Mas arranja-se sempre um tempinho para pensar na vida. Nem que seja para fugir dela a sete pés.
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dezembro 04, 2011
junho 08, 2009
Não fui

Não fui votar, não. Antes que me crucifiquem, aviso já que acho que votar é um direito, não um dever, e que exerci o meu (outro) direito de não disfrutar deste. Não foi por preguiça que não fui, já que é quase aqui mesmo em frente da porta. Foi mesmo porque, honestamente, não sabia em quem votar.
E já não tenho idade para votar no Nuno Melo só por ele ser bonito e ter bom gosto para carros. Sinceramente, não percebo a razão de tanta histeria com o homem.
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maio 21, 2009
maio 10, 2009
Sabe tão bem.
Tornei-me revivalista à força. Também me tornei nostálgica, patriotico-fanática e sentimentalona, mas isso agora não tem nada a ver, como diria a outra. Ou tem. Por acaso até tem. Digo isto porque nunca fui nada que se parecesse, nem remotamente (a idade a distância fazem coisas estranhas às pessoas...), e achava uma pieguice monumental sê-lo até há bem pouco tempo.Este fim-de-semana estou sozinha, o Diogo viajou para o Brasil por umas semanas (buáaaaa!). E, por circunstâncias nada agradáveis, diga-se de passagem, a Isabel, minha amiga de infância, terá de passar os próximos fins-de-semana aqui na Parvónia. Vai daí, proporcionou-se ontem uma tarde daquelas. Veio ela e o irmão mais novo, que até há uns anos era invisível (amigo do meu irmão mais novo e portanto puto, não sei sei se estão a ver?...) O puto R. é hoje em dia um advogado de primeiríssima linha, está muito bem casado e com filhos (liiiiindos!), com interesse, com conversa e mais: tem uma memória inesgotável para histórias antigas das nossas duas famílias.
Eu, que perdi o meu Pai quando tinha 21 anos - e ele esteve doente e muito diminuído por um enfarte (aos 50 e poucos!) nos últimos dez anos de vida - adoro ouvir o R. contar as histórias que ouve do Pai dele (eram grandes amigos), que me dão a conhecer uma faceta profissional do meu Pai de que eu não tinha a mais leve noção.
Por ele (shame on my sisters!), fiquei a saber que o meu Pai introduziu a suinicultura intensiva em Portugal (os pavilhões do meu Pai foram os primeiros do país - e ainda existem), que era uma sumidade e dava ordens ao país inteiro na matéria, e que dava consultoria para toda a Europa - eu, que achava que ele era só veterinário e agricultor... - e que só não foi administrador da maior fábrica de rações do país porque teve um enfarte entretanto, e os cabrões dos americanos aproveitaram-se desse facto.
Também soube que a minha Mãe - além de directora de um hospital e delegada de saúde por décadas a fio - quando veio para cá, há mais de cinquenta anos, fez um trabalho importantíssimo de cariz não só médico como social (sem ganhar mais por isso - típico dela...). Este concelho (que é enorme, diga-se de passagem) deve-lhe a erradicação total de algumas doenças epidémicas graves, a informação porta-a-porta (literalmente!, disso lembro-me, acompanhei-a muitas vezes em miúda) sobre cuidados de higiene básica, desinfecção de alimentos e coisas assim. Coisas que hoje em dia toda a gente sabe, mas que naquela altura não era bem assim.
Ainda vou escrever muito sobre o que era a Parvónia há quarenta anos...
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maio 05, 2009
Tenho saudades
- do passeio que dei sozinha na foz do rio (qual?) que desagua na praia da Amoreira e dos cinco kilos (pelo menos) de pedrinhas pretas em forma de palito que lá apanhei;
- de acordar com uma galinha à janela no meio de nenhures no monte da D. Adília, perto da Zambujeira;
- das tiras de raia frita, da cataplana de peixe misto, dos camarões-tigre grelhados, mas principalmente das amêijoas que comi no Sítio do Forno;
- da Paula, uma querida, empregada do Sítio do Forno, que nos arranjou uma casa às 11 da noite de sábado de um fds grande;
- da vista do Sítio do Forno;
- de me debruçar nas rochas da não-praia da Azenha do Mar;
- de gastar uma fortuna em pulseiras, colares, saias de cigana, calças saruel, etc., nos ciganos de Porto Covo;
- dos percebes que comi em Aljezur (os melhores de todos);
- dos montes abandonados por todo o lado que eram a minha cara chapada;
- ...
