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abril 29, 2009

A Marta ou o puxão de orelhas do ano

A Marta é uma miúda amorosa de 4 anos que tem leucemia mioloblástica aguda e precisa urgentemente de um dador compatível. 

Portugal é um país solidário, a avaliar pela gigantesca onda de simpatizantes que pulularam pelo Facebook e pelo Twitter e que - e isto é que é importante - apareceram efectivamente nos centros de recolha. A história saiu da internet e chegou à televisão, ao telejornal e a alguns programas diurnos de grande audiência. Particulares juntaram-se e organizaram centros de recolha móveis nas sedes das suas empresas. No colégio onde a Marta estuda apareceram num só dia 1200 pessoas.

Mas hoje, no DN Online, saiu a notícia de que a quantidade de voluntários começou a diminuir. É por isso que é preciso fazer recircular a notícia e não a deixar esmorecer.

Como podemos ajudar:

1. Tornar-se dador já. Para resumir, só é preciso ter entre 18 e 45 anos.
2. Espalhar este pedido o mais possível, fazer chegar a notícia a toda a gente que se conhece. Por facebook, pelo twitter, através do blog, por telefone ou carta, no emprego, no ginásio, na mercearia da esquina. O que interessa é espalhar. Em Portugal, no estrangeiro (o banco de medula óssea é mundial), na Lua.

Links úteis:
- O blog da Marta (com informação sobre postos de recolha no país inteiro)
- O site do Centro de Histocompatibilidade do Sul (com informação que é preciso saber para ser dador e onde se pode fazer o download do formulário e poupar tempo) 


Bora ajudar?...
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março 30, 2009

junho 10, 2008

10 de Junho



No Dia de Portugal, de Camões, da Raça e das Comunidades, chegou-me este blog que pede ajuda para uma miúda cabo-verdeana, desempregada, com um irmão deficiente a cargo e com um filho pequenino (o pai da criança desapareceu, claro). Aceita todo o tipo de ajuda que lhe queiram dar, desde depósitos numa conta da CGD, até emprego, coisas para o bébé etc. O que puder ser.

Vá, façam o que puderem, 5 euros não custa nada. Ou então dêem a volta à tralha que está a ganhar pó na despensa ou guardada em baús. E divulguem, não se esqueçam.

abril 09, 2008

Este planeta está louco!

E há quem ainda ache que não precisamos de nos preocupar muito com as emissões de gases para a atmosfera e os consequentes rombos na camada de ozono. Lá as tempestades na Madeira, ainda vá... mas um tornado em Santarém???

Vá, toca a reciclar, poupar água e energia, andar mais a pé (que, diga-se de passagem, além de fazer bem ao planeta, também faz maravilhas ao rabo), usar menos detergentes, comprar um filtro de água para não andarem sempre a comprar garrafas de água mineral, plantar mais árvores, fechar a água do duche enquanto nos ensaboamos, etc, etc, etc...

março 04, 2008

fevereiro 20, 2008

Planeta Terra





Fotografias da National Geographic, um dos meus sites preferidos de sempre.

novembro 30, 2007

O Natal dos outros

Longe de mim armar-me em Madre Teresa e estragar o espírito de Natal a alguém. Mas este é o meu espírito de Natal, cada vez mais. Proponho que se pense um bocadinho nisto... e que se arranje coragem para esvaziar o armário das roupas e dos brinquedos velhos e dá-los às freiras. De comprar uns brinquedos nos chineses e ter o prémio de ver os olhos brilhantes dos miúdos da esquina. Ou de pegar num livro e nuns pães-de-ló macios e ir ler umas histórias aos velhotes da Misericórdia.





Até para a semana.
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novembro 16, 2007

A decisão certa?


A esmagadora maioria das pessoas diria, sem pensar muito no assunto, que o nascimento de uma criança é sempre um acontecimento de alegria. Dito assim, concordo sem reservas.

Duas crianças nasceram hoje. São dois rapazes, como se sabia que seriam. Nasceram de cesariana, como hoje em dia se tornou normal, mas estão (eles, e as respectivas mães) de boa saúde, pelo menos até ver. Os dois têm sangue lusitano, e talvez por isso me sinta tão ligada a eles como se fossem meus sobrinhos (que serão, ainda que não oficialmente), desterrada que estou, ainda que voluntariamente, do meu país. Infelizmente para um deles, a semelhança acaba aqui.

Um destes bébés nasceu são, bonito e será feliz, na medida do possível, porque os pais são gente de bem e sonham com ele desde que é apenas um projecto. São honestos e trabalhadores e farão o possível para que este filho cresça no melhor dos mundos.

