Mostrar mensagens com a etiqueta A minha vida dava um blog. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta A minha vida dava um blog. Mostrar todas as mensagens

maio 10, 2009

Sabe tão bem.

Tornei-me revivalista à força. Também me tornei nostálgica, patriotico-fanática e sentimentalona, mas isso agora não tem nada a ver, como diria a outra. Ou tem. Por acaso até tem. Digo isto porque nunca fui nada que se parecesse, nem remotamente (a idade a distância fazem coisas estranhas às pessoas...), e achava uma pieguice monumental sê-lo até há bem pouco tempo.

Este fim-de-semana estou sozinha, o Diogo viajou para o Brasil por umas semanas (buáaaaa!). E, por circunstâncias nada agradáveis, diga-se de passagem, a Isabel, minha amiga de infância, terá de passar os próximos fins-de-semana aqui na Parvónia. Vai daí, proporcionou-se ontem uma tarde daquelas. Veio ela e o irmão mais novo, que até há uns anos era invisível (amigo do meu irmão mais novo e portanto puto, não sei sei se estão a ver?...) O puto R. é hoje em dia um advogado de primeiríssima linha, está muito bem casado e com filhos (liiiiindos!), com interesse, com conversa e mais: tem uma memória inesgotável para histórias antigas das nossas duas famílias. 

Eu, que perdi o meu Pai quando tinha 21 anos - e ele esteve doente e muito diminuído por um enfarte (aos 50 e poucos!) nos últimos dez anos de vida - adoro ouvir o R. contar as histórias que ouve do Pai dele (eram grandes amigos), que me dão a conhecer uma faceta profissional do meu Pai de que eu não tinha a mais leve noção.

Por ele (shame on my sisters!), fiquei a saber que o meu Pai introduziu a suinicultura intensiva em Portugal (os pavilhões do meu Pai foram os primeiros do país - e ainda existem), que era uma sumidade e dava ordens ao país inteiro na matéria, e que dava consultoria para toda a Europa - eu, que achava que ele era veterinário e agricultor... - e que só não foi administrador da maior fábrica de rações do país porque teve um enfarte entretanto, e os cabrões dos americanos aproveitaram-se desse facto.

Também soube que a minha Mãe - além de directora de um hospital e delegada de saúde por décadas a fio - quando veio para cá, há mais de cinquenta anos, fez um trabalho importantíssimo de cariz não só médico como social (sem ganhar mais por isso - típico dela...). Este concelho (que é enorme, diga-se de passagem) deve-lhe a erradicação total de algumas doenças epidémicas graves, a informação porta-a-porta (literalmente!, disso lembro-me, acompanhei-a muitas vezes em miúda) sobre cuidados de higiene básica, desinfecção de alimentos e coisas assim. Coisas que hoje em dia toda a gente sabe, mas que naquela altura não era bem assim.

Ainda vou escrever muito sobre o que era a Parvónia há quarenta anos...
.

abril 06, 2009

Despojos do fim-de-semana

.
Uma discussão :(
Uma sardinhada com amigos num terraço com vista para o mar :)
Uma tarde babysitting Lola :)))
Um cagalhoto no tapete da sala :/
Um chinelo roído :/
O sofá cheio de pelos :/
A casa virada do avesso :/
Empregada à segunda de manhã :)))
.

março 18, 2009

Nem sei por onde comece...

Depois de 2 dias inteirinhos sem computador (como é possível?!, perguntam vossemecês* de olho arremelgado. E perguntam muito bem. E eu respondo: malzinho, com muito livro pelo meio, muita jardinagem, muitos cozinhados, muita conversa), eis-me de volta às lides.

Tenho exactamente 556 posts no Google Reader para ler (tenho que dar uma volta valente àquela coisa...). Tenho aí uns 200 programas para instalar, que o parvo do gaijo da informática desinstalou contra a minha ordem expressa, a começar pelo Twit Deck, que sem ele não ponho os pés no tuíta. E a acabar numa infinidade de coisas que usava todos os dias e que nem sei como se chamam nem onde os ir buscar.

Parece que tenho trabalho para umas semanitas.

