março 08, 2009

Só para que conste


Estive quase a deixar passar a efeméride (são nove e meia da noite), mas não resisto. Para que conste, sou contra.

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março 07, 2009

Farinha do mesmo saco

Anda uma pessoa toda contente a tratar do jardim e depois vem à net e dá com esta notícia. Junto-os no mesmo saco, padrasto violador e arcebispo, que tem o desplante de dizer uma enormidade destas. O Clube do Vaticano no seu melhor!
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PS - Depois de ler o Shark, ainda descubro que a miúda (de 9 anos!) também foi excomungada e que o Vaticano defende a decisão do troglodita brasileiro.
PS2 - Depois de ler os comentários do Shark, descubro que afinal a miúda (de 9 anos!) afinal não foi excomungada, mas foi porque não calhou.
A sério, já nem consigo escrever mais sobre isto.
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Green fingers

Se o Diogo é marinho, eu sou definitivamente campestre. Acabei de gastar uma pequena fortuna em vasos, plantas e ferramentas. Comprei dezenas de sardinheiras (claro!), 2 malmequeres amarelos e 2 roxos, 3 lantanas, 5 roseiras, 1 jasmim trepadeira, 3 buganvílias, 1 skimmia, 1 pessegueiro, 1 romãzeira, 1 aloés, 2 camélias, 4 mudas de hera e mais uma data de coisas. E fiquei com um salgueiro de 4 metros de altura atravessado (não me cabia no carro, mas há-de cá vir parar) e uma magnólia imponente (e caríssima) que ainda vou pensar se vem ou não.

Assim que refrescar, vou tratar das plantas. E para a semana vou dedicar-me à horta.
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março 06, 2009

Ando mesmo distraída


Como é que eu perdi isto (para não falar no que se passou anteontem), alguém me explica?
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Sou muito bem mandada, eu

Pronto, R., já podes comentar: já abri a porta aos anónimos :)
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março 05, 2009

A ponta do iceberg


Quando dantes ouvia falar em violência doméstica achava sempre que era uma coisa muito abstracta que só acontecia lá para os confins do Portugalinho bem profundo, em sítios isolados pela geografia e o clima, e entre gente rude, bruta, ignorante, revoltada com condições de vida impossíveis, desgraças, recalcamentos e curriculum familiar a condizer.

Mais tarde aprendi que o problema é transversal à densidade populacional e às classes sociais. Que se manifesta tanto em aldeias perdidas nas serras como em centros urbanos. Tanto em camponeses brutos e alcoolizados há gerações como em gente civilizada que até ostenta nome pomposo, educação superior, carreira profissional sólida e conta bancária bochechuda. Se também carregam exemplo familiar que justifique o seu comportamento, não sei e nem me interessa. Provavelmente sim, não que seja obrigatório.

Hoje em dia, vindas de pessoas em cujo discernimento até confio, oiço descrições de cenas, dignas de Fellini, de tareias portas adentro, protagonizadas por gente a quem jamais ouviria dizer merda em público. Daquelas que deixam marcas que se cobrem com maquilhagem, golas altas e mangas compridas no dia seguinte. Daquelas que não têm justificação, explicação, sequer fazem sentido. Daquelas que se vê logo que começaram por um simples estalo, dado num dia de ânimos exaltados em que se perde a cabeça, e que evoluiu para cavalarias mais altas. Com a desculpa de que foi só aquela vez, coitado, eu até mereci - o caraças! Porque aquela vez é a pior de todas, é a porta aberta, é aquela do a ver se pega, é a prova cabal de que se se dá aquela se quer dar mais e se se aguenta aquela se quer levar mais.

Que raio de merda de psicologia é esta???
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março 04, 2009

Porque sim


Não vou falar do meu mau feitio, que nem é assim tão mau como isso, juro. Vou falar do da vizinha, que parece que, por mais que a evite e mesmo que esteja uma semana inteirinha sem a ver, tem sempre uns grunhidos para me presentear. Não suporto gente que está mal com o mundo porque sim, com aquela cara permanente de que toda lhe deve e ninguém lhe paga. Não há pachôrra. Dá logo vontade de dizer vai mas é trabalhar, que o teu mal é... ócio. Bebam, droguem-se, vão fazer voluntariado, ponto cruz, ginástica, arranjar o jardim, compras. Mas não chateiem os outros porque sim.

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Alzheimer

Acabei de dar conta de que me esqueci das chaves de casa e do carro do lado de fora da porta a noite toda. Ainda bem que vivo na Parvónia.
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março 03, 2009

Pensamento da semana



"Tenho uma teoria de que devemos à ociosidade a maioria das nossas grandes invenções e a maior parte das realizações de génio. A mente humana prefere ser alimentada à colher com os pensamentos dos outros, mas, privada de tal alimento, começa, relutantemente, a pensar por si mesma, e essa reflexão é uma reflexão original e que pode ter resultados preciosos." (Jerry Burton, personagem de Agatha Christie em The Moving Finger)

Estou farta de não fazer nada. Já não há casa para decorar, roupa para tratar, petiscos para cozinhar, quadros para pendurar, armários por decapar ou cães para passear que me entretenham. Preciso de um emprego já.

Anyone?
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março 02, 2009