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fevereiro 18, 2008

Obrigada

Há séculos que passo a véspera do meu dia de anos com uma neura monumental. O Diogo, quem melhor me conhece no mundo inteiro, nem se chega a menos de dois metros de mim, porque eu rosno, falo exclusivamente por monossílabos e não saio da cama o dia todo, se puder. Não me parece que seja pura e simplesmente por questões etárias, mas, por outro lado, tenho uma vaga ideia de que isto se passa desde que uma querida colega de trabalho me disse, quando fiz 25 anos, "que giro, já tens um quarto de século!" Grrrrrrrr!...

E não é o dia D que me incomoda - tanto que acordo sempre muito bem disposta - é assumidamente a véspera, vá-se lá saber por que cargas d'água.

Mas adiante. Este dia de anos foi particularmente chuvoso por uma série de razões, que não são para aqui chamadas - às quais a ausência do meu mais-que-tudo e a incerteza do meu futuro próximo não são de todo estranhas... - mas por outro lado tive gratas surpresas, como a chuva de telefonemas, recados aqui no blóguio, emails e SMS que recebi, directa ou indirectamente (vejam este exemplo - obrigada, Teresa, és um amor!), porque como insisto em não ter telemóvel* e não disse a ninguém onde estava, viram-se gregos para me descobrir.

Mas pronto. Passou mais uma véspera e eu sobrevivi. A todos, muito-muito-muito obrigada pelos mimos.

* Insistia, porque a K. acabou de me dar um. Diz ela que lhe sai mais barato comprar-mo do que ligar-me para casa. Que laaaaata.

fevereiro 16, 2008

12 palavras ásperas

Lembram-se de eu ter dito que se escolhesse as minhas palavras preferidas noutro dia elas seriam completamente diferentes? As de hoje seriam:

amargura
vingança
espinho
derrota
solidão
arame
farpa
medo
raiva
caos
fuga
ira

Para condizer, eis a letra da maravilha da música de hoje:

You can reach me by railway,
you can reach me by trailway
you can reach me on an airplane,
you can reach me with your mind
You can reach me by caravan,
cross the desert like an Arab man
I don't care how you get here,
get here if you can

You can reach me by sail boat,
climb a tree and swing rope to rope
take a sled and slide down the slope,
into these arms of mine
You can jump on a speedy colt,
cross the border in a blaze of hope
I don't care how you get here,
just get here if you can

There are hills and mountains between us
Always something to get over
If I had my way, surely you would be closer
I need you closer

You can windsurf into my life,
take me up on a carpet ride
you can make it in a big balloon,
but you better make it soon
You can reach me by caravan,
cross the desert like an Arab man
I don't care how you get here,
just get here if you can

I don't care,
I need you right here right now
I need you right here right now right by my side
Yeah yeah yeah yeah

I don't care how you get here,
just get here, get here
I don't care how you get here,
just get here if you can.
Get here if you can.

fevereiro 11, 2008

12 palavras macias

Pedem-me a TCL, Mariav e a Sofia que escolha as 12 palavras de que mais gosto. Impossível. Só consigo escolher as 12 palavras de que mais gosto hoje. Amanhã escolheria outras 12 e depois de amanhã outras tantas, com certeza. Cá vão, em desordem organizada, que eu não sou de arrumações, a não ser que sejam de ordem estética:

gema
alazão
veludo
idólatra
eufémia
azimute
saudade
polpuda
assombro
desalinho
voluptuosa
lápis-lazúli
metamorfose
idiossincrasia
amor-perfeito

E passo a palavra à Su, ao Alf, ao Ervi (para abandalhar um bocado a coisa), ao João, à Cris, à Sem-se-ver, ao Capitão-Mor, ao Melões e à Saci.
PS - São 15, afinal, mas não consigo decidir-me. E as regras são para ser quebradas.

fevereiro 07, 2008

O que eu gostava mesmo...

...era de controlar a minha vida. Mas ela teima em espalhar-se como o mercúrio dos antigos termómetros, que eu partia de propósito para sentir aquela gota fria e pesada que se dividia até ao infinito e que me escorria por entre os dedos como se tivesse alma própria, e que nunca, mas nunca, me molhava a pele.

janeiro 23, 2008

Constatação


A realidade às vezes torna-se tão improvável como o enredo absurdo de uma novela de televisão. Não vejo outro remédio senão transformar-me na sua protagonista.

janeiro 21, 2008

Desculpas esfarrapadas

A minha disposição move-se ao sabor do clima. E hoje está um dia daqueles que me fazem pensar que nada pode correr mal, quando parece que o planeta está tão em paz consigo próprio. Sintra com sol é a terra mais bonita do mundo, e que luxo que é sair para a varanda em t-shirt em Janeiro e ter calor! Por conseguinte, decido adiar a resolução da minha vidinha cinzento-chumbo para outro dia mais a condizer.

janeiro 17, 2008

Long lost friend

Mais uma vez, uma grande e velha amiga me descobre na internet ao fim de quase 20 anos sem nos vermos. E esta não é uma amiga qualquer (como se isso existisse!): é A amiga, a primeira, a de infância, a do berço.