O outro é fruto do acaso ou, melhor dizendo, das inconsciências somadas de um brasileiro parasita de profissão, inútil, preguiçoso, bêbado e ex-drogado, e de uma portuguesa mãe-criança, não muito inteligente e acomodada. Para cúmulo, são os dois seropositivos.
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Um pedido à Marta, do Claras em Castelo, para desenvolver este assunto como ela o sabe fazer.

outubro 27, 2007

(In)consciência

Vão pensando nisto enquanto eu me recolho ao recesso do lar. Até para a semana!

Toca a dar arroz


Um site do Programa Alimentar Mundial que distribui arroz a quem precisa através de um jogo de sinónimos que ainda por cima é giro. Mas é em inglês, portanto se precisarem de fazer batota, é por uma boa causa. Deixei lá 510 grãos.

Joga-se aqui. A batota, para quem precisar, está aqui.
Tirei do Bom Jardim, indicado pela Falabarata.


outubro 24, 2007

Chave de ouro



Creio que isto remata a discussão, não vos parece, meninas?

agosto 13, 2007

E você? Já poluiu hoje?

“Uma verdade inconveniente”, o documentário produzido por Al Gore em 2006, foi o principal responsável pela mudança radical do clima político da história recente. O seu argumento central é que a vontade política é, em democracia, um recurso renovável. Daí para a conversa das ruas, foi um pulo. Assistimos hoje à consciência generalizada de que devemos cuidar do planeta, e rapidamente, ou corremos o risco de não deixar nada em herança às próximas gerações.

Do instante em que acordamos até à hora de ir para a cama – e até enquanto dormimos –, todas as nossas actividades têm impacto directo sobre o meio-ambiente. Apesar de não ser humanamente possível não poluir – para isso basta respirar... – o primeiro passo para minimizar as consequências das nossas acções é ter consciência delas, o que nem sempre acontece. O segundo é achar alternativas que possam ser eficazes para algumas dessas acções.

A Time Magazine brasileira fez uma reportagem muito interessante, cobrindo a rotina diária de uma dentista de 36 anos de São Paulo, com o objectivo de mostrar de uma forma simples como até as acções mais corriqueiras do dia-a-dia dos 6,5 bilhões de habitantes do nosso planeta deixam as suas marcas, às vezes profundas, no meio-ambiente, e sugerir algumas acções correctivas. Eis a reportagem resumida:

6:30 – Isabel acende as luzes da casa-de-banho, toma banho e escova os dentes. A energia consumida veio provavelmente de uma barragem, cuja construção causou a desmatação de áreas extensas, matando plantas e animais. Os 15 minutos do seu banho significaram cerca de 170 litros de água pelo ralo abaixo, o suficiente para matar a sede de 85 pessoas num dia. Matérias-primas, água e energia foram usadas para produzir a escova e a pasta de dentes, e as pilhas da escova eléctrica usam metais que podem contaminar o solo e o lençol freático, por isso devem ser deitadas fora apenas em sítios apropriados.

7:00 – A dentista veste roupa de algodão e fibras. Produzi-las emite gás causador do efeito de estufa. Sai do seu apartamento rumo ao seu consultório, a 8 quilómetros dali, e vai no seu carro. Mas usar um transporte colectivo emite dez vezes menos gás do que andar de carro sozinha. Ela podia ter optado por um carro a álcool, já que o gás carbónico gerado pela queima do etanol é reabsorvido pela cana-de-açúcar, planta da qual ele é produzido.

8:00 – Já no consultório, Isabel fala ao telemóvel e trabalha no laptop, sem imaginar que, para chegarem às suas mãos, esses equipamentos podem ter desalojado gorilas em África. A columbina-tantalita, minério usado para fabricar os dispositivos que controlam o armazenamento de energia dos aparelhos, é encontrada na República Democrática do Congo, e o World Watch Institute aponta a sua extracção ilegal como uma das principais causas da destruição das florestas onde vivem os gorilas.

11:30 – Antes do almoço, Isabel vai até ao ginásio. Lá, compra uma garrafa de água mineral, sem se lembrar que o seu transporte da fonte para os centros urbanos gasta combustível e que a produção de 1 milhão de toneladas de garrafas plásticas emite 732.000 toneladas de gás poluente responsável pelo aquecimento global. Além disso, o plástico leva 400 anos para se decompor.

12:00 – Hora do almoço. A primeira garfada já é um pesadelo para os defensores do meio-ambiente: palmito. A sua extracção intensiva coloca em risco a sobrevivência da palmeira, pois cada planta dá apenas um palmito, que causa a morte da planta ao ser extraído.

