Ah, este orgulho que a noite me devolve
a língua forrada de palavras
e outros líquidos de amor
E a culpa do silêncio que me dás
na incerteza de qualquer verdade
De ti já pouco sei
De mim já me ignoro
Ah, este orgulho que a noite me devolve
e que me dói
Para a Pat, o meu metro e meio alentejano, que tenho a certeza que perceberia sem eu ter de lhe contar.