Fazemos diferença de três meses e vivíamos a menos de 100 metros uma da outra. Fazíamos tudo juntas. Começámos a andar, a gatinhar juntas. Mais tarde aprendemos a ler, a namorar, fomos para o liceu sempre, mas sempre juntas. Parecíamos siamesas. Dormíamos permanentemente em casa uma da outra, às vezes nas duas casas ao mesmo tempo, pelo menos oficialmente, quando íamos a qualquer lado às escondidas dos nossos pais. Ou falávamos noites inteiras horas a fio, de lanterna acesa debaixo dos lençóis. Tivemos as primeiras noções de como se fazem bébes pelos livros didáticos que a mãe dela lhe comprava, que a minha não era nada dessas coisas, e com os que o pai dela tinha escondidos no alto da estante, esses para adultos, nada didáticos. Começámos a fumar juntas, encavalitadas no telhado da minha casa ou à janela do quarto dela. Éramos as melhores amigas do mundo, apesar de sermos quase opostas de feitio. Ela era toda menina, sempre de saias e meias até ao joelho, eu sempre de botins e capote à alentejana. Ela gostava de fazer tricot, eu de jogar ao berlinde. Éramos as duas melhores alunas da turma, mas ela era uma aluna exemplar e aplicada e eu uma baldas, que só não chumbava por faltas por um fio. Ela gostava de filosofia e de psicologia, eu de línguas, português e desenho.

Já no liceu, tivemos as primeiras paixões ao mesmo tempo, por acaso nunca pelo mesmo adolescente imberbe ou professor, apesar de que, se tivesse acontecido, eu ter a certeza que haveríamos de arranjar maneira de o partilhar pacificamente, como fazíamos com tudo o resto. Mas tínhamos gostos diferentes. A grande paixão dela foi um professor com ar de poeta amargurado, que pelo menos teve o mérito de a fazer descobrir o amor pela Filosofia que a envolve até hoje, a minha foi um professor loiro de olhos azuis, lindo de morrer, a quem, por mais que me esforce, não consigo atribuir nenhum mérito.

Depois casámo-nos, eu primeiro, ela depois. A última vez que a vi foi no dia do casamento dela. Eu já vivia em Cascais, ela mudou-se para a Marinha Grande. Nunca mais nos vimos, mas, de quando em quando, íamos sabendo notícias uma da outra. Eu separei-me pouco tempo depois, ela continuou casada por 16 anos, até há dois. A vida dá voltas estranhas e ela sofreu o pão que o diabo amassou. Tanto que, quando a minha Mãe morreu há meses atrás, não lhe contaram, porque ela a adorava e estava na altura numa fase péssima por causa da separação. Aliás, até as nossas mães eram a meias para as duas.

Ontem falámos ao telefone e, assim como nos velhos tempos, foram horas seguidas. Por mim continuava, mas ela tinha que se levantar cedo. No sábado vou almoçar com ela e tenho a certeza que vamos passar a tarde a ver fotografias nossas de fraldas, ou mascaradas (ela de princesa e eu de índia), ou a passear de trenó na Serra da Estrela, ou com ar feliz da vida a posar com os tais professores, e que, como sempre, vamos falar até nos doer a garganta.

dezembro 06, 2007

Carta ao Pai Natal (1)


Querido Sócrates:

Se o novo aeroporto for construído em Ota, dou-te a minha palavra de honra que terás o meu voto incondicional pelo resto da vida. Se me fizeres esse favorzinho, candidates-te tu à presidência da república ou a uma associação de moradores de bairro, EU VOTO EM TI. Se te candatares à presidência da União Européia ou à do Benfica, EU VOTO EM TI. Vou estar lá a gritar “SÓCRATES É DU BEST!”

dezembro 04, 2007

Depois de amanhã

Encontrei a minha vida inteira conforto mental em sonhar, olhar para a frente, concentrar-me no que gostaria que a minha vida fosse no futuro, em vez de me preocupar com o desfecho provável. Digamos que o meu hoje será bastante mais feliz se eu pensar no meu hipotético depois de amanhã.

novembro 26, 2007

Bingo


Se as pessoas se concentrassem mais nas coisas realmente importantes da vida, haveria uma escassez generalizada de canas de pesca.

novembro 21, 2007

Verde-vivo, cinzento-chumbo e azul-cobalto

Quanto mais vivo nos trópicos, mais vontade sinto de conhecer a Irlanda.

