária para assentar mais de 200 mil famílias que terão licença para desmatar 20% do lote que lhes será atribuído!

Eis a reforma agrária feita sem preocupação ambiental ou práticas sustentáveis. Este processo gera a devastação dos recursos florestais (já é responsável por 15% do desmatamento total na região) e beneficia apenas as madeireiras ilegais, que passam a ter acesso a madeira comprada legalmente. Os colonos, que deveriam ser os grandes beneficiados deste processo, voltam a viver dos subsídios do governo assim que esgotam o seu lote, o que acontece em média ao fim de dois anos.

O objectivo dos assentamentos é deslocar famílias que vivem abaixo da linha de miséria na periferia das grandes cidades para áreas cultiváveis e fornecer-lhes, assim, um modo de vida autosustentável. Até ao fim de 2006, os assentamentos ocupavam já 36 milhões de hectares, que correspondem a 8% da Amazónia. O motivo de ser na Amazónia? 33% das terras pertencem ao governo, o que dispensa a indemnização que teria que ser paga a outros donos, o que por sua vez diminui o custo da reforma agrária e gera bons índices sociais.

A idéia originalmente era boa. Mas o que não faz funcionar estes assentamentos? Só 30% deles receberam investimento em infraestrutura (estradas, escolas, hospitais), portanto o resto das 400 mil famílias já assentadas vivem abandonadas na mata. Devido à falta de orientação e acompanhamento técnico, recorrem aos créditos bonificados para a criação de gado leiteiro, que induz ao desmatamento, em vez da extracção de castanha ou açaí, que preserva a floresta. Como os assentamentos estão localizados por vezes a centenas de kilómetros das grandes cidades e não foi previsto o escoamento das mercadorias para esses mercados, não se promove a agricultura familiar de pequena escala, os colonos não têm como vender os seus produtos e por isso recorrem ao mercado que tem à mão: as madeireiras e as carvoarias.

É assim a política ambiental deste governo.

Fonte: Época

agosto 13, 2007

Negócios da China... aqui no Brasil

M. (vamos chamar-lhe assim) foi meu colega de liceu. Casou-se com uma pequena bonita lá da terra, teve o casal de rebentos da praxe e, à custa de muito suor e lágrimas (segundo ele), lá foi construindo o seu pézinho de meia. Os filhos, já grandes, são bons alunos, a miúda a fazer-se à faculdade (caso inédito na família), o miúdo convidado pelo Sporting a ingressar no plantel de esperanças (é assim que lhes chamam?), a empresa de comércio de pescados a dar os seus frutos – já tinham cada um o seu carrito, ele um Mercedes, ela uma carrinha, telemóveis topo de gama, televisão digital, etc – , ele tratava dos clientes e das entregas, ela da papelada. E a coisa ia andando.

Até que decidiu expandir os seus negócios, ouviu dizer que era bom investir no Brasil e por cá apareceu, pelas bandas de Fortaleza, com recomendações para falar com “o maior armador do Nordeste”, um português, vamos chamar-lhe A., estabelecido em Camocim, grande (?!) porto de pesca no litoral do Ceará.

Ora, no dia em que o M. era esperado com pompa e circunstância, recomendado ao A. como “o maior comerciante de pescados de Lisboa e Vale do Tejo”, estávamos nós a preparar-nos para almoçar com ele, A., o tal “grande armador”, precisamente em Camocim. Há semanas que o ouvíamos falar daquele portento do comércio de pescados, secreta esperança para alavancar o seu próprio negócio, em sérios riscos de afundar (passe a ironia barata, mas irresistível).

E, qual não é o meu espanto, vejo a uma mesa o M. Olhámo-nos, primeiro com um vago reconhecimento (Eu conheço este de algum lado...), depois com incredulidade (Não pode ser!), e depois com um muito mal disfarçado incómodo (Será que ainda estou a tempo de disfarçar? Não. Vou ter que falar. Que seca.) – Mas o que é que tu estás aqui a fazer?!!! – enfim, o teatro costumeiro...

Entretanto, o A. mirava-nos como se fôssemos ET’s, raciocinando a todo o vapor – dava para ver o fumo a sair-lhe das orelhas – Conhecem-se bem. Isto pode ser bom e pode ser mau. Se ela fala, tou lixado. Por outro lado, ela pode dizer-me tim-tim por tim-tim quem ele é. Mas se ele conta metade da imagem que eu passei daqui, tou f...

Para resumir a novela, abstive-me de fazer comentários a qualquer um deles. Reclinei-me, apreciando o sempre interessante espectáculo de dois aldrabões de feira a enganarem-se um ao outro. Mereciam-se. Ficaram amigos do peito, como não poderia deixar de ser: pássaros da mesma plumagem reconhecem-se logo. E era vê-los, ridiculamente armados em teenagers, a pavonear-se pela beira-mar ataviados à moda: t-shirt justa cingindo a barriguinha típica de quarentões bem de vida, ténis prateados e bermuda pelo meio da canela, que lhes valorizava tanto o metro e sessenta e cinco de altura...

Quem ganhou o campeonato das aldrabices, ainda estou para saber. Parece-me que nenhum deles. O A. voltou a Portugal, onde consta ter um empregozito nada condizente com a grande frota de pesqueiros de que se intitulava “dono”, mas que nunca foram dele: eram alugados e ele não pagou sequer o primeiro mês de aluguer, assim como não pagou nunca o armazém, a fábrica, os dois jipões topo de gama, a renda da casa, as contas atrasadas de vários restaurantes e do supermercado, os fornecedores e, até, os salários, os impostos e a segurança social dos duzentos empregados.

Quanto ao M., pelo menos foi esperto o suficiente para não se fazer sócio do A., pelo menos no papel. Ainda vive em Camocim. Usufruiu, enquanto não lhos tiraram, da casa, dos jipes e do crédito nos restaurantes, e actualmente namora uma brasileirinha feiota, mas endinheirada e supostamente de boas famílias, cuja mãe, para mal dos seus pecados, não vai em cantigas e exigiu ao pretendente, como condição sine qua non para o casamento, provas cabais da grande fortuna que ele (ainda) alardeia ter em Portugal.

Quem perdeu mais nesta história foi a desgraçada da mulher do M., que ainda hoje, meses depois do marido ter largado Portugal de vez com todo o dinheiro que havia nas contas pessoais e da empresa (disse-me ela que nem a conta do telemóvel ele pagou, e era pra mais de mil contos!), trabalha doze horas por dia a servir à mesa num restaurante para pagar a hipoteca da casa onde mora, feita sem o seu conhecimento, as contas da faculdade da filha, da academia do filho e das dívidas ao IRC, que a carrinha e o Mercedes já foram retomados há muito por falta de pagamento...

agosto 03, 2007

Porco gigante


“Jamison Stone, um estudante americano do Alabama, de 11 anos, matou um porco gigante numa caçada que fazia numa floresta perto da sua casa. O animal pesava 476 kg, tinha quase 3 metros e foi abatido com 8 tiros de pistola. A Polícia do Alabama investiga de onde surgiu o porco e o que ele comeu para crescer tanto.”

(Revista Época, Junho 2007)

O que não investigaram, pelos vistos, é o que fazia um estudante de 11 anos sózinho a caçar numa floresta, de pistola. E ainda se admiram que haja massacres nas escolas.