Desculpem-me a ausência, mas tenho andado ocupadíssima.Para resumir, está tudo verde-verde-verde. O meu flamboyant está enorme, o Batata pesa mais 20 kg e tem mais meio palmo de altura, o jardim está uma selva, o Vasco está esquelético porque desaparece três dias seguidos e depois chega a casa e só come e dorme outros três, o Xuruca continua na mesma, bem-educado e obediente, a Maria está mais magra e com uma otite, os coqueiros e as almendras estão enormes e a mangueira está linda. Enfim, a vida seguiu mansa enquanto eu cá não estive.
A Paizinha quase chorou quando me viu: achava que eu já não voltava, apesar de o Diogo lhe jurar o contrário todos os dias. Trouxe-lhe de presente uma carteira prateada e umas sandálias de salto alto a condizer, grande moda na “órópa”, um perfume francês e roupa da Zara, marca “chique” que ela conhece das revistas e do meu armário. Adorou tudo. Está muito mais animada, fala pelos cotovelos e já recomeçou com as cantorias enquanto limpa as casas de banho.
E o meu Cachucho está lindo e querido como sempre. Tem mais uns brancos na barba e está mais magrinho, mas o sorriso e os olhões verdes continuam os mesmos. Deu-me um abraço de partir costelas quando saí do avião (entre outras coisas - eh eh eh).
Parece que eu trouxe o Sol. À parte a “pequena” tempestade tropical de ontem, que fez com que a casa ficasse ilhada outra vez e, à moda de Astérix, parecesse que o céu nos ia cair em cima da cabeça, a Natureza deu-me as boas-vindas. Ontem de manhã, enquanto passeava com o Xuruca pelos viveiros, no espaço de meia hora em que o sol saiu de trás das nuvens, assisti ao levantar voo simultâneo de milhares de borboletas amarelas, à passagem barulhenta de um enorme bando de catatuas verdes e à visita surpresa de um macaco-prego empoleirado no meu alpendre.
Cheguei ao Brasil pela última vez. Parece que agora o vejo com outros olhos.
E o meu Cachucho está lindo e querido como sempre. Tem mais uns brancos na barba e está mais magrinho, mas o sorriso e os olhões verdes continuam os mesmos. Deu-me um abraço de partir costelas quando saí do avião (entre outras coisas - eh eh eh).
Parece que eu trouxe o Sol. À parte a “pequena” tempestade tropical de ontem, que fez com que a casa ficasse ilhada outra vez e, à moda de Astérix, parecesse que o céu nos ia cair em cima da cabeça, a Natureza deu-me as boas-vindas. Ontem de manhã, enquanto passeava com o Xuruca pelos viveiros, no espaço de meia hora em que o sol saiu de trás das nuvens, assisti ao levantar voo simultâneo de milhares de borboletas amarelas, à passagem barulhenta de um enorme bando de catatuas verdes e à visita surpresa de um macaco-prego empoleirado no meu alpendre.
Cheguei ao Brasil pela última vez. Parece que agora o vejo com outros olhos.