Ai...
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abril 28, 2009
Quase lá
Estou aqui. Quase em Maio, o mês de que eu não gosto nada. O blogger (ou outro programa qualquer) avisa-me de que o blog faz dois anos daqui a nada. E não só. So what?, é o que dá vontade de responder. Mas o problema é capaz de ser o não só. E ter que ver com pólen, não sei.
A minha irmã C. trouxe-me um recorte de jornal que diz "aprenda a escrever um livro em três meses por 295 euros" e eu rio-me. Se fosse assim tão fácil. Nem um post decente faço há 3 meses, quanto mais um livro. Posts daqueles sem batota, sem links, sem fotografias apelativas, sem piadas, sem nada. Só palavras. Só sentimento. Só cérebro, seja. O que fôr. Se calhar é este o primeiro deste ano, é bem capaz de ser. E não diz nada, já o vejo no todo. E tenho escrito tanta coisa. Tanta, tanta. E tão impublicável que até irrita.
Quem me dera Junho.
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abril 25, 2009
Mais fragmentos de memória do meu 25
Lembro-me de ter aparecido uma ofensa nova na escola para "pessoas como eu": fascista. Fazíamos parte da suposta elite do burgo e morávamos num casarão. Não éramos ricos, nem nada que se pareça, mas éramos de direita numa terra em que 98% das pessoas votava no PCP.Ninguém sabia muito bem o que queria dizer fascista, claro, mas sabíamos que era um palavrão. E que estava relacionado com gente que explorava os trabalhadores. Um horror, portanto, mas o tipo de pessoas que eu sabia que os meus pais não eram.
Também me lembro de ter dado algumas chapadas a colegas de escola (algumas grandes amigas) e de, pela primeira vez, não ser castigada em casa por causa disso. Mas o pior do pós-25, como diz o André, foram os desenhos animados checos do Vasco Granja.
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Onde estava eu no 25?

É a pergunta que circula por toda a net. Tinha 8 anos e estava na quarta classe, na mesma Parvónia onde vivo hoje. Fui a pé para a escola, como ia todos os dias, mas foram buscar-me a meio da manhã. Não me lembro de coisa nenhuma a não ser que tive de ficar fechada em casa a brincar com o meu irmão mais novo, e nem ao pátio nos deixaram ir. Estava toda a gente em casa nesse dia, o que só por si era estranho num dia de semana.
Não me lembro da conquista da liberdade. Já cresci com ela, graças a deus.
Podemos divorciar-nos. Sair do país sem dar cavaco a ninguém. Reunirmo-nos em grupos de mais de duas pessoas sem que nos mandem dispersar. Dizer mal do governo (apesar de com este ser preciso ter algum cuidado...). Ler e escrever o que quisermos. Ser juízas, políticas ou diplomatas. Ter direitos iguais sobre os nossos filhos. Votar. Trabalhar sem depender de autorização do chefe de família.
Ainda bem que não me lembro da vida como era antes.
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março 05, 2009
A ponta do iceberg

Quando dantes ouvia falar em violência doméstica achava sempre que era uma coisa muito abstracta que só acontecia lá para os confins do Portugalinho bem profundo, em sítios isolados pela geografia e o clima, e entre gente rude, bruta, ignorante, revoltada com condições de vida impossíveis, desgraças, recalcamentos e curriculum familiar a condizer.
Mais tarde aprendi que o problema é transversal à densidade populacional e às classes sociais. Que se manifesta tanto em aldeias perdidas nas serras como em centros urbanos. Tanto em camponeses brutos e alcoolizados há gerações como em gente civilizada que até ostenta nome pomposo, educação superior, carreira profissional sólida e conta bancária bochechuda. Se também carregam exemplo familiar que justifique o seu comportamento, não sei e nem me interessa. Provavelmente sim, não que seja obrigatório.
