
Mas arranja-se sempre um tempinho para pensar na vida. Nem que seja para fugir dela a sete pés.
Mostrar mensagens com a etiqueta Viagens. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Viagens. Mostrar todas as mensagens
dezembro 31, 2008
setembro 19, 2008
setembro 08, 2008
Finalmente em casa
Depois de uma viagem que dava uma novela - em que viajámos separados, qual família real - chegámos para ficar. Estamos provisoriamente instalados com a minha irmã, emquanto a parte da casa onde vamos ficar está em acabamentos. Nos últimos dias temos estado a ambientar-nos, a arrumar coisas, a abrir malas e a tentar fazer com que os quatro cães (a minha irmã tem mais uma cadela para ajudar à festa) não se matem uns aos outros.
Já agora, aproveito o ensejo que se me oferece (adoro esta expressão) para agradecer a todos os emails, SMS e telefonemas de boas-vindas a que eu não respondi. Prometo que falo com toda a gente quando tiver tempo.
A minha viagem até correu bem, à excepção de que quase não embarquei por faltar um papel qualquer que ninguém - nem a TAP, nem o Consulado, nem a D. G. de Veterinária - teve o obséquio de me informar que era preciso. Lá resolvi, à tuga, ou seja, com um grande teatro. Uma hora de barco, sete horas de carro, quatro no aeroporto de Fortaleza, sete de avião, mais duas no aeroporto de Lisboa e, finalmente, meia de carro até poder soltar os canitos já em casa. Resumindo, 24 horas de viagem seguidas.
A odisseia do Diogo foi muito pior. Eu viajei com o Xuruca e a Maria (os mais civilizados), ele com o Batata e o gato Vasco (os selvagens). Na primeira paragem para água, xixis e afins, o gato fugiu, perto de um hospital a 300km de casa... Lá andou o desgraçado do Diogo por montes e vales à procura dele, enquanto o motorista tremia que nem varas verdes com o Batata pela trela, ameaçado de tortura e assassínio se o deixasse fugir. Depois de mais uma hora, o Diogo deixou uma recompensa principesca ao vigia do hospital, que prometeu procurar o selvagem, mas não teve outro remédio senão seguir viagem, cheio de remorsos e atrasadíssimo.
Nova fita no aeroporto. Quem é que consegue enfiar um rottweiler de 60 kilos a bem dentro de uma caixa com menos de um metro quadrado? Ui... Lá conseguiu, depois de sedado.
Como se não bastasse, enquanto estava na fila do check-in, com o cão dentro da caixa, aparece-lhe um canito pequeno à solta a ladrar que nem um doido, de volta das malas dele e da loira que estava à frente dele na fila. Atrás dele apareceu um tipo mal encarado, que se identificou como polícia federal e que o mandou, a ele e à loira, abrir as malas. Claro que a loira por essa altura já estava encarnada que nem um tomate e a tremer que nem varas verdes e o Diogo, pelo contrário, furioso com mais um pepino para resolver e cheiinho de vontade de bater na loira, no polícia e no canito. Para resumir a história, a bifa foi presa por ter cocaína dentro do forro da mala, mas o desgraçado do Diogo não se safou de abrir as malas todas. Por essa altura, como podem imaginar, já estava morto de cansaço, furioso e sujo, e não teve sequer tempo para mudar de roupa antes de entrar no avião, pois embarcou à última da hora.
Bom, lá embarcou e chegou a Lisboa. Foi buscar as malas e preparava-se para ir buscar o cão. Depois de mais de uma hora à espera, apareceu-lhe uma funcionária a perguntar se ele era o dono do rottweiler que tinha chegado do Brasil. A caixa do cão tinha caído de cima da passadeira, tinha-se partido e o Batata andava há pelo menos uma hora a passear pela pista, no meio dos aviões, na maior (completamente pedrado) e com uma data de gente morta de medo a olhar para ele de longe!
Enfim, acho que nem Ulisses teve uma viagem tão atribulada. Portanto, se alguma vez eu disser que levo os cães de avião para algum lado, batam-me. Com força.
Já agora, aproveito o ensejo que se me oferece (adoro esta expressão) para agradecer a todos os emails, SMS e telefonemas de boas-vindas a que eu não respondi. Prometo que falo com toda a gente quando tiver tempo.
A minha viagem até correu bem, à excepção de que quase não embarquei por faltar um papel qualquer que ninguém - nem a TAP, nem o Consulado, nem a D. G. de Veterinária - teve o obséquio de me informar que era preciso. Lá resolvi, à tuga, ou seja, com um grande teatro. Uma hora de barco, sete horas de carro, quatro no aeroporto de Fortaleza, sete de avião, mais duas no aeroporto de Lisboa e, finalmente, meia de carro até poder soltar os canitos já em casa. Resumindo, 24 horas de viagem seguidas.
