Começa oficialmente amanhã a Feira de Maio e mais um fim-de-semana de largada de toiros aqui na Parvónia. E eu digo oficialmente porque a vila já está transformada num inferno de areia, vento, calor, bêbados e altifalantes a debitar decibéis de fado castiço e paso doble todo o santo dia (e noite), à mistura com o agradável perfume de entremeada e sardinhas a assar em tudo o que é esquina.
Há dez anos que não estou cá na feira e achei que já me apetecia assistir. Mas não. Afinal, do que eu gosto mesmo é da largada, de ver os campinos a galopar a toda a brida pela rua principal, à frente dos toiros e dos cabrestos. Eventualmente de, por uma horinha, olhar o toiro de perto - do lado de dentro das tronqueiras, obviamente, que para o lado de fora ia quando era jovem e inconsciente. O resto do espectáculo já não é para mim.
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