novembro 30, 2008

Marley & Me



Quando li o livro chorei a rir. Marley, o "pior cão do mundo", agora tem um filme. Vou ver assim que sair. O trailer está aqui.

novembro 29, 2008

Programa para hoje

Um convite para uma almoçarada (que começou ontem à noite e deve acabar lá para amanhã à noitinha, tipo casamento de ciganos) a que me apetecia imenso ir, não fosse o temporal e ser no Alentejo; um convite para jantar a que me apetecia imenso ir, não fosse o temporal e ser em Lisboa. Náááá... hoje é mesmo sopas e descanso, enrodilhada à lareira (que está armada em parva, por sinal, deve ser o vento) mais o meu Batata, que o Diogo estava com bicho-carpinteiro e foi-me prás compras pró Campera num sábado de fim de mês, imagine-se! É doido varrido.

novembro 28, 2008

A vida

... é curta. Curtíssima. Por mais que a gente ache que amanhã fazemos o que devíamos ter feito hoje, não é assim. Cada seis meses, pimba! E quem me entende, fáxavor, abstenha-se de comentar.

PS - E não, não estou a falar do Batatinha. Que não está nada bem, BTW.

novembro 27, 2008

Almoço a correr

Azeite, um alho francês cortado fininho, um dente de alho idem, postas de pescada congeladas, gambas descascadas idem, um borrifo de vinho branco, uma folha de louro, sal, pimenta e meia hora numa frigideira tapada em lume muito baixinho. Uns coentros salpicados à última da hora et voilá! Não é nenhum arroz de pato, mas foi o que se pode arranjar.

novembro 25, 2008

As time goes by

Penso como tudo na vida é uma questão de prioridades. O tempo passou e eu estou mais calma. E cheia de dores nas costas outra vez.

novembro 24, 2008

E a vida continua

... umas vezes mal, outras bem. No sábado passado vieram cá almoçar os meus cunhados de Oeiras e uns amigos, almoço combinado à última da hora porque houve abespinhanço (eh eh eh) da parte da cunhada mais velha por ainda não ter sido convidada para cá vir.

Mesmo sem a casa pronta e sem mesa de jantar, com mesas e cadeiras de plástico e chapéus-de-sol emprestados, lá se fez uma churrascada na varanda. Ao todo éramos 16, contando com os miúdos. O Diogo comandou a grelha e eu deixei quase tudo pronto de véspera para poder estar à mesa. Comeu-se, bebeu-se (muuuuuuuuito, como sempre) e esteve-se muito bem ao sol. O Batatinha alambazou-se com tudo o que foi osso que lhe puseram à frente, tão mimado que nem saía de debaixo da mesa à espera que lhe pusessem os ossos na boca.

As minhas cunhadinhas queridas apanharam-me distraída e lavaram-me a loiça quase toda (ainda não tenho máquina), mas da próxima faço como fazia no Brasil: "convido" a empregada também.

Houve show de variedades por parte do Diogo e do Artur (private joke) e esteve-se tão bem, mas tão bem, que saíram daqui quase à meia-noite. No próximo fim-de-semana há mais, desta vez em Montemor. A ver se as minhas costas aguentam, que no Domingo não me conseguia mexer e o Diogo até febre teve.

novembro 19, 2008

novembro 18, 2008

E agora vai: Isto não era um pet-blog, mas agora é

Valha-me Deus: "o" Funzinho (já falei sobre ela, a Fum, a minha irmã mais nova, a boxer tigrada da minha Mãe que agora é da minha irmã C.), foi internada hoje com uma pancreatite. Pôrra, para além de ter p'raí 12 anos, é cega e surda há pelo menos 2 e cardíaca. Já não chegava, não? Vai lá ficar pelo menos 3 dias (Deus queira que aguente tanto).


Teresa, arranja-se mais uma vela?...
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Estive quase

... para nomear este post como "Isto não é um pet-blog (periparafraseando* a Rititi)", mas bolas! Se este blog é um espelho da minha alma, como é suposto ser, então agora é um pet-blog. Porque a minha cabecinha está todinha no pet, como poderão calcular. Aliás, nos pets do mundo inteiro, não é só no meu, apesar de que 99%... obviously.