Hoje em dia, vindas de pessoas em cujo discernimento até confio, oiço descrições de cenas, dignas de Fellini, de tareias portas adentro, protagonizadas por gente a quem jamais ouviria dizer merda em público. Daquelas que deixam marcas que se cobrem com maquilhagem, golas altas e mangas compridas no dia seguinte. Daquelas que não têm justificação, explicação, sequer fazem sentido. Daquelas que se vê logo que começaram por um simples estalo, dado num dia de ânimos exaltados em que se perde a cabeça, e que evoluiu para cavalarias mais altas. Com a desculpa de que foi só aquela vez, coitado, eu até mereci - o caraças! Porque aquela vez é a pior de todas, é a porta aberta, é aquela do a ver se pega, é a prova cabal de que se se dá aquela se quer dar mais e se se aguenta aquela se quer levar mais.
Que raio de merda de psicologia é esta???
.março 03, 2009
Pensamento da semana

"Tenho uma teoria de que devemos à ociosidade a maioria das nossas grandes invenções e a maior parte das realizações de génio. A mente humana prefere ser alimentada à colher com os pensamentos dos outros, mas, privada de tal alimento, começa, relutantemente, a pensar por si mesma, e essa reflexão é uma reflexão original e que pode ter resultados preciosos." (Jerry Burton, personagem de Agatha Christie em The Moving Finger)
Estou farta de não fazer nada. Já não há casa para decorar, roupa para tratar, petiscos para cozinhar, quadros para pendurar, armários por decapar ou cães para passear que me entretenham. Preciso de um emprego já.
Anyone?
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janeiro 25, 2009
Bom Sucesso


Ontem fui passear para o faroeste, mais concretamente ao Bom Sucesso, a casa da K. Dá gosto vê-la apaixonadinha da silva. E a Bicas, também conhecida por Mananica - graças a Deus, que Benedita é um nome um nadinha cagão - está amorosa, com 4 meses. Naquela casa aparece sempre gente vinda de todo o lado (aquela família é infinita) e o que era para ser um almocinho a quatro acabou numa mesa de 14 pessoas... nada que não seja normal acontecer. Muito bom. Pior foi ter chegado a casa às quinhentas e ter o caixote do lixo dos plásticos espalhado na sala, vingança de um cão que não gosta de ficar muito tempo sozinho. Para a próxima fica na rua a ver se eu me ralo..
janeiro 19, 2009
Vénia até ao chão
Vamos por partes. Eu não acho muita graça a prémios blogosféricos, a não ser que sejam em dinheiro ou do Ervi (boa??).
Agora a sério, é que normalmente ou têm ursinhos cor-de-rosa cheios de estrelinhas e legendas como "Blog da Amizade", ou... vocês sabem! A maioria dos prémios que se vêem por aí não interessa ao Menino Jesus. Mas este, o Dardos, parece diferente. É ostentado por uma data de gente que tem blogues sérios. E eu achei, na minha inocência, que o devia atribuir a alguns bloggers que fazem juz ao objectivo primordial do prémio, seja pela excelência da escrita (o Pedro é um bom exemplo), a qualidade das opiniões (a Bad), a transparência do coração (o Melões), a cultura que distribui (o Valkirio, meu excelentíssimo colega de liceu) e até pela originalidade (o Xívico).
Gostem, usem-nos. Não gostem, não comam. Mas façam como a minha adorada Diabba (girl, I lobe you!), que tem tomates para dar e vender e me deixou o comentário acima, que me causou um ataque sério de gargalhadas, seguidas de tosse e de quase-morte-por-asfixia-enquanto-continuavam-as-gargalhadas, etc.
Vá, cruxifiquem-me.
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dezembro 30, 2008
O que eu queria mesmo em 2009...