É sonho antigo, fortalecido por esta minha estadia tão perto da linha do Equador, onde os dias são do mesmo tamanho das noites e o pôr-do-sol pálido dura minutos e teima em não me oferecer aquele espectáculo infernal de tons de encarnado-sangue, laranja-fogo, cor-de-rosa-choque e roxo-paixão, que, com resquícios evidentes de adolescente atacada de pirosite aguda, fotografei ad nauseum a minha vida inteira.

À Irlanda, visto-a sempre de três cores: verde-vivo, cinzento-chumbo e azul-cobalto. Sonho-a sempre deserta, ignorando firmemente as suas guerras, a insularidade quase demente das suas gentes célticas de fama beberrona e briguenta, altivamente orgulhosas por se saberem invictas, de longas barbas ruivas e olhos azuis-quase-brancos, e só penso nas escarpas cinzento-chumbo a mergulhar a pique no oceano, de costas para as colinas atapetadas de erva rasteira verde-vivo e salpicadas aqui e ali por azedinhas e amores-perfeitos (e haverá nome mais perfeito para uma flor?), enquanto convivem paredes meias com lepprechauns, à espera da onda azul-cobalto definitiva que as levará com ela.









novembro 20, 2007

Lonjura

Por mais acompanhado que se esteja, há momentos em que nada nem ninguém consegue galgar a muralha que construímos à volta. De vez em quando, ergo inconscientemente essa muralha, o que faz com que o Diogo me estranhe, e se preocupe. Ele prefere ver-me aos gritos e palavrões do que muito calada, porque habitualmente consegue identificar a causa dos gritos; já a minha quietude, nada habitual, deixa-o nervoso. Fico assim por uma série de razões, não necessariamente negativas.

Mas, na maior parte dos casos, realmente quietude não tem nada a ver com alegria, e eu não sou excepção. Posso estar saudosista, mergulhada em recordações (umas boas, outras más), posso estar preocupada com alguma coisa que ainda não aconteceu, e posso simplesmente não estar cá. É neste caso que fico mais quieta, mais surda a estímulos. Até a bicharada sente que não estou ali, e desatam todos ao mesmo tempo a dar-me marradinhas ou a lamber-me os pés.

O mais engraçado num relacionamento, seja ele qual fôr, é que mesmo quando acham que nos conhecem muito bem e que sabem perfeitamente o que nos passa pela cabeça, só nós, e mais ninguém, é que o sabemos. Se por um lado o isolamento é pesado, também pode ser de longe a melhor das liberdades individuais.

Yesterday, porque parece escrito para hoje. E porque a minha Mãe gostava.
.

novembro 19, 2007

novembro 08, 2007

De apetites

É domingo*. E como todos os domingos, no pasa nada aqui, além de ver televisão até os olhos doerem e de comer o que houver no frigorífico, nos dias em que o Cachucho não tem pachôrra para fazer uma churrascada. Nestes dias de pasmaceira lembro-me dos domingos de inverno em Lisboa, em que dormíamos até às onze, encomendávamos uma pizza gigante e uma coca-cola de 2 litros e vegetávamos o dia inteiro submersos em edredons em frente da televisão, a ver documentários do National Geographic e a ouvir a chuva cair.

Agora é mais ou menos o mesmo, a não ser pelos edredons, completamente desnecessários, e pela pizza e a coca-cola, que, com grande desgosto, não posso encomendar, a não ser que viajem quase 1oo km de táxi.

Não que me apetecesse uma pizza. Eu, que sempre comi rigorosamente tudo o que punham à frente e a única coisa no mundo que não sou capaz de comer são miolos, hoje em dia estou um bocadito mais exigente. Acho que começaria por um creme de espinafres, seguido talvez de um roastbeef cortado em fatias muito fininhas, acompanhado de umas cebolinhas bêbedas (receita de família, peçam à Ana), de um arroz com passas e pinhões e de uma bela salada de rúcula e, para rematar em beleza, uns figos bem sumarentos e um suculento bolo de chocolate com coulis de framboesa e meio kilo de natas ao lado. Tudo isto, claro está, regado com um alentejano macio. E no fim, a apoteose: um Nespresso. Nada de especial, como podem ver. E muito menos calórico.

Ai, ai...

* pelo menos era, quando eu escrevi isto.

Elogio da preguiça


“Suave preguiça,
Que do mal-querer e de tolices mil

Ao abrigo nos pões...
Por causa tua, quantas más acções deixei de cometer!”

Mário Quintana

Manhãs submersas


Há dias em que me levanto vazia, como se tivesse acordado com o mundo inteiro às minhas costas. São dias em que acordar é pior que não ter dormido e levantar-me da cama parece mais esgotante do que atravessar o oceano a nado. São dias em que me estou a borrifar para as limpezas, para os negócios, para os impostos, para o Benfica, para o clima, para a política e para o telejornal.