Gente que gosta de animais é gente boa: ponto número 1. Gente que gosta de crianças também: ponto número 2 - é quase** a mesma coisa. Gente que NÃO PERCEBE NEM À LEI DA BALA que uma pessoa esteja triste como o caraças e/ou chore baba e ranho quando perde e/ou pode perder um bicho de estimação, é coisa que não me entra na cabeça - até diria mais, é irracional, no pior sentido da palavra (é como quem não gosta de gatos: é porque nunca teve nenhum): ponto número 3. Para eles, a segunda tágue.


* Não me chateiem, acabei de inventar.
** Há crianças insuportáveis. É um facto, get over it. E digo mais: há muito mais crianças insuportáveis que animais insuportáveis. Mas é que nem tem comparação.
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novembro 17, 2008

O Batata

... voltou para casa vivinho da silva. Yupiii!!!

Depois de uma consulta com o Prof. António Ferreira, da Faculdade de Veterinária (um amor de pessoa!), confirma-se o diagnóstico: ele tem mesmo um tumor no joelho e quanto a isso há pouco a fazer. Mas ainda é cedo para decisões dramáticas, pois, se fôr bem medicado, ele pode ter uns meses largos de boa vida pela frente. Além disso, disse o médico, nunca se sabe o dia de amanhã e milagres acontecem. Uma cadela de um amigo dele estava em bem pior situação e já passou mais de um ano e ainda cá anda feliz da vida. Portanto, um dia atrás do outro.

De maneiras que o Bécos vai continuar a roer-nos os chinelos e a limpar a baba aos sofás por uns tempos. "Cozido à portuguesa" é que não pode comer muito, só de vez em quando, até porque está gordo.

Obrigada a quem se preocupou. Um enormíssimo xi-coração para todos.

novembro 16, 2008

Em conversa

... telefónica com a Diabba ontem (que me telefonou a tentar ajudar, tão querida!, apesar de nunca me ter visto mais gorda, e que perdeu a Maria há tão pouco tempo), falámos do tempo de vida dos animais em relação a nós, humanos. Ela dizia-me que eles deviam ter o mesmo tempo de vida que nós, mas eu disse-lhe que não, que tinha de ser assim, que tínhamos de ser nós a tomar conta deles e a sofrer por eles, porque que eles morrem de desgosto quando desaparecemos. E nós não, nós aguentamos - mal, mas aguentamos.

Contei-lhe a história do Paço IV*, o último pastor alemão que tivemos em vida do meu Pai e que esteve um mês inteirinho enfiado debaixo da sua cama, no seu último mês de vida. O Paço não comeu rigorosamente nada e só bebeu água nesse mês, e morreu acho que passados quinze dias, no máximo (isto passou-se há vinte anos), apesar de ter no máximo dez anos e ser basicamente saudável, e de ainda nos ter a nós (éramos cinco filhos) e à minha Mãe. Mas o dono dele era o meu Pai, e ele achou que a vida dele, tal como a conhecia, tinha acabado.

Os cães são assim. É por isso que os adoro. Falar de fidelidade em relação a um cão é uma redundância - das mais redundantes.


* Os cães cá de casa, no tempo do meu Pai, sempre tiveram o nome da casa, daí o I, II, III, etc.

E hoje

... foi melhor ainda! A mãe foi às compras e fez cozido à portuguesa só para ele: 1 kilo de carnes várias e 1/2 chouriço de sangue. É só cortar em bocadinhos e já está. Não levou couves, arroz, batatas, nem nada dessas porcarias. Não foi ao lume - para quê?, é muito melhor cru! De sobremesa, quadradinhos de bacon, uns ossos para roer, um bocadinho pequenino de tarte de amêndoa (belheeec, o bacon era muito melhor), e uns camarões fritos que sobraram do jantar de ontem - nham nham nham!

E dormiu uma bela sesta a seguir, até ressonou. À tarde, toca de esfregar a baba e as ramelas aos sofás brancos outra vez (tamém já tavam sujos), de beber dois litros de água fresquinha e de dar uma bela cagadela no corredor, que o jardim é longe e não lhe apeteceu descer as escadas (quis ir, eu é que não deixei). Coitado, ficou aflito porque sabe que fez asneira da grossa, mas dei-lhe cinquenta beijinhos e percebeu que a coisa passava.

