
Há pessoas para quem a música é para ouvir. Só. Que conseguem dissertar e teorizar sobre ela, descrevê-la, analisá-la.
Eu não consigo. Só a consigo sentir, ouvir e principalmente dançá-la. Eu ADORO dançá-la. E tenho umas saudades enormes de dançar. De entrar numa pista e de me
mexer* de olhos fechados até parar de exaustão ou, como aconteceu na maioria das vezes, as luzes se desligarem e me dizerem
vá, amanhã há mais. Nem sequer me lembro da última vez que isso aconteceu. Deve ter sido há anos, esquisita como eu sou em termos de música. Talvez no Green Hill, no 2001 ou no Túnel, ou algures no Bairro Alto.
Quando eu digo dançar, quero dizer
dançar. DANÇAR. Não é fazer teatro para inglês ver. É fechar os olhos e IR. Viajar pelos sentidos, pelo tempo, pela memória guardada, pelos sonhos futuros, pelos desgostos passados, pelos amores vividos, pelas paixões experimentadas, pelos orgasmos da vida, sejam eles literais ou não. Música, para mim, é dançar. E dançar é
ouvir + sentir + exprimir através do corpo (e, por amor de Deus, é
quase melhor que sexo). Se se souber a letra de cor, melhor - ou seja, o que eu acabei de dizer “ao quadrado”.
E acontece com várias músicas de que me lembro:
Black Velvet da Allanah Miles,
Urgent dos Foreigner,
Baby I Love You dos Ramones,
Another Brick In The Wall (e mais umas mil, ou seja, todas) dos Pink Floyd,
Black Magic Woman (e mais umas mil, ou seja, todas) do Carlos Santana,
Smoke On The Water dos Deep Purple,
Once Upon A Time In The West (e mais umas mil, ou seja, todas) dos Dire Straits,
You Can Leave Your Hat On (e mais umas mil, ou seja, todas) do Joe Cocker,
Cose Della Vita do Eros Ramazotti,
Eyes Without A Face do Billy Idol,
Sexy Motherfucker e
Time do Prince,
Cocaine do J. J. Cale / Eric Clapton (e mais umas mil, ou seja, todas),
Mamma dos Genesis (e mais umas mil, ou seja, todas), etc, etc, etc, ………...…….
Trouxe dois iPod’s. Um de 80 GB para o Diogo e um de 2 GB para mim. O meu não chega, claro (daaaaaaah!). Adiante. Mas agora danço em casa (eu e o Diogo não nos entendemos em termos de música) desde que tenho “o” iPod. O Diogo dorme e eu danço. DANÇO.
* Que verbo pobre...