julho 30, 2008

Realmente...


... há gente que não se enxerga*!

Dedicado à autora de um email que recebi ontem e que melhor fazia se ficasse bem caladinha lá no seu cantinho a rezar a todos os santinhos para que eu não perca a compostura de vez e a mande prá p*** que a pariu.

* Se há coisas a que eu ainda acho graça neste país são algumas das suas expressões.

julho 29, 2008

Volte-face

Ou não há fome que não dê em fartura. Nem mal que sempre dure ou bem que não acabe. Grão a grão, etc, etc, etc.

A vida tem destas coisas. Há fases péssimas em que vemos tudo prestes a ir por água abaixo, em que parece que o universo inteiro conspira contra nós. E eis que, de repente, tudo muda. E, mais de repente ainda, tudo muda outra vez - para melhor.

Sempre tive sorte na vida. A começar pela família, os amigos que tenho e pelos novos que vou fazendo um bocadinho por todo o lado. A passar pelos empregos, que sempre apareceram quando mais precisava deles e cada um melhor que o outro. Pelas oportunidades, pelas viagens. Pelos amores, gloriosamente coroados pelo meu amor actual. Pela família e os amigos dele. Pela minha saúde de ferro, apesar de fumar como uma chaminé (temporariamente, prometo). E por mais um milhão de coisas de que eu agora não me lembro.

A acabar nos negócios. As coisas não correram muito bem durante uns anos aqui no Brasil, mas tudo se resolveu em beleza, e eis-nos de malas aviadas e cheios de projectos para a próxima etapa, cheiinha de aventuras no horizonte.

Sou uma pessoa com muuuuuita sorte.

julho 08, 2008

Bartolomeu? Seriously?

Segundo o Diogo, um catamaran é um barco macho (betos da linha armados em ribatejanos). Um monocasco nunca, tem de ter nome de mulher. Se o nosso barco fosse um monocasco, chamava-se Helena, estava decidido. Mas um cat... num sei não. Que acham?

Bartolomeu


Achámos o nome do barco. Numa singela (detesto esta palavra) homenagem a Bartolomeu Dias, que cruzou o Cabo das Tormentas pela primeira vez em 1488, acompanhou Vasco da Gama à Índia no ano a seguir e ainda integrou a expedição de Pedro Álvares Cabral ao Brasil em 1500, e além disto tudo tinha um irmão chamado Diogo. Já para não falar que, antes disto, foi capitão de um navio de D. Diogo de Azambuja - vai-se a ver ainda era meu primo...
Tem de ser um sinal!
PS - Renomeei a tag para não dar azar. Se quero ser boa marinheira, tenho de ser supersticiosa.

julho 01, 2008

Desculpem a ausência, se é que deram por ela. Tenho andado ocupadíssima com os últimos preparativos para a volta definitiva do agregado completo (nós dois mais a bicharada) à Tugolândia. É mais complicado do que parecia à primeira vista. Tivemos que:

1) achar um veterinário autorizado - e aqui na Parvónia e arredores, só isto foi como achar uma agulha num palheiro;

2) convencê-lo a vir à fazenda em vez de gastarmos uma fortuna a levar os bichos à clínica à vez, por causa das brigas;

3) enfiar-lhes um chip electrónico na pele do pescoço com uma agulha grossísima - no Gato foi uma autêntica tourada;

4) fazer colectas de sangue e mandá-las por express mail para o Instituto Pasteur em S. Paulo, o único sítio, num país de tamanho continental, que pode autorizar a entrada de animais na UE;

5) esperar o relatório do Inst. Pasteur e contar 3 meses da data da colecta do sangue para os poder embarcar - se o estúpido do veterinário tivesse dito antes, tínhamos aldrabado a data do relatório e ganho pelo menos um mês, mas estes f***** assholes nunca sabem nada de nada;

6) fazer um choradinho à TACV (a TAP cobra 400 dólares por bicho!!!) pelo facto de só autorizarem o transporte de 2 bichos ao mesmo tempo em cada avião, para ver se não temos que voar separados - ainda em stand by (alguém tem uma cunha?);

Como vêem, não está fácil. A propósito, ainda não consegui comprar uma caixa grande o suficiente para enfiar o Batata dentro. Parece-me que vai ter de vir de S. Paulo...

Reencarnações


Por mais coisas que eu tenha sido nas minhas vidas passadas, que eu fique já aqui ceguinha se alguma vez fui monje! Segundo este site, parece que fui pistoleiro solitário (tendo a apicultura por hobbie) lá pelos idos anos 900. E ainda por cima na Austrália. E não há coincidências: a M'Ana foi bombista e eu pistoleiro. Família de armas, hã?

Diagnóstico de su vida pasada

No sé si le parecerá bien o no, pero usted era males en su última encarnación terrena. usted nació en algún lugar del territorio que hoy es Australia occidental en torno al año 900. Su profesión era monje, apicultor o pistolero solitario.

Un breve perfil psicológico de su vida pasada: :Inquisitivo, inventivo, le gustaba llegar a la base misma de las cosas y hacer búsquedas febriles en los libros. Talento natural para el teatro. La lección que su vida pasada le ha dado para la encarnación actual: hay un vínculo invisible entre el mundo material y el mundo espiritual. Su lección es buscar, encontrar y usar ese puente mágico.