... era que me aparecesse um emprego daqueles em que se ganha algum e não se faz nenhum (pouco, pronto) e que nunca mais tivesse dores nas costas e que conseguisse perder uns kilos a continuar a comer e a beber que nem uma alarve e que tivesse dinheiro para ir a Bora Bora, Índia e Irlanda e que ainda sobrasse algum para ir a Nova Iorque e a Marrakesh (já sei já sei mas eu quero ir lá na mesma nem que seja para comprar aquelas lanternas para pôr na varanda à noite e uns tapetes e uns tabuleiros de latão e umas cinco babuchas e mais umas cinco djellabas e especiarias com fartura) e que me dê uma vontade irrestível de ir todos os dias ao ginásio e que o Cachucho continue a gostar de mim da mesma maneira e que A razão para eu deixar de fumar sem me custar nadinha aconteça e que eu tenha um ganda motivo para celebrar daqui a uns dois ou três meses e que a famelga continue toda boa e que os putos sejam alguém na vida e casem ricos e que não morra mais ninguém que eu goste este ano e que o barco fique pronto e chegue bem e que eu consiga fazer a casa-de-banho nova e pagar as oito portas-janelas de PVC que preciso como pão prá boca senão morremos de frio sem me empenhar até ao tutano e talvez comprar a máquina de lavar loiça para quando der jantaradas não passar o dia seguinte a lavar a loiça à mão num lava-loiça de uma só bacia ah e uma cozinha nova também não era mal pensado mas pensando bem que se lixe a máquina e a cozinha que o que eu quero é uma boa máquina fotográfica que nem só de casas-de-banho e máquinas de lavar a loiça vive o homem neste caso eu e que consiga ser um bocadinho mais arrumada que isto de ter vivido os últimos 9 anos com a Paizinha estragou-me os hábitos de vez que também já não eram famosos e que os meus bichos continuem com saúde que já me chegou o Batatinha e que o Xuruca seja um bocadinho mais sociável para eu conseguir passar uns fins-de-semana em casa de alguém e poder levá-lo sem passar vergonhas raispartam o raio do cão que morde em tudo o que é bicho felizmente é amigo de toda a gente e que haja paz no mundo que fica sempre bem dizer e pronto mais coisa menos coisa era isto um bocadinho à Saramago mas era isto.Inspirado (mas não aspirado) aqui, que é para depois não dizerem que blá blá blá.
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dezembro 23, 2008
Natais passados

Quando eu era miúda, havia três festas de família que eram o ponto alto do ano: o almoço do dia de Natal, o almoço de Ano Novo e os anos do tio João, em Maio, se não me engano (porque estava sempre bom tempo).
Todos eles eram feitos na Texuga, a fantástica quinta dos meus tios João e Gitú. Reunia-se a família toda, mas toda mesmo, à volta da mesa - e éramos muitos. Chegávamos de manhã, logo depois da missa, para um almoço que variava conforme a ocasião (se era Natal era perú, no Ano Novo não me lembro e nos anos do tio João eram perdizes quase de certeza), mas que incluía obrigatoriamente os famosos bolo de nozes, pudim de ovos e toucinho do céu da Gitú, que, além de muito bonita, era uma cozinheira de mão cheia.
A tarde passava-se nas brincadeiras, a jogar às escondidas e a subir ao Pinheirão, um pinheiro centenário (quatro de mãos dadas não lhe abraçávamos o tronco), a dar milho aos patos e às galinhas, a apanhar espargos e cogumelos, a passear de burro com o Manteigas ou a andar de tractor com o Zé Casca d'Alhos, respectivamente o caseiro e o tractorista, que tinham uma paciência infinita para nos aturar. Ou escápavamo-nos às escondidas para a oficina do tio João, território absolutamente proibido e por isso mesmo infinitamente apetecível, onde se espalhavam ferramentas, parafusos e uma parafernália infindável de coisas perigosas. Mais tarde, refugiávamo-nos na sala do primeiro andar a fumar às escondidas cigarros exigidos - ou fanados - aos primos mais velhos, que estavam lá pela mesma razão.
A tarde estendia-se para a noite quase sempre e comiam-se outra vez as delícias do fogão de lenha da cozinha enorme. E à noite, com frio demais para estar cá fora, sentávamo-nos à volta da lareira, no chão, enquanto o tio António tocava viola, o meu pai guitarra, e a tia Margarida e a minha irmã Ana (ah pois!) cantavam fados.
E isto tudo - estou saudosista, hoje - para vos desejar um EXCELENTE NATAL.
