dezembro 31, 2008

Vou passear para aqui



... e volto lá mais para o fim da semana. Encontramo-nos em 2009. Entretanto,
BOM ANO A TODOS!
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dezembro 30, 2008

O que eu queria mesmo em 2009...

... era que me aparecesse um emprego daqueles em que se ganha algum e não se faz nenhum (pouco, pronto) e que nunca mais tivesse dores nas costas e que conseguisse perder uns kilos a continuar a comer e a beber que nem uma alarve e que tivesse dinheiro para ir a Bora Bora, Índia e Irlanda e que ainda sobrasse algum para ir a Nova Iorque e a Marrakesh (já sei já sei mas eu quero ir lá na mesma nem que seja para comprar aquelas lanternas para pôr na varanda à noite e uns tapetes e uns tabuleiros de latão e umas cinco babuchas e mais umas cinco djellabas e especiarias com fartura) e que me dê uma vontade irrestível de ir todos os dias ao ginásio e que o Cachucho continue a gostar de mim da mesma maneira e que A razão para eu deixar de fumar sem me custar nadinha aconteça e que eu tenha um ganda motivo para celebrar daqui a uns dois ou três meses e que a famelga continue toda boa e que os putos sejam alguém na vida e casem ricos e que não morra mais ninguém que eu goste este ano e que o barco fique pronto e chegue bem e que eu consiga fazer a casa-de-banho nova e pagar as oito portas-janelas de PVC que preciso como pão prá boca senão morremos de frio sem me empenhar até ao tutano e talvez comprar a máquina de lavar loiça para quando der jantaradas não passar o dia seguinte a lavar a loiça à mão num lava-loiça de uma só bacia ah e uma cozinha nova também não era mal pensado mas pensando bem que se lixe a máquina e a cozinha que o que eu quero é uma boa máquina fotográfica que nem só de casas-de-banho e máquinas de lavar a loiça vive o homem neste caso eu e que consiga ser um bocadinho mais arrumada que isto de ter vivido os últimos 9 anos com a Paizinha estragou-me os hábitos de vez que também já não eram famosos e que os meus bichos continuem com saúde que já me chegou o Batatinha e que o Xuruca seja um bocadinho mais sociável para eu conseguir passar uns fins-de-semana em casa de alguém e poder levá-lo sem passar vergonhas raispartam o raio do cão que morde em tudo o que é bicho felizmente é amigo de toda a gente e que haja paz no mundo que fica sempre bem dizer e pronto mais coisa menos coisa era isto um bocadinho à Saramago mas era isto.

Inspirado (mas não aspirado) aqui, que é para depois não dizerem que blá blá blá.
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dezembro 29, 2008

O exemplo vem de cima, já dizia a minha Mãezinha

O papa Bento XVI afirmou no seu discurso de Natal que «salvar a humanidade do comportamento homossexual ou transexual é tão importante como salvar as florestas da destruição».
Devemos concluir, portanto, que não ter filhos ou não ter árvores põe em causa a sobrevivência da Humanidade, certo? O mesmo Bento XVI recebeu um abeto centenário para fazer a árvore de Natal da Praça do Vaticano e mais 50 pinheiros naturais que serão usados no interior. E quem é ele para condenar os homosexuais por não contribuirem para a propagação da espécie? Ele contribui, por acaso?

dezembro 28, 2008

C'est Si Bon (Live at Kaskad 1962)

Eartha Kitt, 1927-2008. É triste morrer no dia de Natal.

dezembro 27, 2008

Aquário virtual



Se clicarem na água, eles vão lá comer e andam atrás do cursor! Vou brincar com ele durante horas. Presente do Pedro.
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dezembro 26, 2008

Natal (ainda)

O melhor presente deste Natal: um faqueiro para 12 pessoas, completíssimo, lindo, bom e saído directamente do baú da tia Lourdes para a sobrinha preferida (eh eh eh - imbrulha!) - pró ano vêm as pratas concerteza.

Os presentes que eu gostei mais (desculpem-me os outros): uma touca de banho branca com malhas pretas e dois corninhos amarelos, e um sabonete em forma de urso, os primeiros presentes dados pelos meus 6 sobrinhos grandes (há 9 anos, quando fui para o Brasil, eles eram novinhos demais para dar presentes). Fiquei completamente derretida, claro. Já vos disse que tenho os sobrinhos mai lindos e mai inteligentes do mundo?

