Outro dia, em amena cavaqueira com o Graham, um amigo escocês, e o Prado, brasileiro e parnaibano "de algema", o faz-tudo dele, falávamos da falta que faz nesta cidade a parte cultural... ao que o Prado ripostou, com ar indignado: "Mais tem tanta cultura por aqui! Tem três lojas de artesanato e mais de dez restaurantes de comida tradicional!..."
Já estou tão anestesiada que nem me deu vontade de rir.
Mas arranja-se sempre um tempinho para pensar na vida. Nem que seja para fugir dela a sete pés.
outubro 05, 2007
outubro 04, 2007
Mini Manolos
Olhem para esta delícia! São feitos à mão pela minha xará Madalena (com um nome destes, só pode ser boa pessoa!), e estão à venda aqui.
Não dá vontade de uma pessoa ter logo uma data de bébés??? E não se esqueçam que o Natal está à porta - isto não é um ganda presente?
O Lobo
(...) compreendi a frase de Hemingway, quando quiseram saber o que é que ele achava da morte e a resposta dele foi: «Outra puta». Porque a morte é sempre uma puta e a uma puta não se pode dar confiança. Uma amiga, que é a minha médica, disse-me: «Tens que aprender a viver com isto.» Não, não tenho. Não tenho que viver com um filho da puta. Eu não vivo com um cabrão, quero destruí-lo, não quero viver com ele. Tenho que ter pulso firme? Tenho que lutar contra aquilo. O cancro habita-me, está dentro de mim. E eu queria portar-me com a mesma dignidade com que acho que me portei na guerra (...). Portanto, o tratamento é como fazer um aborto desse monstro que nos quer destruir. Quando ia às sessões de radioterapia, encontrava pessoas de todas as idades. Lembro-me sobretudo de uma rapariga de 20 anos que usava uma cabeleira postiça. Percebia-se logo que a cabeleira era postiça, mas ela usava-a com tanta dignidade que era como se fosse uma coroa. Uma coroa de rainha. E era, de facto, uma rainha que ali estava (...).António Lobo Antunes, in Visão, 28-Set-07
Tirado daqui. Impressionante a clareza deste homem.
Não há direito!
outubro 03, 2007
outubro 02, 2007
Sinto-me oficialmente microscópica
Nada como a gente se pôr nos sapatos dos outros (literalmente!) para nos reduzirmos à nossa insignificância de vermes que não sabemos a sorte que temos.
Hilary Lister, uma inglesa de 35 anos quadriplégica (só mexe a cabeça e o pescoço), já atravessou o Canal da Mancha sózinha no seu veleirinho, controlado por computador e que ela "guia" com um sistema de "sopro e sucção" de três palhinhas. E agora prepara-se para dar a volta à Grã-Bretanha!
Quando fôr grande quero ser igualzinha a ela.
setembro 26, 2007
Já dizia o Júlio
A mim, que até "nasci" católica-apostólica-romana, é-me cada vez mais difícil acreditar na Igreja, quando vivo num país onde, de boa vontade, um padre perde tempo e latim a abençoar telemóveis...
Pão e circo. E o circo aqui abunda.
Pão e circo. E o circo aqui abunda.
Máximas
Tive um chefe que costumava dizer "filha, quando mais a gente se abaixa, mais o rabo aparece". Ora eu não sou nada de me "abaixar" e só uso saias uma vez por ano...
setembro 25, 2007
Eu e o Marco
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