Tornei-me revivalista à força. Também me tornei nostálgica, patriotico-fanática e sentimentalona, mas isso agora não tem nada a ver, como diria a outra. Ou tem. Por acaso até tem. Digo isto porque nunca fui nada que se parecesse, nem remotamente (a idade a distância fazem coisas estranhas às pessoas...), e achava uma pieguice monumental sê-lo até há bem pouco tempo.Mas arranja-se sempre um tempinho para pensar na vida. Nem que seja para fugir dela a sete pés.
maio 10, 2009
Sabe tão bem.
Tornei-me revivalista à força. Também me tornei nostálgica, patriotico-fanática e sentimentalona, mas isso agora não tem nada a ver, como diria a outra. Ou tem. Por acaso até tem. Digo isto porque nunca fui nada que se parecesse, nem remotamente (a idade a distância fazem coisas estranhas às pessoas...), e achava uma pieguice monumental sê-lo até há bem pouco tempo.abril 06, 2009
Despojos do fim-de-semana
Uma discussão :(
Um chinelo roído :/
O sofá cheio de pelos :/
A casa virada do avesso :/
Empregada à segunda de manhã :)))
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março 18, 2009
Nem sei por onde comece...
Depois de 2 dias inteirinhos sem computador (como é possível?!, perguntam vossemecês* de olho arremelgado. E perguntam muito bem. E eu respondo: malzinho, com muito livro pelo meio, muita jardinagem, muitos cozinhados, muita conversa), eis-me de volta às lides.* Também gosto muito de usar bocezes.
fevereiro 26, 2009
O BCP é brasileiro
Passei os últimos seis meses a tentar decidir o que faço à minha vida bancária. Finalmente (e repito: ao fim de seis meses), parecia que a coisa estava decidida e acordada entre as duas partes. Já sabia que o meu interlocutor era um idiota, mas não tinha reparado que era um fdp que escreve um parágrafo novo no contrato que andamos a discutir de cada vez que eu viro costas. E que depois estranha quando me amando ao ar por causa disso e ainda me diz que sou uma "cliente complicada". E que diz que, coitadinhos, os bancos agora não têm nem metade do lucro que tinham há 6 anos (i.e., em vez de quinhentos milhões agora têm duzentos e cinquenta - coitadinhos). E que as taxas de juro baixaram e que, coitadinhos, não estão a ganhar dinheiro nenhum (só os tais duzentos e cinquenta milhões). E que, coitadinhos, têm imensos créditos mal-parados e que é um esforço enorme. E que, coitadinhos, não podem oferecer as condições que eu quero assim sem mais nem menos.E que tem a suprema lata (e a ingenuidade) de estar à espera que moi, que apesar de não ser adovogada até sei ler e não sou parva de todo, vá assinar assim nem mais nem menos só porque sua excelência a primeira coisa que mostra é a linha onde teve o descaramento de pôr uma cruz.
Levou uma tampa, obviamente. Agora é a minha vez de os mandar baixar as calcinhas. Detesto bancos e, mais que todos, os cabrões do BCP.
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fevereiro 25, 2009
8 contra 1
Coitado.
fevereiro 11, 2009
Ahhh! Je ris...
Povo que me lê, tenho a dizer o seguinte: * apenas admiradora, depois de profundo debate com o meu ego.
fevereiro 07, 2009
Sentes-te bem quando

janeiro 17, 2009
Carteira recheada
Começo por dizer que raramente a uso (a carteira, não obrigatoriamente recheada - era bom, era!). Tenho várias, de cabedal, lindas, às cores, boas, caras, baratas, há de tudo (não de marca, credo, que não há tempo nem vagar para isso, já para não dizer que mais depressa compraria uma saco de viagem caro que uma carteira). Mas uso-a de vez em quando, quando a ocasião o exige, quando as minhas irmãs vão estar presentes (e me chateiam até ao tutano porque "tu isto e mais aquilo e mais não sei o quê" e aaaaargh!), etc.Também mencionei um cão grande e preto, que, apesar de obviamente não caber na carteira, fez mais do que uma vez com que a arma carregada nunca fosse precisa.