O presente que eu gostei mais de dar: uma mesa de matraquilhos ao meu sobrinho/afilhado Palzé (quase 5 anos, muito atinadinho, não sai nada à tia) que, quando lhe disseram que o presente gigante era para ele, ficou absolutamente fascinado a olhar para o tamanho da coisa e disse "Epáaaaa, ganda pesente!" - e passou o jantar inteiro de roda dele, ele e o Titói (2 anos, trunfa encaracolada indomável e completamente chanfrado - aqui já há uma vaga possibilidade de sair à tia) - e, depois de o abrir, berrou "Boooooaaaaa!!! Era isto mesmo, tia!", e quase chorou de tanta excitação (ele e eu...).

Prontos, não se aguenta, mas estou completamente derretida com eles todos. Os caninos, giríssimos, a falar ribatejano cerrado; e os grandes: o João, o mais velho que é um estroina mas a meiguice em pessoa; o Pedro, qualquer dia casa-se e faz-me tia-avó, raios o partam; a Teresa, arquitecta brilhante e racée; a Mariana, a beldade e designer em London; o Mac... António (oops), o eterno sonhador; e o puto Tinim, de 16, que descrevia ao jantar a última bebedeira de vodka preta que apanhou com as babes à frente dos pais - e eles riam-se, os palermas. A tradição já não é o que era.
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dezembro 24, 2008

E agora



... vou ali comer um pirum a Sintra e volto já.

FELIZ NATAL!!!!!!

Esta...



... já cá canta. Mas não se esqueceram de nada? Não vi o George em parte nenhuma.

dezembro 23, 2008

Natais passados


Quando eu era miúda, havia três festas de família que eram o ponto alto do ano: o almoço do dia de Natal, o almoço de Ano Novo e os anos do tio João, em Maio, se não me engano (porque estava sempre bom tempo).
Todos eles eram feitos na Texuga, a fantástica quinta dos meus tios João e Gitú. Reunia-se a família toda, mas toda mesmo, à volta da mesa - e éramos muitos. Chegávamos de manhã, logo depois da missa, para um almoço que variava conforme a ocasião (se era Natal era perú, no Ano Novo não me lembro e nos anos do tio João eram perdizes quase de certeza), mas que incluía obrigatoriamente os famosos bolo de nozes, pudim de ovos e toucinho do céu da Gitú, que, além de muito bonita, era uma cozinheira de mão cheia.
A tarde passava-se nas brincadeiras, a jogar às escondidas e a subir ao Pinheirão, um pinheiro centenário (quatro de mãos dadas não lhe abraçávamos o tronco), a dar milho aos patos e às galinhas, a apanhar espargos e cogumelos, a passear de burro com o Manteigas ou a andar de tractor com o Zé Casca d'Alhos, respectivamente o caseiro e o tractorista, que tinham uma paciência infinita para nos aturar. Ou escápavamo-nos às escondidas para a oficina do tio João, território absolutamente proibido e por isso mesmo infinitamente apetecível, onde se espalhavam ferramentas, parafusos e uma parafernália infindável de coisas perigosas. Mais tarde, refugiávamo-nos na sala do primeiro andar a fumar às escondidas cigarros exigidos - ou fanados - aos primos mais velhos, que estavam lá pela mesma razão.
A tarde estendia-se para a noite quase sempre e comiam-se outra vez as delícias do fogão de lenha da cozinha enorme. E à noite, com frio demais para estar cá fora, sentávamo-nos à volta da lareira, no chão, enquanto o tio António tocava viola, o meu pai guitarra, e a tia Margarida e a minha irmã Ana (ah pois!) cantavam fados.
E isto tudo - estou saudosista, hoje - para vos desejar um EXCELENTE NATAL.
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dezembro 21, 2008

87 anos

A tia Lourdes, tal como a minha mãe (as duas únicas filhas dos meus avós maternos), teve uma educação bastante diferente da que era dada habitualmente às meninas de família. Ambas seguiram do liceu para a universidade e ambas concluiram, brilhantemente, cursos pouco procurados por mulheres, nessa época: Medicina a minha mãe, Belas Artes a tia Lourdes. Filhas de um advogado exigente e de gostos sofisticados - respirara ainda o crepúsculo do fausto proporcionado pelo cacau de São Tomé e Príncipe, vindo da roça da família - do pai receberam essa liberdade e esse desafio: serem autónomas, terem uma profissão. Da minha mãe falarei noutra altura destes apontamentos, hoje a ribalta é da tia Lourdes.

