setembro 06, 2007

Ecologia à moda do Lula


O Lula enlouqueceu de vez: imaginem que escolheu a floresta amazónica como área prioritária para assentar mais de 200 mil famílias que terão licença para desmatar 20% do lote que lhes será atribuído!

Eis a reforma agrária feita sem preocupação ambiental ou práticas sustentáveis. Este processo gera a devastação dos recursos florestais (já é responsável por 15% do desmatamento total na região) e beneficia apenas as madeireiras ilegais, que passam a ter acesso a madeira comprada legalmente. Os colonos, que deveriam ser os grandes beneficiados deste processo, voltam a viver dos subsídios do governo assim que esgotam o seu lote, o que acontece em média ao fim de dois anos.

O objectivo dos assentamentos é deslocar famílias que vivem abaixo da linha de miséria na periferia das grandes cidades para áreas cultiváveis e fornecer-lhes, assim, um modo de vida autosustentável. Até ao fim de 2006, os assentamentos ocupavam já 36 milhões de hectares, que correspondem a 8% da Amazónia. O motivo de ser na Amazónia? 33% das terras pertencem ao governo, o que dispensa a indemnização que teria que ser paga a outros donos, o que por sua vez diminui o custo da reforma agrária e gera bons índices sociais.

A idéia originalmente era boa. Mas o que não faz funcionar estes assentamentos? Só 30% deles receberam investimento em infraestrutura (estradas, escolas, hospitais), portanto o resto das 400 mil famílias já assentadas vivem abandonadas na mata. Devido à falta de orientação e acompanhamento técnico, recorrem aos créditos bonificados para a criação de gado leiteiro, que induz ao desmatamento, em vez da extracção de castanha ou açaí, que preserva a floresta. Como os assentamentos estão localizados por vezes a centenas de kilómetros das grandes cidades e não foi previsto o escoamento das mercadorias para esses mercados, não se promove a agricultura familiar de pequena escala, os colonos não têm como vender os seus produtos e por isso recorrem ao mercado que tem à mão: as madeireiras e as carvoarias.

É assim a política ambiental deste governo.

Fonte: Época

3 comentários:

ana vidal disse...

Gostei do nome. Por cá só se assentam tijolos.

pedro sanchez disse...

Olá Madalena
Sempre tive a certeza que a vitória do Lula seria muito mau para o Brasil, pois sempre que aparecem estes pseudos políticos do povo, são na realidade os que mais o lixam, porque na verdade são mal extruturados na sua formação e depressa dão sinais de prepotencia, sede de poder, descontrole de pensamentos e apego a mordomias.
O brasil é suficientemente grande para conseguir resolver os problemas das grandes cidades, mas mais fácil é mandá-los para a Amazónia e assim longe da vista longe da confusão.
As verdadeiras reformas demoram tempo e é preciso investir um pouco no pensar e na estratégia que se deve levar. mas mais fácil é enviá-los para a Amazónia.
Educar demora um pouco mas é muito tempo para esses senhores da política, que ao passarem pelo poder sem consistência deixam sempre marcas malévolas nos seus países. Portanto as nossas democracias estão como estão, decadentes. Mas continua sendo mais fácil recambiá-los para Amazónia.
Eu sei que a Amazónia é dos Brasileiros, mas é acima de tudo da HUMANIDADE, já que é o que resta dos pulmões do Mundo que temos destruindo por todo o lado. Mas como achamos que temos esse direito, continuamos a destruir o que julgamos ser nosso. Continuemos destruindo pois nossos netos certamente nos agradecerão.
Bjs, pp.

Mad disse...

PP, a Amazónia é dos brasileiros por enquanto... há sérias propostas da parte dos USA para comprar parte dela, com a desculpa de que os brasucas não tomam conta dela. Incrível, não é?