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dezembro 15, 2008
Isto não vem nada a propósito, mas
novembro 25, 2008
As time goes by
Penso como tudo na vida é uma questão de prioridades. O tempo passou e eu estou mais calma. E cheia de dores nas costas outra vez.
outubro 10, 2008
Com um oceano pelo meio
Talvez eu devesse ir embora por mais 9 anos. Seria talvez a maneira de me esquecer (outra vez) das guerras, das mágoas, dos choques, das provocações, das ofensas, das cobranças, dos esqueletos guardados nos armários que só estão à espera de uma desculpa para sair. Porque, durante 9 anos, me esqueci completamente disso. Só me lembrava da falta que eles me faziam, do apoio que me davam quando precisei, das saudades que tinha. Só me lembrava que não deve ser possível ter um Natal mais triste que um numa mesa vazia, em que por mais perus com recheio original e travessas abundantes que houvesse na mesa, os lugares estavam vazios. Só me lembrava de telefonemas transatlânticos que me deixavam de rastos. Só me lembrava de crianças a crescer sem eu estar a ver, de vidas a mudar, de tudo o que era bom. E agora não. Agora não.
abril 30, 2008
Cheguei!
Desculpem-me a ausência, mas tenho andado ocupadíssima.Para resumir, está tudo verde-verde-verde. O meu flamboyant está enorme, o Batata pesa mais 20 kg e tem mais meio palmo de altura, o jardim está uma selva, o Vasco está esquelético porque desaparece três dias seguidos e depois chega a casa e só come e dorme outros três, o Xuruca continua na mesma, bem-educado e obediente, a Maria está mais magra e com uma otite, os coqueiros e as almendras estão enormes e a mangueira está linda. Enfim, a vida seguiu mansa enquanto eu cá não estive.
A Paizinha quase chorou quando me viu: achava que eu já não voltava, apesar de o Diogo lhe jurar o contrário todos os dias. Trouxe-lhe de presente uma carteira prateada e umas sandálias de salto alto a condizer, grande moda na “órópa”, um perfume francês e roupa da Zara, marca “chique” que ela conhece das revistas e do meu armário. Adorou tudo. Está muito mais animada, fala pelos cotovelos e já recomeçou com as cantorias enquanto limpa as casas de banho.
E o meu Cachucho está lindo e querido como sempre. Tem mais uns brancos na barba e está mais magrinho, mas o sorriso e os olhões verdes continuam os mesmos. Deu-me um abraço de partir costelas quando saí do avião (entre outras coisas - eh eh eh).
Parece que eu trouxe o Sol. À parte a “pequena” tempestade tropical de ontem, que fez com que a casa ficasse ilhada outra vez e, à moda de Astérix, parecesse que o céu nos ia cair em cima da cabeça, a Natureza deu-me as boas-vindas. Ontem de manhã, enquanto passeava com o Xuruca pelos viveiros, no espaço de meia hora em que o sol saiu de trás das nuvens, assisti ao levantar voo simultâneo de milhares de borboletas amarelas, à passagem barulhenta de um enorme bando de catatuas verdes e à visita surpresa de um macaco-prego empoleirado no meu alpendre.
Cheguei ao Brasil pela última vez. Parece que agora o vejo com outros olhos.
E o meu Cachucho está lindo e querido como sempre. Tem mais uns brancos na barba e está mais magrinho, mas o sorriso e os olhões verdes continuam os mesmos. Deu-me um abraço de partir costelas quando saí do avião (entre outras coisas - eh eh eh).
Parece que eu trouxe o Sol. À parte a “pequena” tempestade tropical de ontem, que fez com que a casa ficasse ilhada outra vez e, à moda de Astérix, parecesse que o céu nos ia cair em cima da cabeça, a Natureza deu-me as boas-vindas. Ontem de manhã, enquanto passeava com o Xuruca pelos viveiros, no espaço de meia hora em que o sol saiu de trás das nuvens, assisti ao levantar voo simultâneo de milhares de borboletas amarelas, à passagem barulhenta de um enorme bando de catatuas verdes e à visita surpresa de um macaco-prego empoleirado no meu alpendre.
Cheguei ao Brasil pela última vez. Parece que agora o vejo com outros olhos.
março 29, 2008
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