A jantarada foi mais cozido, os ossos do resto do nosso jantar e, calhando, mais uns quadradinhos de bacon, pois.

E assim se vai indo, feliz da vida (ele, que é o que interessa).

novembro 15, 2008

O Batatinha

... mandou-me agradecer a toda a gente que deixou aqui recados amorosos (e principalmente a quem se deu ao trabalho de telefonar - alguns sem me conhecer!) e diz que passou o dia muito bem-disposto a alambazar-se com entrecosto e entremeada, os seus pratos preferidos, comprados de propósito para ele. Agora está a dormir num colchão de espuma, sossegadinho e sem dores, depois de ter feito tudo o que não pode normalmente fazer: limpar a baba aos sofás brancos, comer ossos no chão novo, roer os chinelos da mãe, etc.

Amanhã é outro dia. E segunda é outro (muito longínquo) e logo se vê.
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novembro 14, 2008

Crónica de uma morte anunciada

É a coisa mais engraçada que eu vi na vida. O mais meigo, o mais brincalhão, o mais palhaço. Mimado até ao tutano. Comecei a adorá-lo pelo telefone ainda antes de o conhecer, tinha palmo e meio de comprimento, e tive de o mandar buscar logo, sem esperar a data previamente acertada, tal foi a pressa para lhe ver a expressão. Chegou a rir, com aquela cara preta e bem disposta, os olhos vivos e brilhantes, o nariz eternamente molhado e a língua cor-de-rosa sempre de banda. Peguei nele ao colo e deu-me imediatamente cem beijos seguidos - reconhecimento filial... - e mais daria, se o pai não ficasse com inveja e não o tivesse roubado para ter o seu quinhão. Logo na primeira noite, dormiu a sono solto sem incomodar ninguém, dentro de um caixote ao lado da nossa cama, enrolado a princípio numa t-shirt minha que largou rapidamente - é calorento desde pequenino. E incomodar para quê? Sabia que tinha chegado a casa.

Ninguém diria, com tanto pulo e tanta alegria, mas já era doente. Tinha as pernocas de trás fraquinhas, pouco tempo depois descobrimos que tinha uma displasia das mais graves. Mesmo antes de começar os remédios diários (que ainda hoje toma e que engole como se fossem chocolates), raramente se queixava. Teve algumas dores enquanto crescia - porque cresceu à velocidade do som - mas que graças aos deuses lhe passaram quando atingiu o tamanho máximo, 60 kilos, mais coisa menos coisa, que isto de tentar pesar um bicho deste tamanho (e com este feitio) é quase impossível. Não que a displasia o tivesse atrapalhado nos meses seguintes, nos mergulhos no canal (nadar era o melhor desporto para ele e o pai nadava com ele religiosamente duas vezes por dia), nos passeios diários aos viveiros e nas perseguições incansáveis a tudo o que mexesse à volta da casa.

Feito de mel e açúcar quanto estava conosco - sempre a tentar subir para o nosso colo (olha quem, que pesava quase o mesmo que o pai) e para os sofás, onde se sentava a ver televisão com o rabo assente nas almofadas e as patas da frente no chão, como se fosse uma pessoa - era obviamente péssimo guarda. Valia-nos o aspecto dele, grande, preto e feio, nos dizeres dos vizinhos, que morriam de medo dele. Graças a ele e aos manos, não fomos assaltados em oito anos, e não me lembro de fechar alguma vez as janelas, quanto mais as portas.

