outubro 09, 2007

Homenagem póstuma

Projecto Titanic

Pronto, está decidido: vamos construir um barco de madeira com as próprias (e provavelmente uma ajudinha das de um carpinteiro...) mãos. Para já, não vai ser um veleiro (eu queria, mas o Diogo que é mais caro e mais complicado), vai ser um reles barquito a motor. Estamos a apontar para os 25 pés (já uso o jargão naval e tudo!), com cabine, wc, cozinha, solário e muito espaço na banheira (mais jargão) para patuscadas, pescarias e banhos de sol.

E já descobrimos outro doido, o David (umbarcoeumbarcoeumbarco.blogspot.com), que, sendo igualmente virgem nestas andanças, já começou a construir o dele sózinho. Tá bem que não é um veleiro a sério (diz ele), é um modelo à escala com menos de 2 metros, mas não interessa: se o dono tiver 1,40 de altura consegue navegar. Uma pena ele estar no Porto. Mas com a net, é como se vivesse aqui ao lado.

Mais um projecto que sai da prateleira das coisas que ainda não fiz.

Do video, pareceu-me apropriada a música: You can´t always get what you want, dos Stones.

outubro 08, 2007

Cromos portugueses

Num país em que os jovens se peidam nas aulas e uma em cada três palavras que dizem é "c*******" (as outras duas do seu "extenso" vocabulário é "f***-se" e "meu"), bem que era preciso alguém com conhecimentos de etiqueta e boas-maneiras. Até pode ser que as gerações futuras consigam comer à mesa sentados numa cadeira, sem arrotar ou cuspir as cascas dos hamburguers para o chão. Paula Bobone é o exemplo vivo de um percurso de sucesso: de medíocre funcionária dos CTT a rainha da etiqueta; autora consagrada de best-sellers com direito a montra do dia na Bertrand e FNAC. Numa recente edição da "Grande Reportagem", Bobone deixa-nos esta pérola: "Os sem-abrigo deviam assumir a sua condição". Ou ainda esta: "Gosto de me enfeitar como se fosse uma árvore de Natal a 25 de Dezembro. As portuguesas ainda têm um ar cinzento e pouco audaz."

Aqui há mais. E ele também acha.

Ai... (2)

Em adenda ao meu post Ai..., também não me posso queixar... ;)

Qual Chico qual c********!

Galeria: a inauguração é hoje

Ossião, O fruto proibido

E com chave de ouro se inaugura. Aceitam-se contribuições por email.

Oração das mulheres


Que o mar vire cerveja e os homens tira-gosto,
Que a fonte nunca seque, e que a nossa sogra nunca se chame Esperança,
porque essa é a última que morre...
Que os nossos homens nunca morram viúvos
e que nossos filhos tenham pais ricos e mães gostosas!
Que Deus abençoe os homens bonitos, e os feios se tiver tempo;
Deus... Eu vos peço sabedoria para entender um homem,
amor para perdoá-lo e paciência pelos seus atos,
porque Deus, se eu pedir força, eu bato nele até matá-lo.
Um brinde... Aos que temos, aos que tivemos e aos que teremos.
Um brinde também aos namorados que nos conquistaram,
aos trouxas que nos perderam
e aos sortudos que ainda vão nos conhecer!
Que sempre nos sobrem, que nunca nos faltem,
e que a gente dê conta de todos!
Que assim seja!
Amén.

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Recebido por email de uma amiga brasileira.
Quando querem, têm imensa graça.

outubro 06, 2007

E pra combinar...

Mas estas têm bem mais valor.

A idéia veio daqui.





VGNs

O termo velha gaiteira deve ter sido inventado por algum tuga de férias aqui na Parvónia. Um pouco míope, talvez, e com os sentidos ligeiramente embotados depois de 4 ou 5 cervejitas bem geladas tomadas na esplanada da lanchonete a ver a bunda passar, encanta-se com alguma figura esbelta e loira, envolta em lycra colante e calçada de sandálias de tirinhas doiradas que lhe deixam o calcanhar bem tratado a pelo menos 12 centímetros do chão. Mas eis que a sereia se volta de frente... e eis também que o nosso tuga bacoco tem a primeira ameaça de síncope (ou outra coisa do género), quando vê que, afinal, a sirigaita tem pelo menos 60 anos - ou seja, a mesma idade que ele.

As velhas gaiteiras nordestinas (VGNs) metem as nossas num chinelo - ou melhor dizendo num tamanco - em gaiteirice, entenda-se, que ao pé daquelas passam perfeitamente por beatas de igrejinha de província. A sua vestimenta é sempre igual, com pequenas variações de cor entre o cor-de-rosa-pirata e o roxo, com passagens frequentes pelo azul-turquesa, cor-de-laranja, verde-água, o sempre apreciado salmão (ah, o salmão...) e o eterno azul-eléctrico. Não são grandes adeptas de padronagens, excepção feita à popular "oncinha", sempre muito bem acompanhada por muito dourado. O dourado, aliás, apesar de não o ser, é "a" cor. Está presente nas já mencionadas sandálias himalaicas, nas bolsas de pailletés e vidrilhos, nos colares de três voltas e nos brincos tremeliques que lhes chegam ao decote vertiginoso debruado a strass. Já para não falar nos cabelos. Há mais loiras aqui que na Suécia.

De longe, as VGNs são gémeas das próprias filhas. Vestem as mesmas coisas, ouvem a mesma música, vão aos mesmos sítios. Se a lycra fôr suficientemente grossa, disfarça eficazmente de celulite a varizes e ainda serve de cinta, segurando tudo no sítio - o pior é que se alguém lhes chega um alfinete, corre-se o risco de explosão, agravada pelas nuvens de perfume - provavelmente chamado "Louca Paixão", "Vertigem de Lírio Rosa" ou "Sedução Oriental" - que deixam no seu caminho.

outubro 05, 2007

Ai...


Diante de Chico Buarque todo homem é um corno em potencial.

Luís Fernando Veríssimo
in Controversa Maresia

Tino de Ranho, digo, Rans

Portal Pimba, o blog do Tino de Rans himself. Hoje deu-me pra isto.