A odisseia do Diogo foi muito pior. Eu viajei com o Xuruca e a Maria (os mais civilizados), ele com o Batata e o gato Vasco (os selvagens). Na primeira paragem para água, xixis e afins, o gato fugiu, perto de um hospital a 300km de casa... Lá andou o desgraçado do Diogo por montes e vales à procura dele, enquanto o motorista tremia que nem varas verdes com o Batata pela trela, ameaçado de tortura e assassínio se o deixasse fugir. Depois de mais uma hora, o Diogo deixou uma recompensa principesca ao vigia do hospital, que prometeu procurar o selvagem, mas não teve outro remédio senão seguir viagem, cheio de remorsos e atrasadíssimo.
Nova fita no aeroporto. Quem é que consegue enfiar um rottweiler de 60 kilos a bem dentro de uma caixa com menos de um metro quadrado? Ui... Lá conseguiu, depois de sedado.
Como se não bastasse, enquanto estava na fila do check-in, com o cão dentro da caixa, aparece-lhe um canito pequeno à solta a ladrar que nem um doido, de volta das malas dele e da loira que estava à frente dele na fila. Atrás dele apareceu um tipo mal encarado, que se identificou como polícia federal e que o mandou, a ele e à loira, abrir as malas. Claro que a loira por essa altura já estava encarnada que nem um tomate e a tremer que nem varas verdes e o Diogo, pelo contrário, furioso com mais um pepino para resolver e cheiinho de vontade de bater na loira, no polícia e no canito. Para resumir a história, a bifa foi presa por ter cocaína dentro do forro da mala, mas o desgraçado do Diogo não se safou de abrir as malas todas. Por essa altura, como podem imaginar, já estava morto de cansaço, furioso e sujo, e não teve sequer tempo para mudar de roupa antes de entrar no avião, pois embarcou à última da hora.
Bom, lá embarcou e chegou a Lisboa. Foi buscar as malas e preparava-se para ir buscar o cão. Depois de mais de uma hora à espera, apareceu-lhe uma funcionária a perguntar se ele era o dono do rottweiler que tinha chegado do Brasil. A caixa do cão tinha caído de cima da passadeira, tinha-se partido e o Batata andava há pelo menos uma hora a passear pela pista, no meio dos aviões, na maior (completamente pedrado) e com uma data de gente morta de medo a olhar para ele de longe!
Enfim, acho que nem Ulisses teve uma viagem tão atribulada. Portanto, se alguma vez eu disser que levo os cães de avião para algum lado, batam-me. Com força.
agosto 19, 2008
Viagens a fazer...
maio 26, 2008
Olá, meu povo
Já sei, estou armada em mete-nojo porque (tenho a mania que) tenho mais que fazer. E tenho. Tenho que fazer planos. Tenho que pensar e organizar (aaaargh!) o meu futuro. O meu futuro próximo, a bem dizer, que o outro - o longínquo - a Deus pertence.Há caixotes para encher, 24 copos de pé de piquinhos de todas as cores da Marinha Grande para despachar, livros para condenar ao abandono de uma existência sem história (nem consulta!) na escola local - o que eu pagava para ver os nativos a ler Catherine Millet! -, outros para embalar, algumas (poucas) roupas, alguns (muitos) chinelos, mais ou menos 3 milhões de fotografias, 3 máquinas fotográficas (a boa já descansa em Portugal a esta hora), quadros que ainda têm de ser desarmados, cadernos de todas as cores e feitios cheios de rabiscos... e pouco mais.
E um jardim verde-verde-verde. E uma mesa que pesa mais de 200 kg e que vai ter de ficar, o que me parte o coração...
abril 16, 2008
março 29, 2008
novembro 21, 2007
Verde-vivo, cinzento-chumbo e azul-cobalto
Quanto mais vivo nos trópicos, mais vontade sinto de conhecer a Irlanda.É sonho antigo, fortalecido por esta minha estadia tão perto da linha do Equador, onde os dias são do mesmo tamanho das noites e o pôr-do-sol pálido dura minutos e teima em não me oferecer aquele espectáculo infernal de tons de encarnado-sangue, laranja-fogo, cor-de-rosa-choque e roxo-paixão, que, com resquícios evidentes de adolescente atacada de pirosite aguda, fotografei ad nauseum a minha vida inteira.
À Irlanda, visto-a sempre de três cores: verde-vivo, cinzento-chumbo e azul-cobalto. Sonho-a sempre deserta, ignorando firmemente as suas guerras, a insularidade quase demente das suas gentes célticas de fama beberrona e briguenta, altivamente orgulhosas por se saberem invictas, de longas barbas ruivas e olhos azuis-quase-brancos, e só penso nas escarpas cinzento-chumbo a mergulhar a pique no oceano, de costas para as colinas atapetadas de erva rasteira verde-vivo e salpicadas aqui e ali por azedinhas e amores-perfeitos (e haverá nome mais perfeito para uma flor?), enquanto convivem paredes meias com lepprechauns, à espera da onda azul-cobalto definitiva que as levará com ela.




Subscrever:
Mensagens (Atom)



