Enfim, com as avarias que conhecem, chegou a Portugal há pouco mais de dois meses e meio. Gosta tanto de frio - está, porque quer, sempre na rua ou na corrente de ar (na tal porta do páteo de trás), que não sei como aguentou o clima tropical por dois anos. Verdade seja dita, um dos seus lugares preferidos na casa brasileira era o meu chuveiro de chão de pedra. Caiu (deixaram-no cair, os filhos da puta) da rampa do avião, assustou metade do pessoal da TAP, ou lá o que é (e devia ter mordido uns quantos), e adaptou-se às mil maravilhas ao clima do Ribatejo, à mudança repentina de temperatura (que a mim me lixou as costas, mas a ele deliciou-o), aos vizinhos (que se derretiam com a meiguice de uma besta deste tamanho), à família (lambeu tudo o que era primo/a - tenho oito sobrinhos - e tio/a - são quatro locais), às escadas (coisa que nunca tinha visto na vida), à Fum, a cadela que era da minha Mãe e agora é da minha irmã, por quem se apaixonou à primeira vista, etc, etc, etc. Até lambeu o veterinário, que hoje lhe proferiu a sentença de morte.

batata

Sim, que o meu mais novo, o Batata (Táta, Tatinha, Táta Fita, Bébé, Bécos, Béquinhos, Caganita Dum Cão) morre provavelmente segunda-feira. E eu não consigo parar de chorar.

novembro 13, 2008

Um primo que vai longe











Deu uma entrevista à Sábado porque acabou de ter uma Mensão Honrosa no mais prestigiado concurso de fotografia selvagem a nível mundial, o Wildlife Photographer of the Year. Foi o primeiro português a ser laureado neste concurso, com uma fotografia escolhida entre mais de 32.000. Impressionante, hein?
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novembro 12, 2008

Além de entrevadinha,

... estou prestes a ter um ataque cardíaco: acabei de descobri que, assim de repente e com uma primeira versão escrita a correr, a minha lista de presentes de Natal tem 42 felizes contemplados. É de acrescentar que ela normalmente ela cresce cerca de 25% até à décima quinta versão.

Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaarg!

Mais e melhor sexo


Uma conversa que tive ontem fez-me pensar um bocadinho sobre o assunto. É um facto que mulheres e homens encaram o sexo (ou a falta dele) de pontos de vista diametralmente opostos: os homens querem "mais" e as mulheres querem "melhor". Em geral os conselhos que se encontram nas revistas chamadas cor-de-rosa raramente rendem o sucesso esperado. Mas não é o caso destas técnicas infalíveis. Homens, querem deixar a vossa mulher doida de prazer? Usem-nas.

Técnica 1 - Mãos Molhadas
  1. Faça a sua mulher sentar-se numa cadeira confortável na cozinha. Certifique-se que ela consegue ver muito bem tudo que faz.
  2. Encha o lava-loiça com água e adicione algumas gotas de detergente para louça com aroma. Existem muitos aromas que podem ser utilizados - maçã, limão, lavanda - escolha o que quiser. Se estiver em dúvida, experimente o 'neutro'.
  3. Pegue numa esponja macia, submerja as mãos na água e sinta sua pele ser envolvida pelo líquido até que a esponja esteja bem molhada.
  4. Agora, movendo-se devagar e gentilmente, pegue num prato sujo do jantar, coloque-o dentro da água e esfregue a esponja em toda a superfície do prato. Vá esfregando com movimentos circulares até que o prato esteja perfeitamente limpo.
  5. Enxagúe o prato com água limpa e coloque-o a secar. Repita com toda a louça do jantar até que sua parceira esteja extasiada de prazer.
Técnica 2 - P'rá frente, p'ra trás, pr'á frente, p'ra trás

Esta técnica utiliza o que para muitas mulheres é considerado um "brinquedinho". É um pouco mais difícil do que a primeira, mas com algum treino vai fazer com que sua parceira grite de prazer.
  1. Com carinho, pegue no aspirador. Seja gentil, demonstre que sabe o que está a fazer.
  2. Ligue-o à tomada e aperte os botões certos na ordem correcta. Vagarosamente, mova-se para frente e para trás, para frente e para trás... Por toda a sala. Saberá quando deve passar para uma nova área.
  3. Vá mudando gradativamente de lugar. Repita quantas vezes seja necessário até atingir os resultados.
Técnica 3 - T-Shirt Molhada

