janeiro 23, 2008

Heath Ledger 1979-2008


Não consigo decidir se isto é coragem ou cobardia. Inclino-me mais para a primeira.

15 comentários:

Melões Melodia disse...

Pensas exactamente como eu.
So tenho a dizer que tenho pena, nada mais.
beijos

JP disse...

Nunca percebi como é que as pessoas que desistem de viver são classificadas como corajosas...
Não entendo dessa forma.

Do mal o menos: morreu um actor com um nome quase tão impronunciável como este humor negro a despropósito.

Beijos.

Mad disse...

JP, acho que é preciso uma coragem enorme para o acto físico de deixar de viver, não para chegar a essa conclusão.

Mas entretanto descubro que afinal foi overdose, e aí a conversa é outra.

João disse...

Olá!
Se calhar não é coragem, nem cobardia, será desespero certamente.
Está dentro de cada um, tanto pode atingir os famosos, bonitos e talentosos, como as pessoas comuns.
Para quê julgar o suicidio!? Essa é vitória sobre a vida que aqueles que o cometem levam consigo.

Su disse...

Estando a verdade no conhecimento dos Deuses, só nos resta tecer comentários.

Penso, a psicologia assim o confirmam, que quem se suicida não quer realmente morrer, não quer desistir de viver. Querem sim, com toda a força, parar de sofrer...

Mad disse...

João, desespero não tenho que é. Mas o desespero é um estado. Continuo a dizer que é preciso uma enorme coragem para o acto de tirar a própria vida.

Su, isso é quase um eufemismo. Mas, de alguma maneira, concordo contigo.

Mad disse...

Su, acabei de reparar que não estavas linkada. Estive ontem a arrumar a coluna e esqueci-me de ti, o que é idiota, já que vou lá carradas de vezes. Já está.

Capitão-Mor disse...

Ele apenas fez uso do seu livre arbítrio...
Quando uma existência se torna penosa por demais, porque não?

João disse...

Madalena (desculpa acho que é o teu nome)quem já tentou o suicídio sabe que esse não é o dilema, a coragem não se coloca, nem a cobardia.É uma decisão baseada no desespero, de não ter outra saída, muitas vezes durante anos pensada, outras de momento.
Coragem é viver, matar-nos é um acto transcendente, vai além da nossa compreensão, é um acto de rebeldia para com a vida.
confusa...!? pois LOL

Mad disse...

Capitão,
Claro! Ninguém está a julgar ninguém, estamos só a discutir o assunto.

João,
Achas? Eu (que não a hipótese, nem remota, de me tentar matar), morro de medo só de pensar na morte. A vida vai-se levando, um dia de cada vez... Coragem é viver? Mas viver é tão bom!

Su disse...

Mad, é um prazer e um orgulho estar linkada no teu blog, pois dele só podem vir coisas boas!

Voltando ao "debate", acho muito pouco fazer-se a contagem da coragem, ou da falta dela, num só acto, no acto final. Não é qualquer actor/pessoa que se dispõe a fazer o papel que ele fez, lá no alto da montanha... para mim, isso foi um verdadeiro acto de coragem.

Mad disse...

Não, Su, não concordo. Ele era um desconhecido, e este papel catapultou-o para a ribalta. Nenhum actor na ribalta faria este papel - exemplo: Tom Cruise. Ele não o faria porque não precisava de o fazer. Outro exemplo é o Denzel Washington no Filadélfia. Passou a ser o top do top, mas não o era antes desse papel. E papéis são papéis, nada mais que isso. São socialmente aceites por serem papéis. Não?

Fatyly disse...

Por mais que leia, por mais que oiça, eu sempre achei e acho que é um acto de coragem e frieza.

Su disse...

Mad, tens razão, é só um papel.

O filme teve muita audiência, mas poucos gostaram realmente... conheço quem tenha saido a meio só por não se identificar com "aquilo". Ora "aquilo" pode dar cabo da carreira de um actor e remetê-lo sempre para certo tipo de personagens.

Mas realmente não deixa de ser um papel...

av disse...

Entre suicídio e homosexualidade, o debate está sério e muito já foi dito aqui.
Quanto ao primeiro, não sei se é coragem ou cobardia. Cada caso será diferente. Mas parece-me que tem que haver uma dose enorme de desespero ou de inconsciência, que vença o mais forte e mais básico instinto que nós temos: o de sobrevivência.
Quanto à homosexualidade, hoje em dia já é aceite com muito mais naturalidade e não me parece que marque um actor para sempre, nem que o papel exija uma coragem assim tão especial. A enorme percentagem de actores gays que fazem papeis de heterosexuais desmente esses rótulos. E o filme, se não fosse o tema (que nem sequer é original, a não ser no facto de eles serem cowboys) passaria completamente despercebido. Achei-o muito fraquinho, uma aguinha com açucar.
Acho que não vai ficar para a história do cinema.