* Também gosto muito de usar bocezes.
.t

fevereiro 26, 2009

O BCP é brasileiro

Passei os últimos seis meses a tentar decidir o que faço à minha vida bancária. Finalmente (e repito: ao fim de seis meses), parecia que a coisa estava decidida e acordada entre as duas partes. Já sabia que o meu interlocutor era um idiota, mas não tinha reparado que era um fdp que escreve um parágrafo novo no contrato que andamos a discutir de cada vez que eu viro costas. E que depois estranha quando me amando ao ar por causa disso e ainda me diz que sou uma "cliente complicada". E que diz que, coitadinhos, os bancos agora não têm nem metade do lucro que tinham há 6 anos (i.e., em vez de quinhentos milhões agora têm duzentos e cinquenta - coitadinhos). E que as taxas de juro baixaram e que, coitadinhos, não estão a ganhar dinheiro nenhum (só os tais duzentos e cinquenta milhões). E que, coitadinhos, têm imensos créditos mal-parados e que é um esforço enorme. E que, coitadinhos, não podem oferecer as condições que eu quero assim sem mais nem menos.

E que tem a suprema lata (e a ingenuidade) de estar à espera que moi, que apesar de não ser adovogada até sei ler e não sou parva de todo, vá assinar assim nem mais nem menos só porque sua excelência a primeira coisa que mostra é a linha onde teve o descaramento de pôr uma cruz.

Levou uma tampa, obviamente. Agora é a minha vez de os mandar baixar as calcinhas. Detesto bancos e, mais que todos, os cabrões do BCP.
.

fevereiro 25, 2009

8 contra 1

Isto do facebook tem muito que se lhe diga. Aqui este fadista, mega estrela da nossa praça (para quem gosta de fados, claro) e moço dos meus conhecimentos, teve pena dos anos todos em que eu estive no Brasil* e convidou-me para umas cantorias ali para as bandas de Alcântara.
De modos que, como sou abusadora, depois de amanhã há regabofe. Pumba, caímos-lhe à mesa depois de amanhã oito gaijas, que eu não faço por menos. OITO! A Teresa, a m'Ana, outra Ana, a TCL, a Rosa, a Atriz Principal, a Diabba e moi.

Coitado.
* A visita dele à Parvónia-sur-Delta vai dar post dos bons! Lembrem-me.
.

fevereiro 11, 2009

Ahhh! Je ris...

Povo que me lê, tenho a dizer o seguinte:

Moi, que sou seguida no twitter pela Luna, no Facebook pela Rititi, que já fui convidada para jantar pela Carlota, linkada aqui pela Sofia Vieira e fui amiga*, apesar de não íntima (e quem o foi?...) de Messy (notem que não sabeis a Sua verdadeira história...), vou também deixar de falar de mim na primeira pessoa (já era tempo) e passar a fazê-lo na terceira. E, para vossa sorte, no singular da dita. Por enquanto. Ou até - maybe, just maybe - me chegar a notícia que a Catarina me linkou no Facebook - sim, que temos amigos em comum. E aí, meus amigos, it's the end of the world as you know it.
* apenas admiradora, depois de profundo debate com o meu ego.

.

fevereiro 07, 2009

Sentes-te bem quando


... o nome dum teu ex-namorado enche 10 páginas e 383 referências do Google Images. Isto vem a propósito da Bad, claro, que eu não sou gaija de me ficar atrás de ninguém (desculpa lá, ó chefa).

PS - Isto para não falar dos outros...

janeiro 17, 2009

Carteira recheada

Começo por dizer que raramente a uso (a carteira, não obrigatoriamente recheada - era bom, era!). Tenho várias, de cabedal, lindas, às cores, boas, caras, baratas, há de tudo (não de marca, credo, que não há tempo nem vagar para isso, já para não dizer que mais depressa compraria uma saco de viagem caro que uma carteira).
Mas uso-a de vez em quando, quando a ocasião o exige, quando as minhas irmãs vão estar presentes (e me chateiam até ao tutano porque "tu isto e mais aquilo e mais não sei o quê" e aaaaargh!), etc.
Acabei de comentar num blog sobre isto. Duas vezes. Na primeira disse a verdade de agora. Na segunda disse a verdade de quando vivia no Brasil. E porque é que isto é motivo para um post? Pelo recheio que usava no Brasil (e aposto o que quiserem que, se fizesse um concurso outra vez, eu ganhava de caras):
- uma lanterna
- pilhas
- uns 4 canivetes
- uma data de dinheiro em notas pequenas
- uma garrafa de água
- umas cuecas lavadas
- um desodorizante
- uma arma carregada

Também mencionei um cão grande e preto, que, apesar de obviamente não caber na carteira, fez mais do que uma vez com que a arma carregada nunca fosse precisa.