18:00 – 8 quilómetros e 10 litros de gás carbónico depois, Isabel estaciona o carro na garagem. Antes do jantar, separa o lixo reciclável, mas ela é uma excepção: boa parte do lixo no país não é separada nem reciclada. Um desperdício de recursos, considerando que 30% dos resíduos poderiam ser reciclados.

22:00 – Antes de se deitar, vê televisão. Como todos os seus aparelhos electrónicos estão sempre em stand-by e não desligados da tomada, além de responderem por cerca de 15% da sua conta mensal, a energia que consomem quando não estão a ser usados é completamente desperdiçada.

(fonte: Time Magazine)


Aqui no mato onde vivo, das poucas coisas que posso fazer é composto natural com lixo orgânico – que faço –, mas ainda sonho em ter colecta de lixo a menos de 30 kilómetros de casa. Quanto à sua reciclagem, talvez um dia. Deixo aqui o meu humilde contributo.

Projecto Mar Sem Fim

Há dois anos, o jornalista João Lara Mesquita velejou por toda a costa brasileira com o objectivo de fazer um levantamento exaustivo dos principais problemas ambientais dos quase 12.000 km da costa brasileira. O projecto Mar Sem Fim deu origem a uma série de programas na televisão brasileira e a um livro, a lançar brevemente. Eis alguns números preocupantes revelados por ele:

- A segunda maior fonte de poluição mundial é a industrial. A primeira é o esgoto doméstico e urbano.
- Apenas 20% de todo o esgoto doméstico recebe algum tipo de tratamento. O restante (cerca de dois milhões de toneladas por dia) vai parar ao mar.
- O contrabando de peixes ornamentais e animais silvestres é um problema sério na região Norte. 10% dos 38 milhões de animais retirados anualmente das florestas saem do Brasil.
- Só nos últimos 40 anos, a Amazónia perdeu 15% do seu tamanho original.
- Para cada árvore que chega às serrações, 27 caem inutilmente. E quando são beneficiadas, apenas dois terços da madeira são aproveitados.
- O IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio-Ambiente) tem pouco mais de 600 fiscais para tomar conta de toda a região amazónica – que, no entanto, representa 61% do território brasileiro.
- Numa praia de Alagoas, a sede do IBAMA fica na mesma praia onde barcos camaroeiros passam redes de arrasto, que levam junto as tartarugas, devolvidas ao mar quase sempre mortas.
- As águas dos tanques de lastro dos navios estão a provocar bioinvasão. Calcula-se que anualmente 7 mil espécies são transportadas neles de um lado para o outro do planeta.
- 23% da área terrestre brasileira é protegida com algum tipo de reserva, contra menos de 1% das águas territoriais. No mundo inteiro, menos de 0,5% dos oceanos estão protegidos.
- No Ceará, a pesca da lagosta caiu 70% nos últimos 10 anos.
- A pesca de arrasto é a mais danosa ao meio-ambiente: para cada 10 kg de camarão pescado, 8 kg de fauna extra é capturada e deitada fora, quase sempre morta.
- A partir de 2050, as populações de peixes e moluscos entrarão em colapso, caso a tendência de pesca e destruição de habitats continue no ritmo actual.
- 80% do petróleo que vaza para os oceanos sai dos escapes dos automóveis e, em forma de chuva, cai no mar.
- Em menos de 15 anos, dobrou o número de zonas mortas nos mares do planeta por insuficiência de oxigénio. Já são mais de 150.

No entanto, nem tudo está perdido. Eis alguns exemplos a seguir:

- Na Paraíba, a orla marítima foi preservada da especulação imobiliária que assola todo o litoral brasileiro.
- Em Fernando de Noronha, é cobrada uma taxa diária que paga, entre outras coisas, a colecta de lixo a domicílio e o seu transporte de navio para o continente.
- A Ilha do Caju, no Delta do Parnaíba entre o Piauí e o Maranhão (mesmo aqui à porta!) tem-se mantido praticamente virgem, graças a uma política rígida de preservavação dos seus donos.
- Na Ilha de Boipeba, na Bahia, as pousadas ficam atrás da primeira fila de coqueiros, ainda que na beira da praia, preservando a paisagem natural.
- Criado em 1980 para proteger as 5 espécies de tartarugas que habitam o usam brasileiro, o Projecto Tamar só merece elogios. Actualmente, abrange cerca de 1.000 km de praias ao longo de 8 estados.


(fonte: Náutica)