Este joguinho é bem fácil, embora precise de mente rápida e reflexos certeiros. Se você for capaz de administrar correctamente a agitação e a vibração do processo, a sua parceira falará da sua performance a todas as amigas dela.
  1. Você precisará de duas pilhas de roupas sujas. Uma com as roupas brancas, e outra com as coloridas.
  2. Encha a máquina de lavar com água e vá deitando gentilmente o detergente e amaciador dentro dela (para deixar a mulher ofegante, use exactamente a quantidade recomendada pelo fabricante).
  3. Agora, sensualmente coloque as roupas brancas na máquina... uma de cada vez.... Devagar. Feche a tampa e ligue o 'ciclo económico'. Enquanto vê sua companheira babar de desejo por si, tem uma óptima oportunidade para pôr em prática a Técnica 2.
  4. No fim do ciclo, retire as roupas da máquina e estenda-as para secar. Repita a operação com as roupas coloridas. Atenção: Se nesse ponto ela começar a gritar algo como: - "Sim! Sim! Ai! Isso! Oh meu Deus! Não páres!", não pare, claro. Continue até que ela esteja exausta de prazer.
Técnica 4 - O que sobe, desce

Esta é uma técnica muito rápida. Para aqueles momentos em que quer surpreendê-la com um toque de satisfação e felicidade.

  1. Ao ir ao WC, levante o assento da sanita. Ao terminar, baixe novamente.
  2. Se o rolo do papel higiénico acabou, substitua por outro, colocando-o no sítio respectivo.
  3. Aproveite para incluir um pormenor exótico: aperte o tubo da pasta de dentes pelo fim dele.
  4. Faça todas as vezes.
Técnica 5 - Gratificação Total

Cuidado: colocar em prática esta técnica pode levar a sua companheira a um tal estado de sublimação que será difícil depois acalmá-la, podendo causar riscos irreversíveis à saúde. Leva algum tempo para aperfeiçoar. Empenhe-se com afinco. Experimente sozinho algumas vezes durante a semana e tente surpreendê-la numa sexta-feira à noite. Funciona melhor se ela trabalha até tarde, ou não tem hora certa de saída do emprego e chega cansada a casa.

  1. Aprenda a fazer uma refeição completa. Seja bom nisso.
  2. Quando ela chegar a casa, convença-a a tomar um banho relaxante, de preferência aromático numa banheira de água morna que já preparou.
  3. Enquanto ela está lá, termine o jantar que já adiantou antes dela chegar em casa.
  4. Após ela estar relaxada pelo banho e saciada pelo jantar, proceda com a Técnica 1. Preste atenção nela pois o estado de satisfação será extremamente alto, podendo causar coma.

Recebido por email.




novembro 11, 2008

A blog is (re)born


Muito contrariada, é bom que se diga, lá venho eu cumprir mais uma obrigação (nem sei porque cargas d'água, não é que me paguem!) de apresentar o (re)nascimento de um blog. Que tem uma carrada de defeitos.
Para começar, é cor-de rosa (blaaargh!), ou seja, está fora de moda há pelo menos dois anos. Depois, a autora não escreve nada que se veja há que tempos. E logo ela, que escreve tão bem. Ainda por cima, foi quem me apresentou o mundo blogueiro.
Para cúmulo, o blog chama-se Mi vida es una fiesta, que, além de ter um nome giro e ser verdade, vai atrair metade da população do país vizinho e da América do Sul (a parte interessante, a que não fala brasileiro). Como é que eu não me lembrei disto?

Pronto, vão lá.
PS - Depois segue a facturinha, sim?
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Ordens

... do médico, que é amigalhaço e não me cobrou a consulta:
  1. Melhorar naturalmente (ou seja, aguentar-me à bronca que isto passa e só tomar remédios se os vizinhos reclamarem dos gritos);
  2. Fazer um seguro de saúde, já que não sou menina de ir para a bicha da caixa;
  3. Deixar passar a carência;
  4. Fazer um TAC, que isto é da coluna de certezinha.

Portanto, não morro desta, mas é melhor pôr-me a pau.

PS - Alf, ou davas para médico ou sofres do mesmo.

Nota mental: lembrar-me de comprar James Martins para dar ao médico no Natal, o que provavelmente me vai sair mais caro que a consulta...

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novembro 10, 2008

New best friends


Eu,

... que a doença mais grave que tive na vida inteira foi caspa, depois da bela semana que tive entrevadinha das costas, agora tenho nada mais nada menos que uma perna presa.

Dúvida: a gente torna-se hipocondríaca de repente ou é melhor ir à bruxa?
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Meo? Ou Merdo?