dezembro 07, 2008

Jantar de Natal das Mega Gaijas

Ontem foi o jantar de Natal da ala feminina do grupo de Oeiras e eu fui, pela primeira vez. Foi divertidíssimo e muito bem organizado, outra coisa não seria de esperar da Ana e da Rita. Éramos 18 e seríamos mais, se não faltassem algumas. Jantámos no Cozinha 16 (muito bem, diga-se de passagem) e acabámos no Jezebel, até às seis da manhã. O Miguel, dono do restaurante, disse que se fartou de deitar comida fora, mas que íamos acabando com a garrafeira (quem manda o vinho ser à discrição?!). Este grupinho é de munto alimento, if you know what I mean.

Como sempre, o jantar tinha regras. Devíamos levar qualquer coisa na cabeça (apareceram desde árvores de natal com meio metro de altura até corninhos de diaba) e comprar um presente para a troca com o tema "fetiche", o que rendeu boas gargalhadas. A mim calhou-me o que podem ver na fotografia da direita. Não são assombrosamente lindas?

Para quem se farta de dizer que não gosta de barulho nem de confusão, tive dose para um mês.

Só um àparte: a moda é uma coisa tramada! De 18 mulheres, pelo menos 12 estavam vestidas de roxo (incluindo eu), o que chega e sobra para me provocar uma alergia séria à dita cor...
.

novembro 28, 2008

A vida

... é curta. Curtíssima. Por mais que a gente ache que amanhã fazemos o que devíamos ter feito hoje, não é assim. Cada seis meses, pimba! E quem me entende, fáxavor, abstenha-se de comentar.

PS - E não, não estou a falar do Batatinha. Que não está nada bem, BTW.

setembro 22, 2008

Parece impossível

Estou cá há quase um mês e não telefonei nem a metade das pessoas a que devia. Visitas então nem se fala. Até a minha Tia Lurdes, a quem devia ter ido ver meia hora depois de aterrar, teve de vir cá. A Kika (grávida de oito meses - qualquer dia desova e eu sem a ver!), a Flora e a Isabel são exemplos de desgraçadinhas a quem não ligo nenhuma. Mas ando às voltas com os homens do chão, o pedreiro, os do fogão da sala, o pintor, o electricista, etc... divertidíssima, diga-se de passagem.

Prometo que quando a casa estiver pronta dou uma festa de arromba e convido tudo ao mesmo tempo. Nem que seja para ver a Tia Lurdes a olhar por cima dos óculos com ar profundamente desaprovador para o grupo de Oeiras a fazer desaparecer álcool à velocidade do som.

setembro 08, 2008

Finalmente em casa

Depois de uma viagem que dava uma novela - em que viajámos separados, qual família real - chegámos para ficar. Estamos provisoriamente instalados com a minha irmã, emquanto a parte da casa onde vamos ficar está em acabamentos. Nos últimos dias temos estado a ambientar-nos, a arrumar coisas, a abrir malas e a tentar fazer com que os quatro cães (a minha irmã tem mais uma cadela para ajudar à festa) não se matem uns aos outros.

Já agora, aproveito o ensejo que se me oferece (adoro esta expressão) para agradecer a todos os emails, SMS e telefonemas de boas-vindas a que eu não respondi. Prometo que falo com toda a gente quando tiver tempo.

A minha viagem até correu bem, à excepção de que quase não embarquei por faltar um papel qualquer que ninguém - nem a TAP, nem o Consulado, nem a D. G. de Veterinária - teve o obséquio de me informar que era preciso. Lá resolvi, à tuga, ou seja, com um grande teatro. Uma hora de barco, sete horas de carro, quatro no aeroporto de Fortaleza, sete de avião, mais duas no aeroporto de Lisboa e, finalmente, meia de carro até poder soltar os canitos já em casa. Resumindo, 24 horas de viagem seguidas.

A odisseia do Diogo foi muito pior. Eu viajei com o Xuruca e a Maria (os mais civilizados), ele com o Batata e o gato Vasco (os selvagens). Na primeira paragem para água, xixis e afins, o gato fugiu, perto de um hospital a 300km de casa... Lá andou o desgraçado do Diogo por montes e vales à procura dele, enquanto o motorista tremia que nem varas verdes com o Batata pela trela, ameaçado de tortura e assassínio se o deixasse fugir. Depois de mais uma hora, o Diogo deixou uma recompensa principesca ao vigia do hospital, que prometeu procurar o selvagem, mas não teve outro remédio senão seguir viagem, cheio de remorsos e atrasadíssimo.