dezembro 07, 2008
Jantar de Natal das Mega Gaijas
Ontem foi o jantar de Natal da ala feminina do grupo de Oeiras e eu fui, pela primeira vez. Foi divertidíssimo e muito bem organizado, outra coisa não seria de esperar da Ana e da Rita. Éramos 18 e seríamos mais, se não faltassem algumas. Jantámos no Cozinha 16 (muito bem, diga-se de passagem) e acabámos no Jezebel, até às seis da manhã. O Miguel, dono do restaurante, disse que se fartou de deitar comida fora, mas que íamos acabando com a garrafeira (quem manda o vinho ser à discrição?!). Este grupinho é de munto alimento, if you know what I mean.Como sempre, o jantar tinha regras. Devíamos levar qualquer
coisa na cabeça (apareceram desde árvores de natal com meio metro de altura até corninhos de diaba) e comprar um presente para a troca com o tema "fetiche", o que rendeu boas gargalhadas. A mim calhou-me o que podem ver na fotografia da direita. Não são assombrosamente lindas?Para quem se farta de dizer que não gosta de barulho nem de confusão, tive dose para um mês.
Só um àparte: a moda é uma coisa tramada! De 18 mulheres, pelo menos 12 estavam vestidas de roxo (incluindo eu), o que chega e sobra para me provocar uma alergia séria à dita cor...
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novembro 28, 2008
A vida
PS - E não, não estou a falar do Batatinha. Que não está nada bem, BTW.
setembro 22, 2008
Parece impossível
Prometo que quando a casa estiver pronta dou uma festa de arromba e convido tudo ao mesmo tempo. Nem que seja para ver a Tia Lurdes a olhar por cima dos óculos com ar profundamente desaprovador para o grupo de Oeiras a fazer desaparecer álcool à velocidade do som.
setembro 08, 2008
Finalmente em casa
Já agora, aproveito o ensejo que se me oferece (adoro esta expressão) para agradecer a todos os emails, SMS e telefonemas de boas-vindas a que eu não respondi. Prometo que falo com toda a gente quando tiver tempo.
A minha viagem até correu bem, à excepção de que quase não embarquei por faltar um papel qualquer que ninguém - nem a TAP, nem o Consulado, nem a D. G. de Veterinária - teve o obséquio de me informar que era preciso. Lá resolvi, à tuga, ou seja, com um grande teatro. Uma hora de barco, sete horas de carro, quatro no aeroporto de Fortaleza, sete de avião, mais duas no aeroporto de Lisboa e, finalmente, meia de carro até poder soltar os canitos já em casa. Resumindo, 24 horas de viagem seguidas.
A odisseia do Diogo foi muito pior. Eu viajei com o Xuruca e a Maria (os mais civilizados), ele com o Batata e o gato Vasco (os selvagens). Na primeira paragem para água, xixis e afins, o gato fugiu, perto de um hospital a 300km de casa... Lá andou o desgraçado do Diogo por montes e vales à procura dele, enquanto o motorista tremia que nem varas verdes com o Batata pela trela, ameaçado de tortura e assassínio se o deixasse fugir. Depois de mais uma hora, o Diogo deixou uma recompensa principesca ao vigia do hospital, que prometeu procurar o selvagem, mas não teve outro remédio senão seguir viagem, cheio de remorsos e atrasadíssimo.
Nova fita no aeroporto. Quem é que consegue enfiar um rottweiler de 60 kilos a bem dentro de uma caixa com menos de um metro quadrado? Ui... Lá conseguiu, depois de sedado.
Como se não bastasse, enquanto estava na fila do check-in, com o cão dentro da caixa, aparece-lhe um canito pequeno à solta a ladrar que nem um doido, de volta das malas dele e da loira que estava à frente dele na fila. Atrás dele apareceu um tipo mal encarado, que se identificou como polícia federal e que o mandou, a ele e à loira, abrir as malas. Claro que a loira por essa altura já estava encarnada que nem um tomate e a tremer que nem varas verdes e o Diogo, pelo contrário, furioso com mais um pepino para resolver e cheiinho de vontade de bater na loira, no polícia e no canito. Para resumir a história, a bifa foi presa por ter cocaína dentro do forro da mala, mas o desgraçado do Diogo não se safou de abrir as malas todas. Por essa altura, como podem imaginar, já estava morto de cansaço, furioso e sujo, e não teve sequer tempo para mudar de roupa antes de entrar no avião, pois embarcou à última da hora.
Bom, lá embarcou e chegou a Lisboa. Foi buscar as malas e preparava-se para ir buscar o cão. Depois de mais de uma hora à espera, apareceu-lhe uma funcionária a perguntar se ele era o dono do rottweiler que tinha chegado do Brasil. A caixa do cão tinha caído de cima da passadeira, tinha-se partido e o Batata andava há pelo menos uma hora a passear pela pista, no meio dos aviões, na maior (completamente pedrado) e com uma data de gente morta de medo a olhar para ele de longe!