São manhãs afogadas numa vontade enorme de atirar tudo para o alto, apagar a minha identidade e roubar a de alguém do outro lado do mundo com uma história completamente diferente e um futuro que me pertença. Quando não consigo dar com o sentido da minha vida, apetece-me passar um pano nela e começar tudo outra vez do zero. Talvez como bióloga marinha a viver numa tenda nas Galápagos, a fazer uma pesquisa que contribuirá decisivamente para o futuro do planeta. Como uma ativista social em África, ou uma jornalista de guerra no Médio-Oriente. E às vezes só como uma professorinha de província, ou uma obscura funcionária pública de emprego anónimo, existência simples e ambições a condizer.

São manhãs densas, submersas em saudades, em que me arrasto penosamente à espera das benditas horas de sono que me trarão a manhã seguinte.

outubro 23, 2007

Diálogos online


Do not write merely to be understood. Write so you cannot possibly be misunderstood.

- Robert Louis Stevenson

Qual a garantia que temos de ser bem interpretados quando afirmamos por escrito qualquer coisa online? Não quero dizer com isto que seja obrigatória a convergência de opiniões: ninguém gosta mais do que eu de uma boa discussão*.
Por mais que a verve seja impecável, por mais cuidada e elaborada ou, por outro lado, curta e simples – e, pela lógica, menos passível de más interpretações - que seja a expressão escrita, a outra, a expressão corporal/facial faz uma falta insubstituível, para quem não conhece o interlocutor, ou apenas tem vagas referências de conhecimentos ou vivências comuns?

Não deveria fazer. A palavra escrita deve pesar por ela própria – e só. Não por qualquer bagagem anterior, por alguma referência obscura que não seja também ela escrita, ou por algum estado de espírito alheio ao tema.

* no sentido de troca de idéias e opiniões

setembro 17, 2007

Eu e as palavras


Às vezes tratam-me assim. Mas há dias que me espancam sem dó nem piedade, como se tudo o que quero não fosse mimá-las.

setembro 15, 2007

Um poder maior

Apesar de não ser propriamente religiosa (sou mais do género que se lembra de Sta. Bárbara quando há trovões...), reconheço a grande probabilidade de haver um poder superior a nós. Tem que haver. Como se explica de outra forma a perfeição da natureza, o seu equilíbrio, a sua simetria? “Calhou” no Big Bang? Não pode ser.

Religião é um assunto que me fascina há anos. Leio tudo a que consigo deitar a mão – e aqui não é fácil achar livros que não sejam “ditados pelo espírito Ezequiel”, ou do género “deixe que os anjos controlem a sua vida amorosa”, como se eles não tivessem mais nada que fazer. Já devorei o que encontrei: o Alcorão, a Bíblia, as Religiões do Mundo, o Budismo em 10 lições, e uns mais alternativos, sobre a Maçonaria, os Rosa-Cruzes, os Orixás (o entrosamento com o catolicismo no Brasil é fascinante) etc, mas é só.

E, muito a propósito da visita do Dalai Lama a terras lusas e apesar de “ter nascido” católica apostólica romana (hoje sou, quando muito, cristã...) confesso que tenho uma atracção irresistível pelo Budismo, talvez por vê-lo como um meio-termo entre uma religião e uma filosofia, que busca a paz e a serenidade e tem ideais libertadores, em oposição às ordens castradoras – para dizer o mínimo – da Igreja Católica Romana, que ameaça toda a gente com o fogo do inferno por dá-cá-aquela-palha.

agosto 23, 2007

A minha terapia




(fotografias por moi)
Estou a chegar ao porto. Vim de barco pelo rio, numa viagem que durou seis horas. Sempre que isso acontece, reconcilio-me com Deus e com o mundo. E principalmente com o Brasil.

Este é o país que eu gosto, que ainda me consegue encantar. Ao fim de pouco tempo deixo de ouvir o ronronar do motor do barco, e então é só a mansidão das águas escuras do rio, o verde impenetrável das margens, interrompido de vez em quando pelo dourado das dunas, a quietude do vento ao cair da tarde, o vôo rasante das garças e dos coloridíssimos guarás, o pôr-do-sol cor-de-rosa e o balanço preguiçoso da rede onde dormi quase duas horas, embalada por um reggae brasileiro surpreendemente bom.

O país natural, intocado por mãos humanas, virgem de barulho, lixo e escapes, povoado apenas por bichos e alguns (poucos) pescadores, que voltam a casa com o magro resultado da pescaria. Agradecidos pela boleia que lhes damos, esticam uma corda do nosso barco até à sua canoa. Mais à frente há mais duas e a cerimónia repete-se. O nosso barco parece uma pata com os patinhos a reboque.

Este Brasil ainda não é brasileiro. É índio e lindo.