Nova fita no aeroporto. Quem é que consegue enfiar um rottweiler de 60 kilos a bem dentro de uma caixa com menos de um metro quadrado? Ui... Lá conseguiu, depois de sedado.

Como se não bastasse, enquanto estava na fila do check-in, com o cão dentro da caixa, aparece-lhe um canito pequeno à solta a ladrar que nem um doido, de volta das malas dele e da loira que estava à frente dele na fila. Atrás dele apareceu um tipo mal encarado, que se identificou como polícia federal e que o mandou, a ele e à loira, abrir as malas. Claro que a loira por essa altura já estava encarnada que nem um tomate e a tremer que nem varas verdes e o Diogo, pelo contrário, furioso com mais um pepino para resolver e cheiinho de vontade de bater na loira, no polícia e no canito. Para resumir a história, a bifa foi presa por ter cocaína dentro do forro da mala, mas o desgraçado do Diogo não se safou de abrir as malas todas. Por essa altura, como podem imaginar, já estava morto de cansaço, furioso e sujo, e não teve sequer tempo para mudar de roupa antes de entrar no avião, pois embarcou à última da hora.

Bom, lá embarcou e chegou a Lisboa. Foi buscar as malas e preparava-se para ir buscar o cão. Depois de mais de uma hora à espera, apareceu-lhe uma funcionária a perguntar se ele era o dono do rottweiler que tinha chegado do Brasil. A caixa do cão tinha caído de cima da passadeira, tinha-se partido e o Batata andava há pelo menos uma hora a passear pela pista, no meio dos aviões, na maior (completamente pedrado) e com uma data de gente morta de medo a olhar para ele de longe!

Enfim, acho que nem Ulisses teve uma viagem tão atribulada. Portanto, se alguma vez eu disser que levo os cães de avião para algum lado, batam-me. Com força.

agosto 27, 2008

À laia de despedida

O que a Jubileide me disse hoje na depilação:

"Meu Deus, seu couro é tão fino!"
PS - Ainda vou ter saudades disto.

agosto 25, 2008

Última semana

Já enchi três malas só com tralha. Uma delas só tem livros, e deve pesar o mesmo que um elefante bébé, mais coisa menos coisa. Os livros que ficam (mais de cem) dei-os ao Edcarlos, um professor da escola primária local e irmão de um funcionário nosso, a única pessoa num raio de 100 km para quem um livro é mais do que combustível para acender uma fogueira. Veio cá duas vezes a casa e, em vez de olhar para a televisão ou para a aparelhagem, como todos os outros, dei com ele embevecido, com um brilhozinho nos olhos e a sorrir até às orelhas, a olhar para a minha estante, de cabeça de lado a ler os títulos e a dizer "ahhhh... tantos! E eu que só tenho sete... Olha, José Saramago!" Ganhou-me logo ali. Prometi dar-lhe todos os livros que não levasse e que podia pedir-me emprestados os que quisesse, e ele quase chorou. Nunca pediu nenhum, acho que por vergonha. Uma pérola. Fiquei de boca aberta quando ele me disse que na única livraria que existe em Parnaíba (uma cidade com 80.000 habitantes e 3 universidades...) só há porcarias - porque é absolutamente verdade, mas eu achei que mais ninguém tinha dado por isso.

Enchi mais duas malas com o todo o tipo de quinquilharia que já anda atrás de mim há anos (como milhões de fotografias, por exemplo) mais a que se junta inevitavelmente ao fim de 9 anos numa casa, e que sem a qual não vivo.