Enfim, acho que nem Ulisses teve uma viagem tão atribulada. Portanto, se alguma vez eu disser que levo os cães de avião para algum lado, batam-me. Com força.
agosto 27, 2008
À laia de despedida
agosto 25, 2008
Última semana
Já enchi três malas só com tralha. Uma delas só tem livros, e deve pesar o mesmo que um elefante bébé, mais coisa menos coisa. Os livros que ficam (mais de cem) dei-os ao Edcarlos, um professor da escola primária local e irmão de um funcionário nosso, a única pessoa num raio de 100 km para quem um livro é mais do que combustível para acender uma fogueira. Veio cá duas vezes a casa e, em vez de olhar para a televisão ou para a aparelhagem, como todos os outros, dei com ele embevecido, com um brilhozinho nos olhos e a sorrir até às orelhas, a olhar para a minha estante, de cabeça de lado a ler os títulos e a dizer "ahhhh... tantos! E eu que só tenho sete... Olha, José Saramago!" Ganhou-me logo ali. Prometi dar-lhe todos os livros que não levasse e que podia pedir-me emprestados os que quisesse, e ele quase chorou. Nunca pediu nenhum, acho que por vergonha. Uma pérola. Fiquei de boca aberta quando ele me disse que na única livraria que existe em Parnaíba (uma cidade com 80.000 habitantes e 3 universidades...) só há porcarias - porque é absolutamente verdade, mas eu achei que mais ninguém tinha dado por isso.
Enchi mais duas malas com o todo o tipo de quinquilharia que já anda atrás de mim há anos (como milhões de fotografias, por exemplo) mais a que se junta inevitavelmente ao fim de 9 anos numa casa, e que sem a qual não vivo.
Dei mais de metade da nossa roupa e dos sapatos à Paizinha, que, à parte o desgosto, achou que lhe saiu a sorte grande. Também levou tecidos, a aparelhagem, o secador de cabelo, uma excelente, mas velhinha, Pentax que eu já não uso, o liquidificador, a batedeira, a varinha mágica (ela chama-lhe pau mágico), headphones, metade do stock da despensa e da arca frigorífica, roupa de cama e banho, tachos e panelas boas, carteiras, uma mesa com quatro cadeiras, etc. Quase parou de chorar, coisa que não consegue estar mais de meia hora sem fazer desde que eu lhe disse que volto para Portugal de vez, tadinha. Deixei-a com emprego certo e bem pago: fica cá em casa, com o inglês que nos comprou a fazenda, que se baba com os cozinhados dela - e que também já percebeu que, se a tratar mal, EU venho cá e trato-lhe da saúde. E dei-lhe dinheiro - mas obriguei-a a depositá-lo a prazo para que o bêbado do marido não o gaste todo num mês, além de a ter instruído para não lhe dizer quanto foi. A ida com ela ao banco para abrir uma conta, com hora marcada com o gerente, o Dôtô Beto (juro!), ela toda bem vestida e eu de chinelos (o costume...) foi um espetáculo. A expressão de orgulho dela - o gerente tratou-a por Dona Maria da Paz - pagou-me o dia. Aqui no povoado ninguém, mas ninguém mesmo, tem uma conta bancária. Ficou a rebentar de orgulho e morta de pena porque não pode contar a ninguém.
Solenemente, disse-me que, se puder, assim que os filhos mais pequenos estiverem encaminhados na vida, vai ter comigo a Portugal. Diz que não quer nada, que trabalha para mim de graça, que só quer um canto para dormir e a chance de aprender a cozinhar com a Dôna Rosa, empregada da minha família há décadas, actualmente em casa da minha irmã mais velha, e heroína da Paizinha. Por mim pode ir. É das poucas pessoas (ou a única) 100% sérias e trabalhadoras que eu conheci aqui. Tratou-me da casa e dos cães por quase 9 anos sem um reparo, cozinha ma-ra-vi-lho-sa-men-te e é um amor de pessoa. Confio tanto nela que lhe dei o código do meu multibanco e a mando levantar dinheiro por mim - bolas, o banco fica a 30 km! Recomendo-a sem reservas.
Bem, ainda falta arrumar a roupa. Uff!!!!!!!
agosto 12, 2008
Vivo com...