Tenho o Meo há menos de um mês e já faltou sinal um dia inteiro. Começa bem, começa...

novembro 08, 2008

Ilustr'Ana

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Descobri a Ana Oliveira por acaso, há uns tempos, no seu blog Ilustrana. Faz ilustrações, aguarelas e desenhos vários, todos lindos. Quase no Natal, e quase a entrar em parafuso com dezenas de presentes para comprar, acho que a maioria vai vir dela. Visitem-na. Vale a pena. Ou vão vê-la ao vivo e a cores à Feira da Estrela, no primeiro fim-de-semana de cada mês (é melhor confirmar).

PS - Para cúmulo, além de desenhar como se vê, ela também escreve bem.

novembro 05, 2008

E ele,


... o que dirá do dia de hoje?

Presidente Obama




Yes we can.
A T. que me desculpe o plágio da música, mas tinha de ser esta.

novembro 04, 2008

...

Duhhhhhh!

E que se lixe a dor nas costas


Isto é mais importante. Estou online.

Finalmente,

... estou um nico melhor.

Depois de 6 dias de injecções de voltaren+relmus, mais comprimidos de relmus e um ocasional valium (às escondidas), mais massagens com elmetacin (aquele spray dos futebolistas), mais sacos de água quente, mais termotebe topo-de-gama (daquelas de ski que custam uma fortuna) e dois polares um por cima do outro, mais chuveiradas de água a ferver nos costados que saía de lá parecia uma lagosta cozida, mais lareira acesa a partir do meio-dia, e mais - tchan tchan tchan tchan! - duas visitas ao Dr. Mikola, um médico russo com consultório local* que pratica medicina chinesa há mais de 20 anos, e me deu duas tareias de criar bicho (vulgo massagens) seguidas de agulhas a deitar fumo espetadas na espinha e de ventosas à antiga que doem que se farta e macacos me mordam se aquilo se faz a alguém, e me mandou pôr um saco com 2 kg de sal grosso aquecido por 25 minutos no microondas e andar com ele o dia todo. Muito sexy, por sinal, não que isso me preocupe.

Mas melhorei. É um facto. Hoje benzo o raio do russo ou ucraniano ou lá o que é, e já nem tenho vontade, como tinha ontem, de fazer queixinhas ao Diogo para ele mandar vir a tropa de Oeiras e lhe darem cabo do canastro.

Amanhã às onze estou lá batida outra vez.

* peçam-me o número que eu dou e assino embaixo. Fora de brincadeiras, o homem é o máximo e sabe muito bem o que faz. Eu é sou parva e avessa a tudo o que me lembre médicos (em casa de ferreiro...).
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novembro 03, 2008

Portugal dos Pequeninos


Eu até poderia escrever um testamento sobre o que acho da atitude dos nossos políticos em relação ao casamento entre gays, mas para quê? A Cris escreveu isto (ver post de 8/Out). E muitíssimo bem, como sempre, aliás.

novembro 02, 2008

Desabafo com palavrões

Já me passou toda e qualquer vontade de gozar comigo própria e a dor nas costas. Estou há uma semana nisto, levo injecções todos os dias, e a puta da dor não há meio de passar. Arrasto-me da cadeira para o sofá e do sofá para a cama, não consigo fazer nada, nem tomar banho sozinha. Não consigo cozinhar (o estupor do fogão está alto, é o que dá ter uma chaminé de pedra). Lavo a loiça, vá. Não tenho força para os cães. Acordo de noite a gemer e de manhã para me levantar é uma tourada (para me deitar é outra). O Diogo tem sido incrível e faz absolutamente tudo cá em casa, mas a comiseração dos outros tem limites, principalmente quando eu perco a paciência comigo própria e desato aos pontapés às cadeiras. O que só me agrava a dor nas costas. Depois dizem-me que pode ser nervos. Qual nervos qual quê! Já estou como a minha sogra: eu não tenho ataques de nervos, tenho ataques de fúria. Ainda por cima parece que as injecções funcionam com toda a gente menos comigo. Só me deixam tomar uma por dia, mas as putas só me fazem efeito por umas três horitas. Que inferno.