Paizinha1Dei mais de metade da nossa roupa e dos sapatos à Paizinha, que, à parte o desgosto, achou que lhe saiu a sorte grande. Também levou tecidos, a aparelhagem, o secador de cabelo, uma excelente, mas velhinha, Pentax que eu já não uso, o liquidificador, a batedeira, a varinha mágica (ela chama-lhe pau mágico), headphones, metade do stock da despensa e da arca frigorífica, roupa de cama e banho, tachos e panelas boas, carteiras, uma mesa com quatro cadeiras, etc. Quase parou de chorar, coisa que não consegue estar mais de meia hora sem fazer desde que eu lhe disse que volto para Portugal de vez, tadinha. Deixei-a com emprego certo e bem pago: fica cá em casa, com o inglês que nos comprou a fazenda, que se baba com os cozinhados dela - e que também já percebeu que, se a tratar mal, EU venho cá e trato-lhe da saúde. E dei-lhe dinheiro - mas obriguei-a a depositá-lo a prazo para que o bêbado do marido não o gaste todo num mês, além de a ter instruído para não lhe dizer quanto foi. A ida com ela ao banco para abrir uma conta, com hora marcada com o gerente, o Dôtô Beto (juro!), ela toda bem vestida e eu de chinelos (o costume...) foi um espetáculo. A expressão de orgulho dela - o gerente tratou-a por Dona Maria da Paz - pagou-me o dia. Aqui no povoado ninguém, mas ninguém mesmo, tem uma conta bancária. Ficou a rebentar de orgulho e morta de pena porque não pode contar a ninguém.

Solenemente, disse-me que, se puder, assim que os filhos mais pequenos estiverem encaminhados na vida, vai ter comigo a Portugal. Diz que não quer nada, que trabalha para mim de graça, que só quer um canto para dormir e a chance de aprender a cozinhar com a Dôna Rosa, empregada da minha família há décadas, actualmente em casa da minha irmã mais velha, e heroína da Paizinha. Por mim pode ir. É das poucas pessoas (ou a única) 100% sérias e trabalhadoras que eu conheci aqui. Tratou-me da casa e dos cães por quase 9 anos sem um reparo, cozinha ma-ra-vi-lho-sa-men-te e é um amor de pessoa. Confio tanto nela que lhe dei o código do meu multibanco e a mando levantar dinheiro por mim - bolas, o banco fica a 30 km! Recomendo-a sem reservas.

Bem, ainda falta arrumar a roupa. Uff!!!!!!!

agosto 12, 2008

Vivo com...

... o Bill Gates da alta finança e não sabia!

Sim, que não são só os olhos verdes, o corpinho em "V" (eh eh eh), o óptimo coração e o péssimo génio! O moço faz-se no mundo dos negócios!

Depois conto.

julho 29, 2008

Volte-face

Ou não há fome que não dê em fartura. Nem mal que sempre dure ou bem que não acabe. Grão a grão, etc, etc, etc.

A vida tem destas coisas. Há fases péssimas em que vemos tudo prestes a ir por água abaixo, em que parece que o universo inteiro conspira contra nós. E eis que, de repente, tudo muda. E, mais de repente ainda, tudo muda outra vez - para melhor.

Sempre tive sorte na vida. A começar pela família, os amigos que tenho e pelos novos que vou fazendo um bocadinho por todo o lado. A passar pelos empregos, que sempre apareceram quando mais precisava deles e cada um melhor que o outro. Pelas oportunidades, pelas viagens. Pelos amores, gloriosamente coroados pelo meu amor actual. Pela família e os amigos dele. Pela minha saúde de ferro, apesar de fumar como uma chaminé (temporariamente, prometo). E por mais um milhão de coisas de que eu agora não me lembro.

A acabar nos negócios. As coisas não correram muito bem durante uns anos aqui no Brasil, mas tudo se resolveu em beleza, e eis-nos de malas aviadas e cheios de projectos para a próxima etapa, cheiinha de aventuras no horizonte.

Sou uma pessoa com muuuuuita sorte.

julho 01, 2008

Desculpem a ausência, se é que deram por ela. Tenho andado ocupadíssima com os últimos preparativos para a volta definitiva do agregado completo (nós dois mais a bicharada) à Tugolândia. É mais complicado do que parecia à primeira vista. Tivemos que:

1) achar um veterinário autorizado - e aqui na Parvónia e arredores, só isto foi como achar uma agulha num palheiro;

2) convencê-lo a vir à fazenda em vez de gastarmos uma fortuna a levar os bichos à clínica à vez, por causa das brigas;

3) enfiar-lhes um chip electrónico na pele do pescoço com uma agulha grossísima - no Gato foi uma autêntica tourada;

4) fazer colectas de sangue e mandá-las por express mail para o Instituto Pasteur em S. Paulo, o único sítio, num país de tamanho continental, que pode autorizar a entrada de animais na UE;

5) esperar o relatório do Inst. Pasteur e contar 3 meses da data da colecta do sangue para os poder embarcar - se o estúpido do veterinário tivesse dito antes, tínhamos aldrabado a data do relatório e ganho pelo menos um mês, mas estes f***** assholes nunca sabem nada de nada;