Sim, que não são só os olhos verdes, o corpinho em "V" (eh eh eh), o óptimo coração e o péssimo génio! O moço faz-se no mundo dos negócios!
Depois conto.
julho 29, 2008
Volte-face
Ou não há fome que não dê em fartura. Nem mal que sempre dure ou bem que não acabe. Grão a grão, etc, etc, etc. A vida tem destas coisas. Há fases péssimas em que vemos tudo prestes a ir por água abaixo, em que parece que o universo inteiro conspira contra nós. E eis que, de repente, tudo muda. E, mais de repente ainda, tudo muda outra vez - para melhor.
Sempre tive sorte na vida. A começar pela família, os amigos que tenho e pelos novos que vou fazendo um bocadinho por todo o lado. A passar pelos empregos, que sempre apareceram quando mais precisava deles e cada um melhor que o outro. Pelas oportunidades, pelas viagens. Pelos amores, gloriosamente coroados pelo meu amor actual. Pela família e os amigos dele. Pela minha saúde de ferro, apesar de fumar como uma chaminé (temporariamente, prometo). E por mais um milhão de coisas de que eu agora não me lembro.
A acabar nos negócios. As coisas não correram muito bem durante uns anos aqui no Brasil, mas tudo se resolveu em beleza, e eis-nos de malas aviadas e cheios de projectos para a próxima etapa, cheiinha de aventuras no horizonte.
Sou uma pessoa com muuuuuita sorte.
julho 01, 2008
Desculpem a ausência, se é que deram por ela. Tenho andado ocupadíssima com os últimos preparativos para a volta definitiva do agregado completo (nós dois mais a bicharada) à Tugolândia. É mais complicado do que parecia à primeira vista. Tivemos que:maio 26, 2008
Olá, meu povo
Já sei, estou armada em mete-nojo porque (tenho a mania que) tenho mais que fazer. E tenho. Tenho que fazer planos. Tenho que pensar e organizar (aaaargh!) o meu futuro. O meu futuro próximo, a bem dizer, que o outro - o longínquo - a Deus pertence.abril 30, 2008
Cheguei!
Desculpem-me a ausência, mas tenho andado ocupadíssima.Para resumir, está tudo verde-verde-verde. O meu flamboyant está enorme, o Batata pesa mais 20 kg e tem mais meio palmo de altura, o jardim está uma selva, o Vasco está esquelético porque desaparece três dias seguidos e depois chega a casa e só come e dorme outros três, o Xuruca continua na mesma, bem-educado e obediente, a Maria está mais magra e com uma otite, os coqueiros e as almendras estão enormes e a mangueira está linda. Enfim, a vida seguiu mansa enquanto eu cá não estive.
E o meu Cachucho está lindo e querido como sempre. Tem mais uns brancos na barba e está mais magrinho, mas o sorriso e os olhões verdes continuam os mesmos. Deu-me um abraço de partir costelas quando saí do avião (entre outras coisas - eh eh eh).
Parece que eu trouxe o Sol. À parte a “pequena” tempestade tropical de ontem, que fez com que a casa ficasse ilhada outra vez e, à moda de Astérix, parecesse que o céu nos ia cair em cima da cabeça, a Natureza deu-me as boas-vindas. Ontem de manhã, enquanto passeava com o Xuruca pelos viveiros, no espaço de meia hora em que o sol saiu de trás das nuvens, assisti ao levantar voo simultâneo de milhares de borboletas amarelas, à passagem barulhenta de um enorme bando de catatuas verdes e à visita surpresa de um macaco-prego empoleirado no meu alpendre.
Cheguei ao Brasil pela última vez. Parece que agora o vejo com outros olhos.
abril 16, 2008
De volta pro meu aconchego

A única música de forró que eu gosto. E aplica-se tão bem a hoje. Ou, mais concretamente, a depois de amanhã, quando embarcarei para o Brasil de volta pro meu aconchego...
Estou
De volta pro meu aconchego
Trazendo na mala bastante saudade
Querendo
Um sorriso sincero, um abraço,
Para aliviar meu cansaço
E toda essa minha vontade.
Que bom
Poder 'tar contigo de novo
Roçando o teu corpo e beijando você.
Prá mim tu és a estrela mais linda
Seus olhos me prendem, fascinam
A paz que eu gosto de ter.
É duro
Ficar sem você de vez em quando
Parece que falta um pedaço de mim.
Me alegro na hora de regressar
Parece que eu vou mergulhar
Na felicidade sem fim.