Dói-me a alma de ver uma uma pessoa, que foi em tempos a minha segunda mãe, tão doente e debilitada. Tão diferente da pessoa doce e equilibrada que sempre foi. A velhice é uma coisa tramada que às vezes nos transforma num oposto gritante de nós próprios e ao que habituámos os que nos rodeiam. Faz-nos maltratar os que nos são mais próximos, como que de propósito para não deixar (muitas) saudades. A demência é uma benção para quem sofre dela, mas um inferno para os outros.
Estou assim, triste.
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