6) fazer um choradinho à TACV (a TAP cobra 400 dólares por bicho!!!) pelo facto de só autorizarem o transporte de 2 bichos ao mesmo tempo em cada avião, para ver se não temos que voar separados - ainda em stand by (alguém tem uma cunha?);

Como vêem, não está fácil. A propósito, ainda não consegui comprar uma caixa grande o suficiente para enfiar o Batata dentro. Parece-me que vai ter de vir de S. Paulo...

maio 26, 2008

Olá, meu povo

Já sei, estou armada em mete-nojo porque (tenho a mania que) tenho mais que fazer. E tenho. Tenho que fazer planos. Tenho que pensar e organizar (aaaargh!) o meu futuro. O meu futuro próximo, a bem dizer, que o outro - o longínquo - a Deus pertence.

Há caixotes para encher, 24 copos de pé de piquinhos de todas as cores da Marinha Grande para despachar, livros para condenar ao abandono de uma existência sem história (nem consulta!) na escola local - o que eu pagava para ver os nativos a ler Catherine Millet! -, outros para embalar, algumas (poucas) roupas, alguns (muitos) chinelos, mais ou menos 3 milhões de fotografias, 3 máquinas fotográficas (a boa já descansa em Portugal a esta hora), quadros que ainda têm de ser desarmados, cadernos de todas as cores e feitios cheios de rabiscos... e pouco mais.

E um jardim verde-verde-verde. E uma mesa que pesa mais de 200 kg e que vai ter de ficar, o que me parte o coração...

abril 30, 2008

Cheguei!

Desculpem-me a ausência, mas tenho andado ocupadíssima.

Para resumir, está tudo verde-verde-verde. O meu flamboyant está enorme, o Batata pesa mais 20 kg e tem mais meio palmo de altura, o jardim está uma selva, o Vasco está esquelético porque desaparece três dias seguidos e depois chega a casa e só come e dorme outros três, o Xuruca continua na mesma, bem-educado e obediente, a Maria está mais magra e com uma otite, os coqueiros e as almendras estão enormes e a mangueira está linda. Enfim, a vida seguiu mansa enquanto eu cá não estive.

A Paizinha quase chorou quando me viu: achava que eu já não voltava, apesar de o Diogo lhe jurar o contrário todos os dias. Trouxe-lhe de presente uma carteira prateada e umas sandálias de salto alto a condizer, grande moda na “órópa”, um perfume francês e roupa da Zara, marca “chique” que ela conhece das revistas e do meu armário. Adorou tudo. Está muito mais animada, fala pelos cotovelos e já recomeçou com as cantorias enquanto limpa as casas de banho.

E o meu Cachucho está lindo e querido como sempre. Tem mais uns brancos na barba e está mais magrinho, mas o sorriso e os olhões verdes continuam os mesmos. Deu-me um abraço de partir costelas quando saí do avião (entre outras coisas - eh eh eh).

Parece que eu trouxe o Sol. À parte a “pequena” tempestade tropical de ontem, que fez com que a casa ficasse ilhada outra vez e, à moda de Astérix, parecesse que o céu nos ia cair em cima da cabeça, a Natureza deu-me as boas-vindas. Ontem de manhã, enquanto passeava com o Xuruca pelos viveiros, no espaço de meia hora em que o sol saiu de trás das nuvens, assisti ao levantar voo simultâneo de milhares de borboletas amarelas, à passagem barulhenta de um enorme bando de catatuas verdes e à visita surpresa de um macaco-prego empoleirado no meu alpendre.
Cheguei ao Brasil pela última vez. Parece que agora o vejo com outros olhos.

abril 16, 2008

De volta pro meu aconchego


A única música de forró que eu gosto. E aplica-se tão bem a hoje. Ou, mais concretamente, a depois de amanhã, quando embarcarei para o Brasil de volta pro meu aconchego...


Estou
De volta pro meu aconchego
Trazendo na mala bastante saudade
Querendo
Um sorriso sincero, um abraço,
Para aliviar meu cansaço
E toda essa minha vontade.

Que bom
Poder 'tar contigo de novo
Roçando o teu corpo e beijando você.
Prá mim tu és a estrela mais linda
Seus olhos me prendem, fascinam
A paz que eu gosto de ter.

É duro
Ficar sem você de vez em quando
Parece que falta um pedaço de mim.
Me alegro na hora de regressar
Parece que eu vou mergulhar
Na felicidade sem fim.