Desde muito cedo revelou talento para o desenho. Depois da escola António Arroio, estudou pintura e escultura em Lisboa e depois no Porto, onde o curso superior era mais conceituado. Foi contemporânea dos maiores nomes das artes plásticas nacionais, hoje considerados grandes mestres. Aluna aplicada e muito elogiada por professores e colegas, pelo traço forte e cheio de personalidade, acabou o curso com notas altíssimas e esperava-a um futuro sorridente no mundo que escolhera e onde se sentia como peixe na água. Praticou em ateliers famosos e tinha amigos divertidos e boémios, apesar do recato a que o seu estatuto e uma sociedade fechada a obrigavam.

Mas a vida trocou-lhe as voltas, como muitas vezes acontece. Ao escritório da Rua de S. Nicolau, na Baixa, onde o meu avô exercia advocacia, foi parar um estagiário muito especial: um goês, brâmane orgulhoso e de olhar penetrante, de seu nome Prabacar Visvambor Canencar (um nome que originou saborosas e infindáveis versões nas bocas por onde passava, na nossa família). Era um de muitos irmãos, todos rapazes, enviados pelos pais para a Europa e Estados Unidos para estudar, o que em Pangim não teriam conseguido fazer com igual sucesso. Ele foi o único que rumou a Portugal, para estudar direito. E a tia Lourdes apaixonou-se por aquele homem diferente, um novo desafio que lhe mudou a vida por completo. Correram o mundo em comissões de serviço dele, como juíz: por África e Ásia, dois anos em cada sítio onde os portugueses tinham posto o pé e a que chamaram seu, séculos antes.

Perdemo-los de vista por muito tempo, mas um dia voltaram. No porão do navio que os trouxe de Timor, uma enorme quantidade de quadros que a tia Lourdes pintara, bebendo nas mil cores e formas exóticas a inspiração daqueles anos de globetrotter. Faria uma grande exposição, quando chegasse a Lisboa. De lá, preparara as coisas e tudo estava a postos. Ainda tinha bons contactos. Mas o desastre aconteceu: o porão inundou-se e a água salgada arruinou as delicadas telas e aguarelas que ansiavam pelas luzes de uma galeria de arte. E já não houve exposição. E, muito pior do que isso, a tia Lourdes nunca mais quis pintar ou esculpir, fosse o que fosse. Começou a dar aulas de desenho e foi uma professora dedicada, por muito tempo. Hoje tem oitenta e seis anos, e continua uma mulher de armas.
A tia Lourdes fez hoje 87 anos e ainda está para as curvas. É uma porreirona, tem um bom gosto natural que nos deixa a todos de quatro e um bocadinho de mau-feitio (pouco). Ainda guia o seu carro pelas ruas de Sintra (apesar de já nos provocar alguns ameaços de síncope...), ocupa-se com visitas a museus, comissões de conservação do património - ou coisa parecida - e com a sua varanda, que é a mais bonita de Sintra, e passa a vida a laurear a pevide com as amigas, todas muito mais novas que ela.
Pagou-nos hoje uma jantarada, como faz todos os anos. Este ano não lhe apetecia festejar (sente muita falta da minha Mãe), mas aparecemos-lhe todos à porta sem avisar e obrigámo-la a sair. Refilou, mas adorou. Parabéns!
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Para 30 já dá


Lembram-se de que há pouco tempo não tinha mesa de casa de jantar? Pois agora tenho três e já posso (não que tencione, credo) dar um jantar para 30 pessoas sentadas.
Metade delas iam jantar de joelhos, teria que fazer outra cozinha e contratar duas empregadas, mas isso são pormenores.

dezembro 20, 2008

Jantar de Natal dos Santamarotos

Ontem foi o Jantar de Natal dos Santamarotos, o grupo de amigos de Santo Amaro de Oeiras que «herdei» do Diogo. Foi no Hotel Baía, em Cascais, e meteu jantar, bar aberto antes e a pagantes depois, DJ, etc e foi uma festa de arromba, primorosamente organizada pelo Casal Ramires Ramos (gabo-lhes a pachôrra...), como sempre. Houve quem ficasse a dormir no Hotel (foi o nosso caso), porque isto de ter de fazer 70 km de carro de madrugada depois de uma noite de copos já não é para a minha idade.

De maneiras que hoje estou assim a modos que um bocadinho lerda, não sei se estão a ver. E não há Telepizza por estas bandas, portanto o melhor é ir ver televisão...

dezembro 19, 2008

Onde é que eu já vi este filme?


Falta menos de uma semana para o Natal.
Como sempre, não tenho nem metade dos presentes comprados e sei que vou andar feita uma barata tonta a comprar tudo à ultima da hora (próxima quarta-feira...), gastar o triplo do que me propus, não dar nada daquilo que tencionava e não fazer embrulhos personalizados e com materiais reciclados, etc.
Ah, e aposto que, também como sempre, vão sobrar presentes no fim. Não tenho sequer a desculpa da falta de tempo, porque não estou a trabalhar. O costume.
Ai que raiva!

dezembro 17, 2008

Desafio musical


Em resposta ao David, eis as respostas possíveis ao desafio proposto de escolher um artista ou banda e, com os títulos das suas músicas, responder às perguntas aqui de baixo. Escolho Elton John, o meu eterno amor musical.

És homem ou mulher?
The One

Descreve-te.
Crocodile Rock

O que pensam as pessoas de ti?
The Bitch is Back

Como descreves o teu último relacionamento?
Burn Down the Mission

Descreve o estado actual da tua relação.
Blessed

Onde estarias agora?
Island Girl

O que pensas a respeito do amor?
The Greatest Discovery

Como é a tua vida?
Rocket Man (I Think It's Gonna Be a Long Long Time)

O que pedirias se só pudesses ter um desejo?
I Want Love

Escreve uma frase sábia.
I'm Still Standing

Espero que achem esclarecedor. Passo a pasta à Teresa, à Desassossegada, ao Alf, à Su, ao Melões e, last but not the least, à Diabba. Divirtam-se!

dezembro 15, 2008

Isto não vem nada a propósito, mas


... não gosto nada de comentários anónimos. Os seus autores lembram-me comadres com borbulhas no nariz escondidas atrás de cortinas encardidas entretidas a esfaquear as costas dos outros.
Hay que tenerlos
, caramba.

dezembro 13, 2008

Chuva

Se há coisa que gosto de fazer num dia chuvoso como este é ficar quieta em casa, de lareira acesa, vagamente a ver um filme enquanto me entretenho a fazer bugigangas para dar no Natal.

dezembro 09, 2008

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7-7-2006/9-12-2008

E eu agora vou descansar por uns dias.

Beijinhos a todos.

dezembro 08, 2008

Words don't come easily

É só um cão, diz alguém. Não, não é só um cão, é o MEU cão. Único, como só ele, como são todos os cães, mas infinitamente mais único que os outros. Este, ao contrário dos que não os meus, pensa. E fala. Com os olhos, e num português mais correcto que muita gente que conheço. Eu, pelo menos, percebo-o lindamente. E ele a mim. E ele a mim.

O outro lado

(...)
A vida é como é e não adianta
fingir que é outra coisa mais amena.
Mas, por detrás da máscara, a gangrena
da dor que não se vê chega a ser tanta
que o mais fácil decerto é ignorar
o outro lado e assim continuar.

Dor

Doem-me os livros que não li
e devia ter lido. São expostas
chagas que nunca hão-de sarar.
Assim também os filmes que não vi
e devia ter visto. São apostas
que perdi e não vou recuperar.

Mas a dor com mais sentido
é a da vida que não vivi
junto de ti
e devia ter vivido.

(Torquato da Luz)

Sorrisos, precisa-se


dezembro 07, 2008

Jantar de Natal das Mega Gaijas

Ontem foi o jantar de Natal da ala feminina do grupo de Oeiras e eu fui, pela primeira vez. Foi divertidíssimo e muito bem organizado, outra coisa não seria de esperar da Ana e da Rita. Éramos 18 e seríamos mais, se não faltassem algumas. Jantámos no Cozinha 16 (muito bem, diga-se de passagem) e acabámos no Jezebel, até às seis da manhã. O Miguel, dono do restaurante, disse que se fartou de deitar comida fora, mas que íamos acabando com a garrafeira (quem manda o vinho ser à discrição?!). Este grupinho é de munto alimento, if you know what I mean.

Como sempre, o jantar tinha regras. Devíamos levar qualquer coisa na cabeça (apareceram desde árvores de natal com meio metro de altura até corninhos de diaba) e comprar um presente para a troca com o tema "fetiche", o que rendeu boas gargalhadas. A mim calhou-me o que podem ver na fotografia da direita. Não são assombrosamente lindas?

Para quem se farta de dizer que não gosta de barulho nem de confusão, tive dose para um mês.

Só um àparte: a moda é uma coisa tramada! De 18 mulheres, pelo menos 12 estavam vestidas de roxo (incluindo eu), o que chega e sobra para me provocar uma alergia séria à dita cor...
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dezembro 06, 2008

Vícios

Ando a ver se compro uma no e-Bay. Tenho uma igualzinha, mas analógica, há quase 20 anos, que nunca me deixou ficar mal. Vai ser o meu presente de Natal. Nada mal, hein?
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dezembro 03, 2008

Verde que te quero verde



Acabei de pintar uma estante de três metros de altura desta cor. Hombre...

Frio


dezembro 02, 2008